terça-feira, 15 de maio de 2012

Por que fazer o pré-natal?




 
Por que fazer o pré-natal?


A importância do pré-natal está relacionada à prevenção de patologias maternas e fetais, além de esclarecimentos às gestantes sobre a gravidez, o feto e o parto. Existem muitos sintomas que podem parecer estranhos e bem desconfortáveis às mulheres grávidas, mas que estão dentro da normalidade. São esses: náuseas, vômitos, cólicas em baixo ventre, sonolência, dores nas mamas, quedas de pressão arterial, etc. O obstetra vai ajudar a amenizar esses sintomas e, principalmente a tranquilizar as gestantes e seus familiares. As consultas de pré-natal consistem em esclarecimentos de dúvidas das gestantes, exames físico e obstétrico (peso, pressão arterial, medição da altura do útero com fita métrica, ausculta dos batimentos cardíacos fetais, observação de edemas e varizes de membros inferiores, palpação da barriga com percepção das partes fetais e das contrações uterinas, etc). Logo na primeira consulta é importante uma história completa da gestante no que diz respeito às doenças pregressas, vacinação, histórico familiar, hábitos e vícios, alergias a medicamentos, etc. Também na 1ª consulta já é prescrito o ácido fólico afim de prevenir mal formações do tubo neural do bebê, evitando patologias como a anencefalia (bebê que nasce sem o cérebro), etc. Após o uso do ácido fólico que, geralmente, é prescrito até o 3º mês de gravidez, a paciente deve tomar uma vitamina que também contenha o ferro e esta é mantida inclusive nos dois primeiros meses de amamentação. Serão solicitados exames de rotina de pré-natal e a partir dessa primeira consulta já é possível classificar algumas gestantes em gestação de alto risco ou baixo risco. As mulheres diabéticas, hipertensas, com doenças auto-imunes, obesidade mórbida, etc já serão acompanhadas no pré-natal de alto risco. Os exames solicitados no 1º trimestre são o hemograma, a tipagem sanguínea, as sorologias (hepatites, rubéola, toxoplasmose, citomegalovírus, HIV, sífilis), o exame de fezes e o exame de urina. Se a gestante já estiver com pelo menos 7 semanas, será possível, pelo ultrassom transvaginal, escutar os batimentos cardíacos do feto. A 2ª ultrassonografia deve ser realizada por volta de 12 a 13 semanas onde serão observados dados importantes como a translucência nucal, o ducto venoso e o osso nasal do feto. Estando tudo normal a chance do bebê ser sindrômico já diminui muito e podemos tranquilizar as pacientes quanto às sídromes como a de Down, por exemplo. No 2º trimestre já serão solicitados o teste de tolerância à glicose oral, que irá afastar a diabetes gestacional e também a ultrassonografia morfológica fetal, que afastará ainda mais as possibilidades do bebê nascer com mal formações. No segundo trimestre também poderão ser atualizados o Papanicolaou e a vacinação anti-tetânica da paciente. Os exames de sangue e urina serão repetidos no 3º trimestre ou antes, se necessário. As ultrassonografias no final da gestação nos darão importantes informações sobre o peso, a altura do feto e a posição do feto, a maturação da placenta, a quantidade de líquido amniótico. A partir do 7º mês as consultas passam de mensais a quinzenais e no 8º mês serão semanais até a data provável do parto. Nessa condição daremos ênfase ao parto, aos sintomas de trabalho de parto, anestesias e tudo que diz respeito ao parto, inclusive se a gestante tem condições para parto normal ou cesariana.

Coluna Saúde da Mulher - assinada pela Dra. Elaine K. Vasconcelos - Ginecologista, Obstetra e Mastologista - CRM: 101324.
Imagem by Mari Martins

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