quinta-feira, 11 de outubro de 2018

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Parkinsonismo, ou síndrome parkinsoniana


características principais da doença

Parkinsonismo, ou síndrome parkinsoniana, não constitui uma enfermidade em si mesma. É um conjunto de sinais e sintomas - tremor em repouso, rigidez muscular, acinesia e bradicinesia (dificuldade e lentidão dos movimentos, respectivamente), postura fletida (curvada) e comprometimento do equilíbrio - resultantes de diversas condições clinicas, que têm causas diferentes e tratamento específico. 
A síndrome pode ser classificada em três tipos principais: parkinsonismo primário, secundário e parkinsonismo-plus ou atípico.
A doença de Parkinson é responsável por aproximadamente 75% do total de casos de parkinsonismo e por cerca de 2/3 dos casos de parkinsonismo primário ou idiopático, sem causa conhecida ou identificada. Em geral, os sintomas clássicos aparecem depois dos 50, 60 anos de idade, como resultado da degeneração dos neurônios na parte compacta da substância negra do cérebro e, consequentemente, da baixa produção de dopamina.
Já nos casos parkinsonismo secundário, é possível identificar a causa do aparecimento dos sintomas que podem ser reversíveis, desde que identificados e tratados. Quadros de parkinsonismo secundário podem estar relacionados com o uso de medicamentos neurolépticos (inibidores das funções psicomotoras) e contra a hipertensão, pela exposição a produtos tóxicos, por traumatismos cranioencefálicos e certos distúrbios metabólicos.
No parkinsonismo-plus ou atípico, o processo degenerativo pode afetar vários núcleos cerebrais, é mais incapacitante e de evolução mais rápida. Pelo menos dois sintomas característicos da síndrome - distúrbios motores e rigidez muscular - estão presentes e associados a alterações neurológicas ou do sistema nervoso autônomo.
Essa forma de parkinsonismo é constituída por um grupo de doenças de causa idiopática que possuem um quadro clínico semelhante ao da doença de Parkinson, o que dificulta estabelecer o diagnóstico e justifica o nome atípico. Mas há diferenças importantes: na síndrome parkinsoniana, os sintomas acometem simultaneamente os dois lados do corpo e os pacientes não se beneficiam com as drogas utilizadas no tratamento da doença de Parkinson.
Fontes:
Doença de Parkinson – entrevista – João Carlos Papaterra Limongi - www.drauziovarella.com.br
Parkinson, por dentro do mistério – Fernanda Vomero e Adriano Sambugaros –  Revista Superinteressante
Parkinson’s deseases – www.mayoclinic.org/diseases and conditions

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

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Gal Costa - Palavras no corpo

Proteína de planta brasileira inibe progressão do câncer de mama triplo-negativo

Proteína de planta brasileira inibe progressão do câncer de mama triplo-negativo


Um dos tumores mais agressivos e para o qual houve menos avanços no desenvolvimento de terapias nos últimos anos, o câncer de mama triplo-negativo ainda não conta com um tratamento específico e um agente que consiga combatê-lo.
Uma proteína extraída de sementes de árvores da espécie Enterolobium contortisiliquum – conhecida popularmente como tamboril ou orelha-de-macaco – pode ser a esperança para o tratamento dessa doença, no futuro.
Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) constataram durante um estudo, apoiado pela FAPESP, que a proteína é capaz de inibir a migração e a metástase de câncer de mama triplo-negativo e de outros tipos de tumor, como o gástrico e o de pele (melanoma).
Os resultados foram apresentados por Maria Luiza Vilela Oliva, professora da Unifesp e coordenadora da pesquisa, em palestra na FAPESP Week BelgiumO encontro, que está sendo realizado em Bruxelas, de 8 a 10 de outubro,  reúne pesquisadores brasileiros e belgas com o objetivo de estreitar parcerias em pesquisa. 
“Constatamos que a proteína inibe a invasão, a proliferação e a metástase de tumor de mama triplo-negativo em testes in vitro [em células] e, no caso do melanoma, tanto em modelo in vitro como in vivo [em animais]”, disse Oliva à Agência FAPESP.
Denominada Enterolobium contortisiloquum inibidor de tripsina (EcTI, na sigla em inglês), a proteína foi isolada por Oliva durante seu doutorado, no final da década de 1980.
A partir daquela época a pesquisadora começou a tentar isolar de sementes de leguminosas da flora brasileira outras moléculas inibidoras de proteases – enzimas capazes de quebrar as ligações peptídicas de outras proteínas.
Essas enzimas estão envolvidas em diversos processos biológicos, como inflamação, hemostasia (prevenção e interrupção de sangramentos e hemorragias), trombose e desenvolvimento tumoral, além de outros processos que envolvem microrganismos patológicos, explicou Oliva.
“Temos estudado os efeitos fisiopatológicos dessas proteínas isoladas de leguminosas em alguns tipos de câncer na tentativa de descobrir novos agentes que possam, se não curar, ao menos ajudar a entender a patologia dessas doenças”, afirmou.
Além de isolar, os pesquisadores têm conseguido determinar a estrutura dessas proteínas, modelá-las e obter peptídeos sintéticos a partir delas.
As análises dessas moléculas em diferentes modelos fisiopatológicos, como de inflamação, trombose e tumor, tanto in vivo como in vitroindicaram que, além de antitumoral, elas apresentam propriedades anti-inflamatória, antimicrobiana e antitrombótica.
“O tumor, a inflamação e a trombose são patologias que estão de certa forma interligadas, porque às vezes o paciente com câncer pode morrer não por causa da doença, em si, mas em decorrência de um quimioterápico que pode levar ao desenvolvimento de uma trombose”, avaliou.
Além de ter ação antitumoral, a proteína EcTI, que foi patenteada, também demonstrou ser capaz de inibir a trombose arterial e a venosa, afirmou a pesquisadora. 
Fonte: Agência Fapesp


Pesquisadores identificam células que iniciam a formação de tumores

Pesquisadores belgas identificam células que iniciam a formação de tumores


Embora muitos dos genes que sofrem mutações e levem ao desenvolvimento de diferentes tipos de câncer já terem sido identificados, as células que dão início à formação de tumores – após o acúmulo dessas mutações gênicas – ainda são desconhecidas, apontam especialistas na área.
Por meio de experimentos de rastreamento de linhagem genética de camundongos – que permitem a expressão ou a deleção de genes relacionados com o surgimento de tumores em linhagens celulares definidas –, pesquisadores da Universidade Livre de Bruxelas (ULB), da Bélgica, têm avançado na identificação de linhagens celulares que originam alguns tipos de câncer, como o de pele.
Alguns dos resultados mais recentes foram apresentados por Cédric Blanpain, professor da ULB, em palestra na segunda-feira (08/10) na FAPESP Week Belgium. O encontro, que está sendo realizado em Bruxelas até 09 de outubro, e em Liège e Leuven, no dia 10, reúne pesquisadores brasileiros e belgas com o objetivo de estreitar parcerias em pesquisa.
Uma das descobertas do grupo de Blanpain nos últimos anos foi que alguns tipos de câncer, como o de pele, possuem células com características de células-tronco – capazes de dar origem a outras células – e que desempenham um papel importante na reposição celular e na regeneração de tecidos após lesões.
“Temos rastreado a origem celular dos cânceres de pele mais frequentes em humanos e feito avanços importantes. Nosso laboratório foi o primeiro no mundo a identificar os estados de transição celular que ocorrem durante a progressão do câncer de pele”, disse Blanpain.
Por meio de diferentes abordagens, os pesquisadores belgas pretendem avançar, agora, no entendimento dos mecanismos que regulam a função das células-tronco cancerígenas durante o crescimento do tumor e a recaída após a terapia.
“Compreender os mecanismos que regulam a função das células-tronco cancerígenas é importante para o desenvolvimento de novas formas de tratamento”, afirmou.
As descobertas de Blanpain sobre as células-tronco cancerígenas motivaram a ULB a anunciar, em maio, a criação de uma spin-offde biotecnologia, chamada Chromacure, voltada a desenvolver novas terapias contra o câncer.
A startup recebeu um investimento inicial de 17 milhões de euros de investidores da Bélgica e dos Estados Unidos e mais 3,5 milhões de euros, em setembro, da Valônia – uma das três regiões administrativas e uma das entidades federadas da Bélgica.
A empresa pretende lançar um programa de rastreio de potenciais moléculas que possam resultar no desenvolvimento de novos medicamentos para o tratamento de alguns tipos de câncer.
“Já identificamos no nosso laboratório alguns alvos que têm um papel importante na progressão do tumor e em vários tipos de câncer”, afirmou Blanpain. “A ideia é identificar nos próximos seis anos drogas que inibem esses alvos”, afirmou.
Oncologia personalizada
Com os avanços da genômica nas últimas décadas, que resultaram no sequenciamento de genes mutagênicos relacionados ao desenvolvimento do câncer, a doença entrou, agora, na era da oncologia personalizada, por meio da qual é possível avaliar se um paciente tem predisposição hereditária ao câncer, disse Dirce Maria Carraro, pesquisadora do A.C. Camargo Cancer Center, também em palestra no evento.
“Nos últimos anos têm sido descobertas novas mutações em genes associados ao desenvolvimento de câncer, desvendada a frequência de mutação em genes recentemente associados à doença e identificados novos genes candidatos associados a síndromes hereditárias que predispõem ao câncer”, afirmou.
Seu grupo de pesquisadores está elaborando um estudo com o objetivo de monitorar a resposta terapêutica de pacientes com tumores renais, câncer colorretal, de pulmão, de pele, de cabeça e pescoço e tumores raros. O estudo terá a participação de, pelo menos, 100 pacientes por tipo de tumor.
“Queremos avaliar a resistência desses tipos de câncer à quimioterapia ou à terapia-alvo”, disse Carraro. 
 
Fonte: Agência Fapesp

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

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Marisa Monte - Sintomas de saudade

Treinamento técnico em Computação com bolsa da FAPESP



Com apoio do Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), o projeto “Serviço de threat intelligence em cibersegurança” tem disponível uma vaga de Treinamento Técnico nível cinco (TT-5) com bolsa da FAPESP. O prazo de inscrição vai até 10 de outubro de 2018.
O objetivo do projeto é investigar o uso de algoritmos de mineração de dados e de aprendizado de máquina no desenvolvimento de um serviço de inteligência em segurança computacional. A proposta do serviço é ajudar pessoas e instituições a identificar e prevenir ataques, reconhecer incidentes de segurança e outras vulnerabilidades com muito mais rapidez e eficiência.
O bolsista será responsável pelo desenvolvimento de uma prova de conceito, que avaliará métodos de mineração de dados e de aprendizado de máquina na automatização de funções que são atualmente executadas manualmente pelos especialistas em segurança da empresa. O bolsista será orientado por Eduardo Bernuy Lopes.
O candidato deve ter experiência em programação PHP ou Python. São desejáveis experiência prévia em mineração de dados, aprendizado de máquina ou cibersegurança, além bons conhecimentos em Linux.
Os interessados pela vaga devem enviar carta de intenção, curriculum vitae, cópia do título de doutor ou declaração com a data em que a tese será defendida e nome e e-mail de duas referências pessoais, marcada com “FAPESP 2017/15289-7 – TT5” no campo assunto, para o e-mail selecao-pipe@redbelt.com.br.
A análise da documentação e a seleção serão realizadas no dia 15 de outubro de 2018, mas é possível que a data-limite seja estendida até que a vaga seja preenchida.
Mais informações sobre a vaga: www.fapesp.br/oportunidades/2404.
A oportunidade de TT-5 é voltada para especialistas em Tecnologia da Informação com pelo menos cinco anos de experiência após a graduação ou título de doutorado, que não tenham vínculo empregatício. A vaga prevê dedicação de 16 a 40 horas semanais (o valor da bolsa a ser paga será proporcional ao número de horas semanais) às atividades de apoio ao projeto de pesquisa. O valor total da Bolsa TT-5 é de R$ 7.372,40.
Mais informações sobre as bolsas de Treinamento Técnico da FAPESP: www.fapesp.br/bolsas/tt.
Outras vagas de bolsas, em diversas áreas do conhecimento, estão no site FAPESP-Oportunidades, em www.fapesp.br/oportunidades
Fonte: Agência Fapesp





Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife "Cesar", oferece bolsa de R$ 2 mil para capacitação de universitários



O Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar) está com inscrições até 14 de outubro para a primeira turma do Summer Job de 2019, programa para capacitação com bolsa de R$ 2 mil para estudantes universitários.
Segundo o Cesar, os objetivos do programa são oferecer experiência prática aos alunos, identificar talentos e proporcionar um ambiente de experimentação rápida para as empresas patrocinadoras. Durante as aulas, mentores e profissionais acompanharão toda a execução de cada projeto realizado.
O programa é voltado para estudantes de qualquer curso, embora 50% das vagas sejam destinadas aos alunos de Ciência da Computação, Engenharia, Administração, Economia, Marketing e Design. Um dos requisitos para a participação é que o aluno esteja estudando a partir do quarto período e tenha inglês avançado. Além disso, ele precisa ter disponibilidade de 40 horas semanais para se dedicar ao programa.
As inscrições devem ser feitas pela página do programa. O aluno poderá se candidatar para participar do programa em Recife, na sede do Cesar, e nas regionais do centro de inovação em Sorocaba (SP), Curitiba ou Manaus. No ato da inscrição o candidato poderá assinalar até três opções de cidade em ordem de preferência.
Após as inscrições, todos receberão um voucher para fazer um curso on-line sobre inovação. Serão selecionados para a próxima etapa os alunos que tiverem boa performance no curso. Os candidatos selecionados serão convidados a participar de uma entrevista remota pelo Skype ou Google Meet. No final, os candidatos aprovados na fase de entrevistas serão selecionados para fazer o Cesar Summer Job.
Mais informações: www.summerjob.cesar.org.br
Fonte: Agência Fapesp


terça-feira, 2 de outubro de 2018

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Charges políticas - Maurício Ricardo

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Zé Ramalho - Admirável gado novo

Benéfico para o coração e no controle do açúcar no sangue

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O jiló é um fruto tropical, classificado como uma planta herbácea, cujo cultivo é comum em nosso país, especialmente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O fruto possui grandes propriedades anticancerígenas devido o alto teor de fibras combinados com a sua baixa quantidade de gorduras, que por sua vez auxiliam na prevenção de problemas de saúde como o câncer colorretal e a prisão de ventre. Jiló ajuda a controlar à absorção de glicose devido às suas fibras e ao seu baixo número de carboidratos. Isso evita picos e quedas bruscas na taxa de açúcar do sangue, o que é especialmente perigoso para as pessoas que possuem diabetes.

O Jiló não tem boa aceitação no cardápio brasileiro por causa do seu gosto amargo, mas há várias formas de amenizar esse amargor. Eu, por exemplo, preparo o fruto com muito alho, cebola, sal, azeite extravirgem, páprica picante, páprica doce, pimenta do reino e orégano, faço bem refogadinho, fica muito bom e com paladar adocicado. Também é possível preparar o fruto assado com outros legumes e fica muito bom.


Ah, só um detalhe, é preciso consumir o fruto pelo menos duas vezes por semana para obter todos esses benefícios.



Fonte: www.saudedica.com.br e Biosom





sexta-feira, 28 de setembro de 2018

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Roberta Sá - Belo estranho dia de amanhã

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Novo tratamento para Artrose

Resultado de imagem para novo tratamento para artrose


Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, quase 50 milhões de brasileiros têm 
artrose, inflamação que provoca o desgaste da cartilagem dos ossos e não tem cura. Hoje 
o tratamento da artrose é feito com remédios associados a terapias complementares. 
É comum usar só o laser  ou só o ultrassom. Mas, pela primeira vez, os cientistas combinaram
as duas técnicas ao mesmo tempo. O tratamento convencional leva em torno de quatro
meses para apresentar resultados.  Já o novo aparelho em 20 dias pode aliviar as dores. 
O equipamento foi criado no Instituto de Física da USP. São duas aplicações por semana, 
15 minutos por sessão; 300 pacientes passaram pelos testes na Santa Casa de São Carlos, 
no interior de São Paulo, “90% dos pacientes tratados tiveram uma melhora muito grande 
com relação à dor e ao aumento da funcionalidade.
Agora, os pesquisadores esperam a liberação da Anvisa para comercializar o aparelho, o que
 deve acontecer até março de 2019. Só depois vai ser oferecido para o SUS. O estudo foi publicado
 em revistas científicas internacionais.

Fonte: G1.com/Imagem by Google


quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Já imaginou desenhar a participação do Brasil na ExpoDubai 2020?


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Luiz Melodia - Felicidade agora

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Discutindo política no Brasil

Filtro colorido aumenta velocidade de leitura de crianças com dislexia

Filtro colorido aumenta velocidade de leitura de crianças com dislexia


Uma das maiores dificuldades das crianças com dislexia, a leitura, pode ser melhorada com o uso de lentes verdes. 
Um estudo publicado por brasileiros e franceses mostrou que voluntários de 9 e 10 anos que usaram os filtros na cor verde tiveram um aumento da velocidade de leitura. Em crianças sem dislexia, os filtros não surtiram efeito.
Esses filtros coloridos foram patenteados em 1983 e já foram indicados não só para crianças com dislexia como para portadores de autismo e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). 
“No entanto, os estudos feitos sobre sua eficácia tinham deficiências metodológicas. Pela primeira vez foi usada uma metodologia bastante rigorosa”, disse Milena Razuk, primeira autora do artigo, publicado na Research in Developmental Disabilities
A falta de estudos sobre os filtros faz com que eles não sejam muito usados no Brasil, embora alguns países como a França o adotem.
Razuk, que concluiu em abril o doutorado na Universidade Cruzeiro do Sul, realizou o experimento durante o período que passou na Université Paris Diderot-Paris 7, em estágio de pesquisa com apoio da FAPESP.
Foram selecionadas 18 crianças com dislexia e outras 18 sem a condição, todas atendidas no Hospital Robert Debret, em Paris. Para o experimento, os cientistas escolheram os filtros amarelo e verde. 
“São 12 cores disponíveis, mas chegamos a essas duas porque seria uma dificuldade muito grande para os voluntários ficarem tanto tempo submetidos ao teste”, disse José Angelo Barela, professor do Instituto de Biociências da Unesp, em Rio Claro, e coordenador do projeto.
Melhora na velocidade da leitura
As 36 crianças foram postas para ler, em uma tela, trechos de livros infantis indicados para sua faixa etária. Diferentes trechos eram lidos sem filtro, com o amarelo e com o verde. 
Durante todo o tempo, elas usavam um aparelho apoiado na cabeça que mede os movimentos dos olhos, o Eye Tracker. Trata-se de óculos com duas câmeras que enviam sinais infravermelhos para os olhos e detectam onde o usuário está fixando o olhar e qual o tempo dessa fixação.
“A criança com dislexia precisa fixar mais tempo o olhar nas palavras para conseguir compreender o texto, por isso a velocidade de leitura é menor”, disse Barela à Agência FAPESP.  
Enquanto em crianças sem dislexia não houve mudança na velocidade de leitura com os filtros, o Eye Tracker detectou que crianças com dislexia passaram a fixar trechos de palavras ou de frases por 500 milésimos de segundo usando o filtro verde. Com o amarelo e sem filtro, o tempo era de 600 milésimos de segundo. 
Ainda assim, o período é superior ao de crianças sem dislexia, cuja fixação é de 400 milésimos de segundo. Os autores do estudo enfatizam que não avaliaram se o filtro verde melhorou a compreensão do que foi lido.
Condição pouco conhecida
Não se sabe quais as causas da dislexia, que faz com que os portadores tenham uma integração sensório-motora menos acurada. “É como se houvesse algum ruído que atrapalha a comunicação do cérebro com o resto do corpo”, disse Razuk. 
No entanto, a condição não significa uma deficiência intelectual. “Para o diagnóstico de dislexia, o Q.I. tem de ser normal ou acima da média”, disse. 
No estudo, os autores apontam que a melhora no tempo de leitura com o filtro verde pode ser por conta de mudanças no estímulo visual disponível para processamento no sistema nervoso central. 
Outros estudos sugeriram que os filtros reduzem a excitabilidade do córtex cerebral, que pode ser maior nos disléxicos e por isso atrapalharia a leitura. Nessa hipótese, o filtro diminuiria o estímulo visual e, consequentemente, melhoraria a leitura.
Essa possibilidade ganhou mais força depois que estudos com ressonância magnética funcional (fMRI), publicados em 2015, mostraram uma ativação significativa do córtex de voluntários durante a leitura com filtros coloridos (nesse caso, azul), comparada com a de outros que não usaram filtro algum. Essas lentes, portanto, diminuiriam o estresse visual e a distorção do texto, aumentando o processamento visual e a performance de leitura. 
O próximo passo da pesquisa será verificar a atividade cerebral das crianças disléxicas durante a leitura por meio de um aparelho de fMRI, já adquirido por Barela com apoio do CNPq.
O artigo Effect of colored filters on reading capabilities in dyslexic children (doi: 10.1016/j.ridd.2018.07.006), de Milena Razuk, Faustine Perrin-Fievez, Christophe Loic Gerard, Hugo Peyre, José Angelo Barela e Maria Pia Bucci está publicado em: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0891422218301677.
Fonte: Agência Fapesp