quinta-feira, 22 de junho de 2017

FAPESP concederá bolsas para estágio em universidades italianas

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A FAPESP anunciou o apoio à realização de estágios de pesquisa de curto e médio prazo em universidades italianas. A nova oportunidade está aberta a propostas de bolsas que sigam as normas da modalidade Bolsa Estágio de Pesquisa no Exterior (BEPE).
As condições estão em uma chamada de propostas que visa estreitar a cooperação entre pesquisadores do Brasil e da Itália por meio do intercâmbio de estudantes.
A chamada tem como base o acordo de cooperação assinado em 1º de fevereiro de 2017 entre o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e integra o Programa de Mobilidade Confap/Itália (MCI).
A FAPESP apoiará exclusivamente estudantes ou pesquisadores formalmente associados a instituições de ensino superior ou de pesquisa, públicas ou privadas, sediadas no Estado de São Paulo e que sejam bolsistas da FAPESP.
As modalidades de bolsas disponíveis na chamada são: BEPE – Mestrado, BEPE – Doutorado Direto, BEPE – Doutorado e BEPE – Pós-Doutorado. O estágio de pesquisa na Itália deverá ser necessariamente parte do projeto de pesquisa do bolsista FAPESP e o apoio não poderá ser solicitado independentemente. O candidato deve ter um colaborador associado a uma universidade italiana como supervisor (pesquisador anfitrião).
A concessão da Bolsa Estágio de Pesquisa no Exterior implica a interrupção da Bolsa FAPESP do candidato no Estado de São Paulo, que será retomada depois que o estudante ou pesquisador retornar da Itália.
O prazo final para a submissão de propostas é 8 de agosto de 2017.
A chamada de propostas está publicada em: www.fapesp.br/11053.

Fonte: Agência Fapesp - Imagem by Google

Grupo investiga como a restrição de calorias beneficia o funcionamento celular

Grupo investiga como a restrição de calorias beneficia o funcionamento celular


Controlar o consumo de calorias no dia a dia é uma forma comprovada de evitar não só a obesidade como também diversas complicações relacionadas à idade, como diabetes, doenças do coração e do cérebro. Trata-se, portanto, de uma estratégia eficaz para aumentar a longevidade.
Em um laboratório sediado no Instituto de Química (IQ) da Universidade de São Paulo (USP), um grupo coordenado pela professora Alicia Kowaltowski investiga, em modelos animais, os mecanismos moleculares desencadeados pela intervenção dietética que resultam na melhora do funcionamento de órgãos importantes para o metabolismo, como pâncreas, fígado e até mesmo o cérebro.
“Dizer para as pessoas simplesmente comerem menos não está funcionando. A obesidade se tornou uma epidemia mundial. Temos tentado entender como a restrição calórica age no organismo e quais são as moléculas envolvidas, para encontrar alvos que permitam prevenir ou tratar doenças relacionadas ao ganho de peso e à idade”, disse Kowaltowski, que integra a equipe do Centro de Pesquisa em Processos Redox em Biomedicina (Redoxoma) – um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) da FAPESP.
De acordo com Kowaltowski, os experimentos realizados até o momento mostraram que a restrição calórica em animais de laboratório causa efeitos muito específicos nos diferentes órgãos. No pâncreas, por exemplo, torna as células produtoras de insulina capazes de responder melhor ao aumento na taxa de glicose do sangue.
Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores realizaram testes com culturas de células beta – que ficam nas ilhotas pancreáticas e são responsáveis pela produção de insulina. Em vez de nutrir as células cultivadas in vitro com soro sanguíneo comercial, como de costume, foi usado material extraído de dois grupos de ratos submetidos a diferentes dietas.
O grupo controle se alimentou à vontade durante as 26 semanas anteriores ao experimento e se tornou obeso, como normalmente ocorre em casos com confinamento. Os outros animais foram submetidos durante o mesmo período a uma dieta com cerca de 60% das calorias em média consumidas pelos roedores liberados para comer sem restrições.
“A secreção de insulina pelas células beta deve ser pequena em uma condição de baixa glicose e aumentar em uma condição de glicose elevada. E isso de fato acontece com as células tratadas com o soro dos animais submetidos à restrição calórica, mas não com as que receberam o soro de animais obesos. Há algum fator circulante no sangue que modifica de forma aguda o funcionamento das células beta e essa pode ser uma das alterações que acontecem no diabetes tipo 2”, disse Kowaltowski.
Como a secreção de insulina depende da disponibilidade de ATP (adenosina trifosfato, molécula que armazena energia) na célula, os pesquisadores levantaram a hipótese de que o fenômeno observado estaria relacionado com as mitocôndrias – as “usinas” de energia das células.
“Ao medirmos o consumo de oxigênio pelos dois grupos de células, observamos que ele estava diferente. A respiração – que é a responsável pela liberação de insulina quando temos alta de glicose – é maior nas células que receberam o soro dos animais submetidos à restrição calórica. Essas células, portanto, geram mais ATP diante da alta na taxa de glicose”, contou a pesquisadora.
Por meio de experimentos com corantes fotossensíveis, o grupo descobriu que as mitocôndrias das células tratadas com o soro dos animais submetidos à restrição calórica trocavam mais material genético entre si e, de algum modo, isso as tornava mais eficientes.
“As mitocôndrias não são organelas estáticas e nem sempre têm aquele formato de amendoim que vemos nos livros. Estão continuamente se fundindo [duas viram uma só] e se dividindo [uma dá origem a duas] e isso é importante para remover organelas que não estão funcionando adequadamente e também para trocar enzimas e DNA”, explicou Kowaltowski.
Para confirmar que o intercâmbio de material mitocondrial seria a causa primordial na diferença observada na produção de insulina, o grupo repetiu o experimento com o soro dos dois grupos de animais – mas desta vez usando células beta incapazes de produzir a proteína mitofusina-2 (Mfn-2), importante no processo de fusão mitocondrial.
Como esperado, tanto as células que receberam o soro dos animais obesos quanto as que receberam soro dos animais submetido à restrição passaram a responder mal ao aumento na taxa de glicose, ou seja, a restrição calórica perdeu o efeito protetor sobre o pâncreas. Os resultados foram publicados no The FEBS Journal, da Federation of European Biochemical Societies. O trabalho contou com a participação central de Fernanda Cerqueira, ex-bolsista da FAPESP e, atualmente, pesquisadora da Boston University, nos Estados Unidos.
“Basicamente, o que estamos propondo é que existe um fator circulando no sangue dos animais submetidos à restrição calórica que é o responsável por esse efeito no funcionamento mitocondrial das células beta. Mas ainda não sabemos que fator é esse. Serão necessários novos estudos”, disse Kowaltowski.
Resultados da pesquisa foram apresentados por Kowaltowski no dia 18 de maio durante o Workshop Healthy Ageing Opportunities, realizado no Expo Center Norte durante a Feira+Fórum Hospitalar 2017. O evento foi organizado no âmbito de um acordo firmado entre a FAPESP e a Organização Holandesa para a Pesquisa Científica (NWO) para fomentar a cooperação científica e tecnológica entre pesquisadores da Holanda e de São Paulo.
Em um trabalho anterior, com participação do bolsista de pós-doutorado Ignacio Amigo, o grupo mostrou que uma redução de 40% nas calorias da dieta dos roedores aumenta a capacidade da mitocôndria de captar cálcio em algumas situações nas quais o nível desse mineral no meio celular encontra-se patologicamente elevado. No cérebro, isso pode ajudar a evitar a morte de neurônios associada a doenças como Alzheimer, Parkinson, epilepsia e acidente vascular cerebral (AVC), entre outras.
Atualmente, o doutorando Sergio Menezes investiga o efeito da restrição calórica no fígado, onde o cálcio também atua como sinalizador celular. “Observamos o mesmo efeito: no contexto de restrição calórica, as mitocôndrias conseguem captar mais cálcio e, nos experimentos com animais, isso protegeu as células contra os danos causados por isquemia. A mitocôndria parece ser, de fato, o segredo para o envelhecimento saudável”, disse Kowaltowski.
Novo programa de pesquisa
Durante a abertura do Workshop Healthy Ageing Opportunities, o diretor científico da FAPESP, Carlos Henrique de Brito Cruz, lembrou que desde 2012 a Fundação mantém com a NWO um acordo que possibilita o financiamento conjunto de projetos de pesquisa que reúnem pesquisadores paulistas e holandeses.
“A ideia desta sessão é mostrar resultados recentes obtidos tanto aqui em São Paulo como na Holanda nesse tema tão importante que é o envelhecimento saudável”, disse.
Ruben Sharpe, responsável pelas políticas da NWO, afirmou que esperava com o evento atrair as fundações para um novo programa de pesquisa conjunto. “Um programa para continuar a gerar conhecimento sobre este importante tópico e para construir uma rede duradoura, para que possamos usar esse conhecimento em ambos os países.”
“Aqui no Brasil, assim como na Holanda, a população está envelhecendo. A expectativa de vida na última década aumentou bastante e ficamos ativos por mais tempo. Portanto, quando olhamos a colaboração científica entre os dois países este é um dos principais tópicos”, ressaltou Bas van den Dungen, vice-ministro da Saúde no Ministério Holandês de Saúde, Bem-Estar e Esporte.
Carlos Eduardo Negrão, membro da coordenação adjunta de Ciências da Vida da FAPESP, observou que os recentes avanços nas ciências da saúde, como novos métodos diagnósticos e medicamentos, melhoraram o tratamento de doenças com grande impacto na longevidade. “No entanto, esses avanços não necessariamente representam uma melhora na qualidade de vida. O envelhecimento saudável é um dos maiores desafios atuais”, avaliou.
Entre os palestrantes estavam a professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Claudia Bauzer e Albert Mons, da Dutch Techcenter for Life Sciences, que abordaram os desafios e oportunidades do uso de big data em pesquisa na área da saúde.
Iscia Lopes Cendes, também da Unicamp, apresentou dados da Brazilian Initiative on Precision Medicine (BIPMed), que criou o primeiro banco público de dados genômicos da América Latina.
Também participaram das discussões os holandeses Wilco Achterberg, do Leiden University Medical Center, e Erik Boddeke, do University Medical Center Groningen. 
Fonte: Agência Fapesp



terça-feira, 6 de junho de 2017

Dica cultural




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terça-feira, 30 de maio de 2017

Uber no céu?!



A empresa UBER, em parceria com a Embraer, pretende implantar uma nova modalidade de serviço aéreo até 2020. O acordo visa fabricar veículos elétricos denominados VTOLs, que se diferenciam dos helicópteros por não emitirem poluentes e serem mais silenciosos. Os táxis aéreos deverão estar disponíveis, primeiramente, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e no Texas, nos Estados Unidos, ajudando a reduzir o tempo dos usuários no trânsito.

Nanopartícula revestida com antibiótico elimina bactérias resistentes

Nanopartícula revestida com antibiótico elimina bactérias resistentes


Uma nova estratégia para combater bactérias resistentes a antibióticos foi descrita por pesquisadores brasileiros na revista Scientific Reports, do grupo Nature.
O método consiste em revestir nanopartículas feitas de prata e sílica – potencialmente tóxicas para os microrganismos e também para as células humanas – com uma camada de antibiótico. Desse modo, por afinidade química, o nanofármaco age apenas sobre os patógenos, tornando-se inerte ao organismo.
“Nós usamos o antibiótico como uma espécie de isca e, assim, conseguimos levar a nanopartícula até a bactéria com uma grande quantidade do fármaco. A ação combinada da droga com os íons de prata foi capaz de matar até mesmo microrganismos resistentes”, contou Mateus Borba Cardoso, pesquisador do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM).
Apoiado pela FAPESP, o trabalho integra uma linha de pesquisa cujo objetivo é desenvolver sistemas para tornar seletiva a ação de nanopartículas.
Em artigos anteriores, o grupo mostrou que a estratégia pode ser viável para o tratamento do câncer, levando o quimioterápico às células tumorais e poupando as sadias (agencia.fapesp.br/23210). Pode também ser experimentada na inativação do vírus HIV, causador da Aids, em bolsa de sangue para transfusão, por exemplo (agencia.fapesp.br/23779).
“Há medicamentos comerciais que contêm nanopartículas que, de modo geral, servem para recobrir o princípio ativo e aumentar o tempo de vida deste dentro do organismo. Nossa estratégia é diferente. Decoramos a superfície da nanopartícula com determinados grupos químicos que servem para direcioná-la até o local onde deve agir, de modo seletivo”, disse Cardoso.
No artigo mais recente, o grupo descreve a síntese de nanopartículas formadas por um núcleo de prata recoberto por uma camada de sílica porosa para permitir a passagem de íons. Na superfície, foram colocadas várias moléculas do antibiótico ampicilina em um arranjo que, segundo Cardoso, não foi feito ao acaso.
“Por meio de modelagem molecular, conseguimos determinar qual parte da molécula de ampicilina interage melhor com a membrana bacteriana. Deixamos então todas as moléculas do fármaco com essa parte-chave voltada para o lado externo da nanopartícula, aumentando as possibilidades de interação com o patógeno”, explicou.
O trabalho de modelagem molecular contou com a colaboração de Hubert Karl Stassen, do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Avaliação de eficácia
O efeito do nanoantibiótico em comparação ao da ampicilina convencional foi avaliado em duas linhagens diferentes da bactéria Escherichia coli – integrante da flora intestinal de mamíferos que, em certas situações, pode causar intoxicação alimentar.
Na linhagem suscetível à ampicilina, praticamente 100% dos microrganismos morreram tanto com o fármaco convencional quanto com a versão combinada com a prata. Na linhagem resistente, porém, apenas o nanoantibiótico teve eficácia.
O passo seguinte foi testar o efeito sobre uma linhagem de células renais humanas. Enquanto a nanopartícula de prata e sílica sem o revestimento de ampicilina se mostrou extremamente tóxica, a ampicilina convencional e a versão combinada com a prata se mostraram igualmente seguras.
“As imagens de microscopia confocal mostram que, além de não ser tóxica, a nanopartícula revestida com ampicilina não interfere no ciclo celular. As fases da mitose seguem seu curso, sem qualquer alteração”, disse Cardoso.
Na avaliação do pesquisador, a mesma estratégia poderia ser usada no combate a outras espécies bacterianas que desenvolveram resistência a antibióticos. Também é possível variar o fármaco usado na superfície da nanopartícula, para tratar diferentes tipos de infecção.
Contudo, o sistema apresenta uma desvantagem: como prata e sílica são materiais inorgânicos, essas nanopartículas não são metabolizadas e tendem a se acumular no organismo.
“Ainda não sabemos onde ocorreria esse acúmulo e quais seriam os efeitos. Para descobrir, será necessário fazer testes em animais. De qualquer modo, continuamos aperfeiçoando o sistema de modo a torná-lo mais seguro”, disse Cardoso.
Uma das possibilidades é, no lugar da prata, colocar no núcleo um segundo antibiótico de espectro diferente. Outra opção seria desenvolver uma nanopartícula pequena o suficiente para ser excretada na urina.
De qualquer modo, na avaliação de Cardoso, o nanoantibiótico em sua forma atual poderia ser usado no tratamento de casos extremos, como o de pacientes com infecção hospitalar que não respondem aos antibióticos convencionais.
“O possível acúmulo de nanopartículas no organismo, nesses casos, seria um preço pequeno a pagar para evitar a morte”, disse. O grupo busca parceiros para a realização de testes em animais.
O artigo Defeating Bacterial Resistance and Preventing Mammalian Cells Toxicity Through Rational Design of Antibiotic-Functionalized Nanoparticles (doi:10.1038/s41598-017-01209-1), de Jessica Fernanda Affonso de Oliveira, Ângela Saito, Ariadne Tuckmantel Bido, Jörg Kobarg, Hubert Karl Stassen e Mateus Borba Cardoso, pode ser lido em www.nature.com/articles/s41598-017-01209-1. 

Fonte: Agência Fapesp


 

Novo mecanismo de ação inflamatória do ácido úrico é descrito

Novo mecanismo de ação inflamatória do ácido úrico é descrito


Tudo é muito rápido, questão de milissegundos. As reações químicas entre o ácido úrico e enzimas presentes na corrente sanguínea são determinantes para desencadear processos inflamatórios que acarretam problemas sérios de saúde, como pedra nos rins, a gota e doenças cardiovasculares como a aterosclerose.
Mesmo em concentrações plasmáticas (na parte líquida do sangue) consideradas normais, o ácido úrico pode iniciar uma reação danosa aos tecidos. A descoberta foi feita por cientistas do Centro de Pesquisa em Processos Redox em Biomedicina (Redoxoma), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiado pela FAPESP.
Eles estudaram o mecanismo químico de como o ácido úrico é transformado no organismo e como reage com outras proteínas. O resultado do trabalho, que identificou os principais alvos de reação do ácido úrico, foi publicado em artigo no The Journal of Biological Chemistry.
Sabe-se que o acúmulo de ácido úrico na corrente sanguínea forma uma espécie de “pedrinha” ou “cristal” que causa lesão nas articulações, resultando em uma inflamação profunda no tecido. Os pesquisadores do Redoxoma conseguiram provar que não precisa necessariamente ocorrer o processo de formação de cristais para haver um efeito negativo no vaso sanguíneo.
“O dano causado pelo ácido úrico é silencioso, pois, mesmo que não esteja causando a gota, ele pode ser metabolizado por enzimas, as hemeperoxidases, produzindo intermediários altamente reativos. Estes intermediários são o radical livre do ácido úrico e o hidroperóxido de urato”, disse Flávia Carla Meotti, professora no Departamento de Bioquímica do Instituto de Química da USP.
O hidroperóxido de urato é um composto-chave para a inflamação vascular. Os pesquisadores do Redoxoma conseguiram demonstrar que este composto reage de forma rápida e preferencial com as proteínas peroxirredoxinas, que são proteínas abundantes nas células sanguíneas.
“Para identificar quais proteínas estão mais sujeitas a reagir com o hidroperóxido de urato, nosso grupo observou e calculou o tempo para ocorrer a reação entre o hidroperóxido de urato e essas proteínas”, disse Meotti.
A oxidação das peroxirredoxinas pelo hidroperóxido de urato pode afetar a função celular. “A reação entre peroxirredoxinas e hidroperóxido de urato pode alterar o padrão de expressão de outras proteínas e deixar a célula mais apta a liberar mediadores pró-inflamatórios, alimentando um ciclo vicioso de resposta inflamatória”, disse Meotti.
Segundo a pesquisadora, demonstrar a produção do hidroperóxido de urato na inflamação é uma novidade. “Durante a inflamação as células produzem uma série de compostos oxidantes para combater os microrganismos invasores. A formação do oxidante hidroperóxido de urato nessa mesma condição é inédita e vem sendo pesquisada há oito anos pelo nosso grupo em colaboração com pesquisadores da Nova Zelândia”, disse.
A pesquisa tem a perspectiva de auxiliar no diagnóstico de lesões vasculares e até mesmo buscar alvos terapêuticos para o uso na prevenção de doenças cardiovasculares.
“Nós realizamos pesquisa básica e, a partir de nossas descobertas, será possível inserir um novo fator que ajude a predizer o risco de desenvolvimento de aterosclerose, além de propor alternativas para prevenir este quadro”, disse Meotti.
O efeito paradoxal do ácido úrico
O ácido úrico é um produto da degradação dos ácidos nucleicos (DNA e RNA). Durante sua evolução, o ser humano deixou de expressar a enzima que degrada ácido úrico e passou a acumulá-lo no sangue.
“Essa característica evolutiva sempre foi considerada uma vantagem, pois o ácido úrico tem propriedade antioxidante, ou seja, é capaz de doar elétrons, combatendo os radicais livres e outras substâncias oxidantes. Por outro lado, ao doar apenas um elétron de sua camada de valência, reação que ocorre com as hemeperoxidases, o ácido úrico em si se torna um radical livre”, disse Meotti.
“A combinação deste radical livre com o superóxido forma, então, o hidroperóxido de urato. Ambos, radical livre de ácido úrico e hidroperóxido de urato são, paradoxalmente ao ácido úrico, dois potentes oxidantes”, disse.
O  artigo  Urate  hydroperoxide  oxidizes  human  peroxiredoxin  1  and  peroxiredoxin  2  (doi: 10.1074/jbc.M116.767657),  de Larissa A. C. Carvalho,  Daniela R. Truzzi, Thamiris S. Fallani,  Simone V. Alves,  Jose Carlos Toledo Junior,  Ohara Augusto,  Luis E. S. Netto e Flavia C. Meotti, pode ser lido  em:  www.jbc.org/content/early/2017/03/27/jbc.M116.767657
 

Fonte: Agência Fapesp






sexta-feira, 26 de maio de 2017

Você está sendo vigiado!

Por mais simples que sejam as fotos postadas nas redes sociais, algoritmos podem extrair delas informações importantes, principalmente se forem adicionados dados de smartphones, câmeras de segurança, GPS e microfones.
Por meio de metadados, é possível descobrir onde você esteve, com quem e em qual horário. Até mesmo placas de restaurantes ou detalhes ao fundo da foto podem ser pistas, assim como o horário pode ser descoberto pela posição das sombras.
Algoritmos são capazes de identificar indivíduos em vídeos de câmeras de segurança até mesmo pelo modo de andar. E não para por aí: pesquisadores do Instituto Nacional de Informática do Japão anunciaram que copiaram a impressão digital de uma pessoa, por meio de uma foto de câmera digital comum, a três metros de distância.

Fonte: Revista Ser Médico - Edição 79



Proliferação de fake news


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A proliferação de notícias falsas na internet – as chamadas fake news – vêm sendo motivo de preocupação e debate em todo o mundo. Contudo, o Wikitribune promete ajudar a reverter a situação. Criado pelo fundador da Wikipédia, Jimmy Wales, o site colaborativo será lançado com o objetivo de conter a difusão cada vez maior de notícias falsas, reunindo jornalistas e uma comunidade de voluntários para produzir reportagens, com acesso gratuito e sem propagandas. Por isso, dependerá dos leitores para se financiar. Segundo Wales, a veracidade das reportagens poderá ser facilmente verificada porque será publicado o material usado como fonte.

Imagem by Google

sábado, 13 de maio de 2017

Nos bosques...



NOS BOSQUES, perdido, cortei um ramo escuro
e aos lábios, sedento, levantei seu sussurro:
era talvez a voz da chuva chorando,
um sino fendido ou um coração cortado.


Algo que de tão longe me parecia
oculto gravemente, coberto pela terra,
um grito ensurdecido por imensos outonos,
pela entreaberta e úmida escuridão das folhas.


Por ali, despertando dos sonhos do bosque,
o ramo de avelã cantou sob minha boca
e seu vagante olor subiu por meu critério.


como se me buscassem de repente as raízes
que abandonei, a terra perdida com minha infância,
e me detive ferido pelo aroma errante.


Poema by Pablo Neruda
Foto by Mari Martins



quinta-feira, 11 de maio de 2017

Te amo!



Vídeo do YouTube
Pablo Neruda - Te amo

Neruda




RECORDARÁS aquela quebrada caprichosa
onde os aromas palpitantes subiram,
de quando em quando um pássaro vestido
com água e lentidão: traje de inverno.


Recordarás os dons da terra:
irascível fragrância, barro de ouro,
ervas do mato, loucas raízes,
sortílegos espinhos como espadas.


Recordarás o ramo que trouxeste,
ramo de sombra e água com silêncio,
ramo como uma pedra com espuma.


E aquela vez foi como nunca e sempre:
vamos ali onde não espera nada
e achamos tudo o que está esperando.


Poema by Pablo Neruda
Foto by Mari Martins



quarta-feira, 10 de maio de 2017

Trem-Bala



Vídeo do YouTube
Trem-Bala - Ana Vilela

Novo chip para detectar vírus da dengue é desenvolvido


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Estatísticas epidemiológicas de doenças transmitidas por mosquitos impressionam. Segundo a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, em 2016 foram notificados cerca de 1,5 milhão de casos de dengue, 272 mil de febre chikungunya e 215 mil de febre Zika. Em 2015, foram 143 mil casos de malária.
Estratégias de combate a essas epidemias incluem prevenção – por meio do combate às diversas espécies de mosquitos transmissores –, desenvolvimento de vacinas, vigilância epidemiológica com rápido diagnóstico dos doentes e tratamento clínico e ambulatorial.
No quesito da vigilância epidemiológica, grupos em universidades brasileiras pesquisam o desenvolvimento de biossensores de baixo custo para acelerar o diagnóstico. Um exemplo é o imunochip para detecção de doença da dengue que está em desenvolvimento no grupo BioPol dos Departamentos de Química e de Bioquímica e Biologia Molecular da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba.
“No nosso sensor, a detecção da doença da dengue é indireta. O que se detecta não é o vírus, mas um antígeno característico da infecção. Essa detecção se dá através de anticorpos ancorados no biossensor, que detectam rapidamente a presença do antígeno no soro e, indiretamente, nos dá a resposta de infecção”, disse o doutorando em bioquímica Cleverton Pirich, um dos autores do estudo.
O imunochip é capaz de detectar a presença de moléculas do antígeno (NS1) para a dengue em soro sanguíneo, fornecendo um resultado positivo ou negativo de forma rápida. Resultados do trabalho foram publicados no periódico Biosensors and Bioelectronics.
O sensor é baseado na tecnologia das microbalanças de cristal de quartzo (MCQ). O termo microbalança se refere à capacidade desses dispositivos detectarem quantidades de uma molécula, a exemplo de uma proteína, na ordem de nanogramas (bilionésimos de grama).
Isso é possível devido a uma propriedade eletroquímica chamada efeito piezoelétrico. Piezoeletricidade é a capacidade de alguns cristais gerarem tensão elétrica como resposta a uma pressão mecânica.
Os sensores piezoelétricos são dispositivos que usam o efeito piezoelétrico para medir pressão, aceleração, tensão ou força, convertendo-os em sinal elétrico.
Para validar os resultados e a eficiência do imunochip desenvolvido em Curitiba, Pirich e sua orientadora, a professora Maria Rita Sierakowski, contaram com a colaboração do professor Roberto Manuel Torresi, do Departamento de Química Fundamental do Instituto de Química (IQ) da Universidade de São Paulo, quanto ao funcionamento e interpretação de resultados em uma microbalança com dissipação de energia (MCQ-D).
“A microbalança utiliza o efeito piezoelétrico reverso. No caso específico do novo imunochip, um sinal elétrico é aplicado ao cristal e a frequência desse sinal muda quando algumas moléculas de antígeno (NS1) para a dengue presentes em uma amostra se depositam sobre o cristal”, disse Torresi.
No laboratório coordenado pelo professor Torresi há uma das mais sofisticadas e precisas microbalanças de cristal de quartzo em operação no Brasil. O equipamento foi adquirido com apoio da FAPESP.
Assim como o imunochip, a microbalança MCQ-D também baseia sua operação na detecção utilizando efeito piezoelétrico reverso. Só que sua precisão é de outra ordem de grandeza, além de detectar também mudanças reológicas.
“A microbalança do nosso laboratório é muito mais sofisticada que outras existentes no país”, disse Torresi, que também assina o artigo publicado na Biosensors and Bioelectronics e coordena o Projeto Temático “Otimização das propriedades físico-químicas de materiais nanoestruturados e suas aplicações em reconhecimento molecular, catálise e conversão/armazenamento de energia".
A microbalança do IQ (MCQ-D) e as do BioPol (MCQ, adquirida com apoio da Capes, e MCQ-D, com apoio da Finep) confirmaram a presença do antígeno NS1 para a doença da dengue em todas as amostras de soro que foram contaminadas por acréscimo desse antígeno, para as quais o imunochip havia sido produzido contendo o anticorpo NS1, resultando num resultado positivo de detecção.
Aplicações ambientais
“O imunochip foi desenvolvido para detectar moléculas do antígeno da doença da dengue em qualquer material em meio líquido. Mas o princípio pode ser aplicado na detecção de outras doenças, assim como em aplicações ambientais e saúde para detectar moléculas contaminantes presentes em água, alimentos e meio ambiente, por exemplo”, disse Sierakowski.
A base do imunochip é um cristal de quartzo importado, sobre a qual são depositados os demais componentes em finas camadas. A primeira, logo acima do cristal, é de ouro. Imediatamente acima está uma película de um polímero chamado polietilenimina.
Por fim, sobre o polímero é colocado um nanofilme de nanocristais de celulose, oriundo de tratamento químico de resíduos industriais de celulose bacteriana, preparado para reagir quimicamente na presença do antígeno da dengue. A reação química acarreta uma mudança de resposta dos nanocristais, que é refletida pela alteração dos seus padrões de frequência e de dissipação de energia.
É a mensuração precisa da mudança desses padrões de frequência e de dissipação de energia que indicará a presença ou não do antígeno para a doença da dengue e, por consequência, se o paciente de quem aquela amostra foi obtida está ou não infectado pelo vírus da dengue.
O processo pode parecer longo, mas, após o desenvolvimento do biossensor, a resposta é praticamente imediata. Pinga-se a amostra sobre o biossensor e se obtém o resultado com precisão. A presença do antígeno (NS1) para a dengue é determinada a partir de quantidades de 0,03 micrograma por mililitro.
“O mais importante para um paciente no diagnóstico não é saber quantas moléculas de antígeno há na amostra. O que interessa para ele é saber se está ou não infectado e, caso esteja, começar o mais rápido possível o tratamento correto. Visando somente um diagnóstico qualitativo, ou seja, com uma resposta positiva ou negativa, isso abre margem para o desenvolvimento de equipamentos mais simples, baratos e acessíveis que cumpram esse propósito”, disse Pirich.
“Como foi discutido e demonstrado em nosso trabalho, um imunochip desse, se desenvolvido e comercializado, poderá ser uma ferramenta de diagnóstico em tempo real, capaz de fornecer resultados em aproximadamente 15 minutos”, disse.
O artigo  Piezoelectric immunochip coated with thin films of bacterial cellulose nanocrystals  for  dengue  detection  (doi: http://dx.doi.org/10.1016/j.bios.2017.01.068),  de Cleverton Luiz Pirich,  Rilton Alves de Freitas,  Roberto Manuel Torresi,  Guilherme Fadel Picheth e Maria Rita Sierakowski, pode ser lido em:  www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0956566317300684
Fonte: Agência Fapesp

terça-feira, 9 de maio de 2017

O poder da respiração




Respire fundo, expandindo a barriga. Dê uma pausa. Solte o ar lentamente contando até cinco. Repita quatro vezes. Parabéns, você acabou de acalmar o seu sistema nervoso. Isso porque a respiração controlada (há várias técnicas) reduz o estresse, melhora o sistema imunológico, reduz a insônia, a depressão e o déficit de atenção. Mudar conscientemente a respiração pode mandar sinais para o cérebro ajustar o ramo parassimpático do sistema nervoso, diminuindo a frequência cardíaca e a velocidade da digestão, promovendo uma sensação de calma, e também do sistema simpático, que controla a liberação de hormônios do estresse, como o cortisol, explicou Richard Brown, professor clínico associado de Psiquiatria da Universidade de Colúmbia e coautor do estudo O Poder de Cura da Respiração.

Fonte: Revista Ser Médico nº 78


sexta-feira, 5 de maio de 2017

Contato imediato




Vídeo do YouTube
Arnaldo Antunes - Contato imediato

Robo detecta Sepses




Uma nova tecnologia desenvolvida por um analista de sistemas brasileiro está ajudando médicos e enfermeiros do Paraná a salvar vidas e a reduzir os casos de sepse, uma das principais causas de morte hospitalar. A missão do robô, denominado Laura, é detectar, a cada 3,8 segundos, qual paciente está em estado mais crítico em todo o hospital. Em sua tela são indicadas as alterações nos dados vitais dos pacientes e nos exames laboratoriais, alertando, quando é o caso, as equipes do pronto socorro. Em dois meses de funcionamento do robô foi observada uma redução de 63% nos casos de sepse entre os pacientes.

Fonte: Revista Ser Médico nº 78






quinta-feira, 4 de maio de 2017

Adorei essa novidade!



Um grupo de brasileiros, que reúne desenvolvedores de softwares e um sociólogo, resolveu combater a corrupção criando uma plataforma, apelidada de Rosie (inspirado no desenho “Os Jetsons”), para identificar como os deputados federais utilizam a verba pública. A iniciativa – financiada por crowdfunding (financiamento coletivo) – analisa, por exemplo, pagamentos feitos em curto prazo em cidades muito distantes, compras feitas fora de Brasília enquanto o deputado discursava em plenário, valores considerados acima do normal e outras contradições. Em novembro último, no primeiro teste, Rosie identificou 40 anomalias, das quais nove foram reconhecidas pela Câmara como mau uso de verba, como 13 almoços no mesmo dia reembolsados a um deputado de Santa Catarina.

Fonte: Revista Ser Médico nº 78



Adeus computador?!




São raras as pessoas que ainda utilizam o computador para acessar as redes sociais após a revolução tecnológica proporcionada por smartphones e tablets, que possibilitaram o acesso mais rápido à informação, conteúdos e filmes, entre outros. O computador ficou restrito a algumas atividades específicas. E, se depender do novo processador Snapdragon 835, a transição de praticamente todas as atividades para o celular está próxima.  O aparelho, desenvolvido por uma empresa norte-americana, tem chip de 10 nanômetros (tamanho equivalente a 0,000001 cm), octa-core (oito núcleos) e velocidade máxima de 2,45 GHz. Traduzindo: a mudança significa, entre outras possibilidades, um processador 35% menor, que usa 25% menos energia, roda novos programas e consegue carregar cinco horas de bateria em cinco minutos.

Fonte: Revista Ser Médico nº 78


domingo, 30 de abril de 2017

Dica cultural



Você pode assistir Claude Monet (1840-1926) pintando suas Ninfeias (plantas aquáticas), na famosa casa em Giverny, França, onde viveu 43 anos, até sua morte. A internet pode nos proporcionar experiências incríveis, até, mesmo, coisas que parecem fora de cogitação. O YouTube, torna isso possível. O raríssimo vídeo do pintor impressionista, foi gravado em 1915. Atualmente, a antiga residência de Monet é um museu dedicado a ele, e abriga a Fundação Monet. Confira em: https://www.youtube.com/watch?v=Mt17zgixo78

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Eles não brincam em serviço!

Tianhe 2, tem uma velocidade de processamento de pico de 33,86 quatrilhões de operações de ponto flutuante por segundo (petaflops), derivado de 16.000 nós de computador, enquanto tem um poder de processamento máximo teórico de 54.9 petaflops.





A China, agora, está empenhada em produzir um supercomputador com capacidade igual à do cérebro humano. Previsto para 2020, o Exascale 10 – que será mais potente do que qualquer máquina já existente – trará notáveis avanços para a chamada “supercomputação”, que utiliza processamento de grandes volumes de dados e computação em nuvem. Prevê-se que ele será 10 vezes mais potente que os atuais líderes, o Sunway TaihuLight e o Tianhe-2, também chineses. O terceiro lugar fica com o computador do Departamento de Energia dos Estados Unidos, o Titan.  E,  como  se  não  bastasse,  o  Exascale  10  será  o  primeiro supercomputador chinês que não utilizará nenhuma tecnologia norte-americana.

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