terça-feira, 8 de maio de 2012

Terceira Idade





TERCEIRA IDADE


"…para o Homem que envelhece é um dever e uma necessidade dedicar atenção séria ao seu próprio Si-mesmo. Depois de haver esbanjado luz e calor sobre o mundo, o Sol recolhe os seus raios para iluminar-se a si mesmo." C. G. Jung.
Crescer, adquirir experiências, conquistar pessoas, coisas e tantas outras aquisições no decorrer da vida é, em geral, sem sombra de dúvida, desejado por todos. Envelhecer, entretanto, para muitos, não o é. Mesmo assim, todos sabem que, independentemente da vontade de cada um, chegarão ao envelhecimento.
Envelhecer representa ameaçadoramente para o individuo um desgaste das suas capacidades fisiológicas globais, seja de um modo progressivo, discreto ou grave.
Essa ameaça implica não somente modificações somáticas, como também mudanças psicossociais, incluindo aquelas no nível da memória, do intelecto, do comportamento, da personalidade, das relações sociofamiliares, das finanças, entre outros, que podem desembocar na velhice patológica, interceptando a caminhada saudável da sua existência.
Sabe-se que a velhice patológica não representa regra única para todos, o medo e o preconceito existem, e isso dificulta a aceitação do envelhecimento como processo natural da vida.
O idoso não comprometido psicologicamente é aquele que ainda "vive" e quer continuar a viver a vida na sua plenitude, usufruindo daquilo que ela ainda pode lhe oferecer e para a qual ele pode responder.
O idoso que não vive á sombra das perdas ou á sombra do que não pode atingir, em razão da sua idade, ainda tem, mesmo com medo, desejos de realização pessoal.
Gaiarsa defende a idéia de que a manutenção da jovialidade na velhice depende básicamente da rigidez de carácter. "As pessoas muito contidas e controladas são velhas desde o começo." Gaiarsa.

QUATRO CATEGORIAS
Os poucos que governam o mundo – bem mais poderosos do que sábios;
Os poucos que estão próximos da imagem de avô ideal e do velho sábio;
Os muitos que se vão fazendo cada vez mais azedos, irritadiços e intolerantes;
Os que vão parando e tornando-se apáticos e indiferentes.

ALTERAÇÕES PSICOLÓGICAS
Dificuldade menor ou maior em aceitar-se como alguém que está envelhecendo ou que está velho;
Certo declínio na manifestação da afetividade, dos interesses, das ações, das emoções e dos desejos;
Prejuízo da memória de fixação, como, por exemplo, esquecer nomes de pessoas, coisas, ou mesmo onde colocou determinados objectos;
Acentuação das características da personalidade. Traços do tipo: rigidez, egocentrismo, desconfiança, irritabilidade, avareza, dogmatismo, autoritarismo, que tenham existido na juventude, tendem a exacerbar-se;
Dificuldade na assimilação ou mesmo aversão a ideias, coisas e situações novas;
Apego maior aos valores já conhecidos e convencionados, aos costumes e às normas já instituídas;
Diminuição da percepção, da concentração, da atenção, do raciocínio e do rendimento intelectual;
Tendência ao isolamento e a introspecção;
Perda ou diminuição do interesse sexual, mas com tendência a contar anedotas satíricas de conteúdo sexual ou mesmo obscenas;
Aumento do apetite levando à gula;
Diminuição da criatividade e da espontaneidade;
Menor capacidade para o pensamento abstrato;
Auto-estima baixa, sentimento de inutilidade, desvalorização;
Lentidão nos movimentos e nas ações que solicitam esforço;
Aumento da ansiedade associada ao medo da morte, doença, amigos que morrem;
Comportamento regressivos/infantilidade;
Depressão/alteração de humor;
Com o envelhecimento, as habilidades verbais, a memória e atenção se deterioram com mais facilidade, enquanto que as habilidades numéricas, a capacidade imaginativa e de julgamento permanecem quase intactas.
A sexualidade nesta fase da vida continua presente. Apesar de não existir de maneira uniforme durante toda a vida em termos de quantidade e qualidade, ela poderá ser sempre prazerosa.
Todas estas manifestações podem transformar-se em patológicas, impedindo o idoso de viver a sua vida de maneira independente.
As alterações psicológicas surgem através de diversos fatores que podem conduzir ao engrandecimento ou ao esgotamento do idoso.
Coluna No Divã - assinada pela Dra. Marisa Martins - Psicóloga - CRP: 06/30413-0
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