quinta-feira, 14 de junho de 2018

Trajetório Poética do Ser





Ser terra
E cantar livremente
O que é finitude
E o que perdura.


Unir numa só fonte
O que souber ser vale
Sendo altura.


Poema by Hilda Hilst
Foto by Mari Martins


App conecta catadores de materiais recicláveis



O aplicativo Cataki conecta catadores de materiais recicláveis a pessoas que queiram descartar, dando um “match” de acordo com a proximidade. A iniciativa é do paulista Mundano, grafiteiro e ativista do Pimp My Carroça, movimento que realiza grafites nas carroças de catadores. O aplicativo ganhou o prêmio de inovação do fórum Netexplo, concedido a projetos com impacto social e nos negócios. Desde julho de 2017, quando o Cataki foi lançado, 300 catadores de mais de 30 cidades brasileiras registraram-se no aplicativo.

O app Cataki está disponível para Android e iOS.




terça-feira, 12 de junho de 2018

Você consegue imaginar o mundo sem chocolate?





Estudos apontam que o futuro do cacau está ameaçado. Alguns cientistas ousam dizer que o fruto está à beira da extinção e que isso poderia ocorrer dentro de quatro décadas, segundo a BBC Brasil. As principais causas seriam: consumo cada vez maior de chocolate; complexidade da rede de abastecimento; cultivo difícil; grande sensibilidade a mudanças climáticas; e grandes danos provocados por pragas. O Instituto de Genômica Inovadora, dos Estados Unidos, tem testado como a manipulação do DNA pode tornar o cacau mais resistente.

Fonte: Revista Ser Médico - Edição 83



terça-feira, 5 de junho de 2018

Falta de Vitamina D e Síndrome Metabólica




Deficiência de vitamina D e síndrome metabólica. Essa dupla pode aumentar o risco de doença cardíaca, acidente vascular cerebral e diabetes. Segundo pesquisa da Faculdade de Medicina de Botucatu, da Unesp, publicada na revista Maturitas, a síndrome metabólica foi detectada em 57,8% das mulheres com insuficiência (níveis entre 20 e 29 nanogramas por mililitro de sangue) ou deficiência de vitamina D (menor que 20 ng/ml). Para as que tinham vitamina D suficiente (30 ng/ml ou mais), apenas 39,8% apresentavam síndrome metabólica.

Fonte: Revista Ser Médico - Edição 83
Foto by Mari Martins




Cérebro criativo






Pessoas que têm ideias originais e criativas na vida cotidiana possuem um cérebro diferente dos demais, segundo pesquisa da Universidade de Harvard. Liderados pelo especialista em neurociência cognitiva, Roger Beaty, os cientistas estudaram as redes neurais de 163 pessoas e descobriram quais zonas do cérebro se relacionam à criatividade, além de identificar as diferenças entre ideias espontâneas e pensamentos controlados. “O cérebro criativo está conectado de uma maneira diferente, e as pessoas criativas são mais capazes de ativar sistemas cerebrais que tipicamente não funcionam juntos”, afirmou Beaty. Destacou, porém, que o pensamento criativo não é, necessariamente, característica de sortudos, pois o cérebro pode ser treinado para estimular ideias originais.

Fonte: Revista Ser Médico - Edição 83


Cantarolando




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Maria Bethânia - Fé em Antonio/Sto. Antonio




Biomarcador de doença hepática gordurosa não alcoólica é identificado

Biomarcador de doença hepática gordurosa não alcoólica é identificado

Pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) identificaram um marcador biológico da doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA). A doença afeta pessoas que acumulam gordura no fígado mesmo bebendo pouca ou nenhuma bebida alcoólica.
O biomarcador, descoberto em testes realizados em ratas, terá sua ocorrência verificada em humanos. Atualmente, o diagnóstico da DHGNA é feito a partir de exames laboratoriais, ultrassom e confirmado por meio de biópsia do fígado. O procedimento é invasivo e pode oferecer riscos à saúde do paciente.
A DHGNA está fortemente ligada à síndrome dos ovários policísticos (SOP), desequilíbrio hormonal que acarreta em anovulação (suspensão da ovulação) ou ovulação irregular e que atinge até 15% das mulheres em idade reprodutiva. Embora tanto a doença hepática gordurosa não alcoólica quanto a síndrome dos ovários policísticos pareçam ser consequência da resistência à insulina, os mecanismos que envolvem o desenvolvimento da doença hepática ainda são pouco conhecidos.
Em artigo publicado na revista Scientific Reports os autores analisaram um perfil de metabólitos – produtos do metabolismo de glicose, aminoácidos e lipídeos – identificados por meio de espectrometria de massas dirigida (targeted metabolomics) no fígado de um modelo da síndrome dos ovários policísticos em ratas.
O grupo da FMUSP, coordenado pelo professor Gustavo Maciel, demonstrou que o fígado dos animais com SOP apresentava alterações muito semelhantes à DHGNA em humanos. Além disso, descobriu que o aumento dos níveis de aminoácidos de cadeia ramificada – leucina, isoleucina e valina, da família dos aminoácidos essenciais – tem potencial para ser usado como marcador para a doença hepática gordurosa não alcoólica.
O estudo, realizado no Laboratório de Ginecologia Estrutural e Molecular – LIM-58 da Disciplina de Ginecologia da FMUSP, é resultado de um projeto de pesquisa apoiado pela FAPESP e tema de mestrado do médico Alvaro Anzai, que contou com a colaboração de pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da University of Michigan, nos Estados Unidos.
Para chegar a esses resultados, 30 ratas fêmeas com dois dias de vida foram divididas em três grupos, cada um com tratamento diferente. Para induzir a síndrome dos ovários policísticos, o primeiro grupo recebeu 1,25 mg do hormônio testosterona e, o segundo, 0,5 mg de estradiol. O terceiro, o grupo-controle, recebeu apenas placebo.
O modelo animal com indução por estradiol reproduziu um fenótipo mais brando da síndrome. Embora não tenha ocorrido ovulação, não houve comprometimento metabólico no grupo nem níveis elevados do hormônio testosterona (comum em casos de SOP). Já nos animais com indução por testosterona foram encontradas as principais alterações e a forma mais grave da síndrome: anovulação crônica, resistência à insulina, níveis elevados de testosterona e fígado gorduroso.
A partir da identificação e quantificação das substâncias provenientes de vários processos celulares (metabólitos) do tecido do fígado dos animais, foi possível reconhecer padrões específicos de cada grupo, levantar hipóteses sobre mediadores da doença hepática e sugerir as vias envolvidas.
“Além de investigar alterações no estudo histológico, também analisamos a dosagem dos metabólitos, em um trabalho de bioinformática. A conclusão é que parece haver um déficit de metabolização nos aminoácidos de cadeia ramificada. Eles apareceram em altos níveis no tecido do fígado das ratas. Vamos verificar se esse biomarcador pode ser identificado também em exames de sangue”, disse Rodrigo Marcondes, um dos autores do artigo.
A expectativa é que a assinatura metabólica seja reproduzida não apenas no teste histológico, mas também no sangue. Maciel explica que estudos preliminares do grupo, realizados em colaboração com o professor Ismael Dale, da Escola Paulista de Medicina-Unifesp, demonstraram o aumento dos aminoácidos de cadeia ramificada no sangue em pacientes com resistência à insulina.
Novas linhas de pesquisa
A descoberta de um possível biomarcador para a doença hepática gordurosa não alcoólica se coloca no contexto de outras linhas de pesquisa do grupo da USP. Como próximo passo, o objetivo é analisar a alteração dos aminoácidos de cadeia ramificada (BCAA, da sigla em inglês) em humanos. O estudo faz parte de um novo projeto de pesquisa com pacientes do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina.
“O objetivo inicial era utilizar a metabolômica para identificar um marcador de alteração hepática nesses modelos animais. A partir desse trabalho, nasceram novas linhas de pesquisa. A ideia agora é validarmos os mesmos marcadores em mulheres com síndrome dos ovários policísticos”, disse Maciel.
Segundo ele, se confirmada a hipótese de que o biomarcador se comporta da mesma forma em humanos, será um grande ganho para o diagnóstico e tratamento da doença. “O que buscamos é um método diagnóstico não invasivo de doença hepática gordurosa não alcoólica para ser usado na prática clínica”, disse.
A equipe também está estudando os efeitos do exercício físico em aspectos metabólicos gerais da SOP, verificando se há redução dos níveis de BCAA.
“Normalmente a prática de exercício físico é indicada como primeira linha de tratamento da síndrome dos ovários policísticos. Mas como os mecanismos de ação são pouco conhecidos, esse estudo pode trazer melhor entendimento das estratégias terapêuticas e da fisiopatologia da SOP”, disse Marcondes.
Outra linha de pesquisa, também apoiada pela FAPESP, visa estimar riscos de pacientes com síndrome do ovário policístico em desenvolver problemas metabólicos.
“A ideia é usar marcadores biológicos para tentar predizer quais pacientes com SOP poderão desenvolver problemas metabólicos, como o risco aumentado de diabetes e o aumento de fígado gorduroso, por exemplo”, disse Maciel.
O artigo Impaired branched-chain amino acid metabolism may underlie the nonalcoholic fatty liver disease-like pathology of neonatal testosterone-treated female rats (doi: 10.1038/s41598-017-13451-8), de Álvaro Anzai, Rodrigo R. Marcondes, Thiago H. Gonçalves, Kátia C. Carvalho, Manuel J. Simões, Natália Garcia, José M. Soares Jr, Vasantha Padmanabhan, Edmund C. Baracat, Ismael D. C. G. da Silva e Gustavo A. R. Maciel, pode ser lido na Scientific Reports em www.nature.com/articles/s41598-017-13451-8
Fonte: Agência Fapesp

terça-feira, 29 de maio de 2018

Cantarolando



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Elza Soares - A carne

Remédio contra diabetes é testado contra câncer de cabeça e pescoço

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Em um estudo feito com mais de 2 mil voluntários em cinco hospitais do Estado de São Paulo, o uso de metformina – um dos medicamentos antidiabéticos mais prescritos no mundo – foi associado a uma redução no risco de câncer de cabeça e pescoço.
A diminuição foi mais acentuada, em torno de 60%, entre os voluntários considerados de alto risco para a doença – aqueles que consumiam mais de 40 gramas de álcool por dia (o equivalente a três latas de cerveja) e mais de 40 maços de cigarro em um ano.
Os dados foram apresentados por Victor Wünsch Filho, professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP), no congresso "Next Frontiers to Cure Cancer", organizado pelo A.C. Camargo Cancer Center.
“Estudos anteriores já haviam mostrado uma associação entre diabetes, uso de metformina e uma redução no risco de outros tipos de câncer, como pulmão, cólon e pâncreas. No caso dos tumores de cabeça e pescoço, porém, os dados existentes na literatura científica eram muito contraditórios. Por isso decidimos investigar melhor”, contou Wünsch.
O estudo do tipo caso-controle foi realizado durante o doutorado de Rejane Figueiredo, como parte do projeto Gencapo (Genoma do Câncer de Cabeça e Pescoço), que reúne cientistas de diversas instituições e é apoiado pela FAPESP.
Os resultados foram publicados na revista Oral Oncology.
Foram incluídos, ao todo, 1.021 portadores de câncer de cabeça e pescoço – um conjunto heterogêneo de tumores que afeta locais como a cavidade oral (lábios, língua, assoalho da boca ou palato), os seios da face, a faringe e a laringe – além das glândulas, vasos sanguíneos, músculos e nervos da região.
Mais prevalente nos países em desenvolvimento, representa o 9º tipo de câncer mais comum no mundo, com 700 mil novos casos anuais segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Tabaco e álcool são ainda considerados os principais fatores de risco, embora tenha crescido nos últimos anos o número de casos associados à infecção pelo papilomavírus humano (HPV), principalmente entre os pacientes mais jovens.
Na pesquisa, os portadores da doença foram divididos em cinco subgrupos: cavidade oral, orofaringe, hipofaringe, laringe e orofaringe/hipofaringe não especificado.
Já no grupo-controle, foram incluídos 1.063 participantes sem a doença – selecionado entre pessoas que visitavam pacientes internados no hospital ou que estavam no serviço de saúde para atendimento ambulatorial de problemas não relacionados ao câncer, como doenças de pele, trato urinário, fraturas ou questões oftalmológicas, por exemplo.
“Excluímos aqueles que tinham doenças associadas ao uso de álcool e tabaco e também os visitantes de pacientes com câncer de cabeça e pescoço, dada a grande probabilidade de eles estarem expostos aos mesmos fatores de risco dos doentes, o que poderia enviesar os resultados”, explicou o pesquisador.
Todos os participantes responderam a um questionário com dados sobre o perfil sociodemográfico, estilo de vida (consumo de cigarro e álcool, entre outros fatores) e condições de saúde (se eram portadores de diabetes, se faziam uso de metformina e se tinham histórico familiar de câncer, entre outros). Também foram coletadas amostras de sangue que, no presente estudo, foram usadas para fazer o teste hemoglobina glicada, um dos mais precisos para diagnosticar o diabetes.
“Cruzamos as informações dos questionários, dos prontuários médicos e dos testes de sangue para fazer as análises estatísticas e esse foi um dos diferenciais do estudo. Se tivéssemos considerado como diabéticos apenas aqueles que se apresentaram como tal o número seria muito menor”, contou Wünsch.
Os participantes com diabetes foram depois subdivididos entre os que faziam ou não uso de metformina. “Consideramos no grupo metformina somente os pacientes em que a informação sobre o uso do fármaco constava do prontuário médico. Ficaram de fora nesse quesito, portanto, os voluntários que estavam no hospital apenas como visitantes”, explicou.
Nas análises que consideraram o uso de metformina, foram incluídos 1.021 casos (pacientes com câncer de cabeça e pescoço) e 587 controles hospitalares.
Diabetes e consumo de álcool
Análises estatísticas mostraram que no grupo dos casos de câncer a porcentagem de fumantes (68,0%) e bebedores (53,6%) foi bem maior que no grupo-controle (16,3% e 43,5% respectivamente). Ao todo, 359 participantes foram confirmados como portadores de diabetes, sendo 150 (14,7%) entre os portadores de câncer e 209 (19,7%) entre os controles.
O diagnóstico de diabetes foi inversamente associado ao câncer de cabeça e pescoço tanto em homens quanto em mulheres e em todos os subtipos da doença considerados no estudo. Contudo, a redução do risco foi estatisticamente significativa apenas no sexo masculino (32% menor) e no câncer de faringe (57% menos risco).
Em geral, indivíduos com diabetes que usavam metformina apresentaram risco 46% menor de ter câncer de cabeça e pescoço quando comparados aos participantes sem diabetes. Entre indivíduos com diabetes que não usavam metformina não foi evidenciada estatisticamente uma diminuição do risco.
Entre os indivíduos com alto consumo de tabaco e álcool, os que eram portadores de diabetes e usavam metformina apresentavam 69% menos probabilidade de ter câncer que os indivíduos sem diabetes.
“Inicialmente pensamos em investigar apenas a associação entre o câncer de cabeça e pescoço e o diabetes. A ideia de incluir a metformina surgiu quando participei de um congresso sobre câncer e metabolismo, no qual pude perceber a importância do medicamento. De forma simples, ele ativa uma enzima chamada AMPK [proteína quinase ativada por AMP], que pode inibir a proliferação celular”, contou Figueiredo.
Os achados, avaliou a pesquisadora, apontam para a necessidade de estudos mais aprofundados sobre a ação da metformina no câncer de cabeça e pescoço.
“É preciso tentar entender melhor o mecanismo de proteção, o tempo de uso e a dosagem da droga por meio de estudos específicos. Somente assim poderemos avaliar se é viável usá-la na quimioprevenção da doença ou para prolongar a sobrevida dos pacientes com câncer”, disse.
Segundo Wünsch, até o momento, só foi possível avaliar o efeito da metformina associado ao diabetes, pois são os portadores dessa doença os principais usuários do medicamento.
“Mas já há evidências de que o fármaco tem um efeito protetor importante por si só, que precisa começar a ser estudado na profilaxia do câncer e também no tratamento. Trata-se de uma droga barata e com poucos efeitos colaterais, então pode ser muito interessante”, disse o pesquisador.
O artigo Diabetes mellitus, metformin and head and neck cancer (doi: https://doi.org/10.1016/j.oraloncology.2016.08.006), de Rejane Augusta de Oliveira Figueiredo, Elisabete Weiderpass, Eloiza Helena Tajara, Peter Ström, André Lopes Carvalho, Marcos Brasilino de Carvalho, Jossi Ledo Kanda, Raquel Ajub Moyses e Victor Wünsch-Filho, pode ser lido em www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1368837516301348?via%3Dihub
Fonte: Agência Fapesp

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Aumento de casos de Tuberculose

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Tuberculose

    A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível que afeta prioritariamente os pulmões, embora possa acometer outros órgãos e sistemas. No Brasil, a doença é um sério problema da saúde pública, com profundas raízes sociais. A cada ano, são notificados aproximadamente 70 mil casos novos e ocorrem cerca de 4,5 mil mortes em decorrência da tuberculose. Globalmente, cerca de 10 milhões de pessoas adoecem por tuberculose, levando mais de um milhão de pessoas a óbito, anualmente. O surgimento da aids e o aparecimento de focos de tuberculose resistente aos medicamentos agravam ainda mais esse cenário. O principal reservatório da tuberculose é o ser humano. Outros possíveis reservatórios são gado bovino, primatas, aves e outros mamíferos.

    Sintomas

    O principal sintoma da tuberculose é a tosse na forma seca ou produtiva. Por isso, recomenda-se que todo sintomático respiratório - pessoa com tosse por três semanas ou mais - seja investigado. Há outros sinais e sintomas que podem estar presentes, como febre vespertina, sudorese noturna, emagrecimento e cansaço/fadiga. A forma extrapulmonar ocorre mais comumente em pessoas que vivem com o HIV/aids, especialmente entre aquelas com comprometimento imunológico.

    Diagnóstico

    Para o diagnóstico da tuberculose são utilizados os seguintes exames: baciloscopia, teste rápido molecular para tuberculose e cultura para micobactéria, além da investigação complementar por exames de imagem. O diagnóstico clínico pode ser considerado, na impossibilidade de se comprovar a suspeita de tuberculose por meio de exames laboratoriais. Nesses casos, deve ser associado aos sinais e sintomas, o resultado de outros exames complementares, como imagem e histológicos.

    Transmissão

    A tuberculose é uma doença de transmissão aérea - ocorre a partir da inalação de aerossóis. Ao falar, espirrar e, principalmente, ao tossir, as pessoas com tuberculose ativa lançam no ar partículas em forma de aerossóis que contêm bacilos.
    Calcula-se que, durante um ano, numa comunidade, um indivíduo que tenha baciloscopia positiva pode infectar, em média, de 10 a 15 pessoas. Bacilos que se depositam em roupas, lençóis, copos e outros objetos dificilmente se dispersam em aerossóis e, por isso, não desempenham papel importante na transmissão da doença. Embora o risco de adoecimento seja maior nos primeiros dois anos, uma vez infectada, a pessoa pode adoecer em qualquer momento de sua vida.
    A transmissão da tuberculose é plena enquanto o indivíduo estiver eliminando bacilos. Com o início do esquema terapêutico adequado, a transmissão tende a diminuir gradativamente e, em geral, após 15 dias de tratamento chega a níveis insignificantes. No entanto, o ideal é que as medidas de controle de infecção sejam implantadas até que haja a negativação da baciloscopia. Crianças com tuberculose pulmonar geralmente são negativas à baciloscopia.

    Prevenção

    A principal maneira de prevenir a tuberculose em crianças é com a vacina BCG (Bacillus Calmette-Guérin), ofertada gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).  Confira vacinas disponíveis contra a doença no SUS Outra maneira de prevenir a doença é identificar a “infecção latente de tuberculose”, que acontece quando uma pessoa convive com alguém que tem tuberculose. Neste caso, é necessário procurar uma unidade de saúde. Pessoas que possuem o bacilo recebem tratamento para prevenir o adoecimento.

    Tratamento

    A tuberculose tem cura e o tratamento, que dura no mínimo seis meses, é gratuito e disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
    No tratamento, é preciso obedecer aos princípios básicos da terapia medicamentosa. A esses princípios, soma-se o Tratamento Diretamente Observado (TDO) da tuberculose, que consiste na ingestão diária dos medicamentos da tuberculose pelo paciente, sob a observação de um profissional da equipe de saúde.  O estabelecimento de vínculo entre profissional de saúde e usuário é fundamental para que haja adesão do paciente ao tratamento e assim as chances de abandono sejam reduzidas. O paciente deve ser orientado, de forma clara, quanto às características da tuberculose e do tratamento a que será submetido: medicamentos, duração e regime de tratamento, benefícios do uso regular dos medicamentos, possíveis consequências do uso irregular dos mesmos e eventos adversos. Logo nas primeiras semanas de tratamento, o paciente se sente melhor e, por isso, precisa ser orientado pelo profissional de saúde a realizar o tratamento até o final, independente da melhora dos sintomas. É importante lembrar que o tratamento irregular pode complicar a doença e resultar no desenvolvimento de cepas resistentes aos medicamentos.
    Fonte: Ministério da Saúde

    Cantarolando





    Vídeo do YouTube
    Titãs - É preciso saber viver


    Renda-se!





    "Renda-se, como eu me rendi.
    Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei.
    Não se preocupe em entender.
    Viver, ultrapassa qualquer entendimento".


    Texto de Clarice Lispector
    Foto by Mari Martins


    domingo, 13 de maio de 2018

    Charge

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    Fonte: Clube da Mafalda

    Para sempre




    Por que Deus permite
    que as mães vão-se embora?
    Mãe não tem limite,
    é tempo sem hora,
    luz que não apaga
    quando sopra o vento
    e chuva desaba,
    veludo escondido
    na pele enrugada,
    água pura, ar puro,
    puro pensamento. 
    Morrer acontece
    com o que é breve e passa
    sem deixar vestígio.
    Mãe, na sua graça,
    é eternidade.
    Por que Deus se lembra
    - mistério profundo -
    de tirá-la um dia?
    Fosse eu Rei do Mundo,
    baixava uma lei:
    Mãe não morre nunca,
    mãe ficará sempre
    junto de seu filho
    e ele, velho embora,
    será pequenino
    feito grão de milho.



    Poema by Carlos Drummond de AndradeFoto by Mari Martins

    Cantarolando no Dia das Mães



    Vídeo do YouTube
    Erasmo Carlos - Mulher

    sábado, 12 de maio de 2018

    Cantarolando




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    Clara Nunes - Morena de Angola

    Descoberta na Amazônia enzima-chave para obtenção do etanol de segunda geração

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    A produção do etanol de segunda geração ou etanol celulósico, obtido a partir da palha e do bagaço da cana-de-açúcar, pode aumentar em até 50% a produção brasileira de álcool. Desnecessário enfatizar a importância econômica e ambiental dessa possibilidade, que transforma resíduo em recurso.
    Para tanto, o país possui a melhor biomassa do planeta, a capacidade industrial instalada, a engenharia especializada e a levedura adequada. Só falta completar a composição do coquetel enzimático capaz de viabilizar o processo de sacarificação, por meio do qual os açúcares complexos (polissacarídeos) são despolimerizados e decompostos em açúcares simples. Compor uma plataforma microbiana industrial para a produção do conjunto de enzimas necessárias é o alvo de pesquisas avançadas na área.
    Um importante resultado acaba de ser alcançado, com a descoberta, no lago Poraquê, na Amazônia, de microrganismos capazes de produzir uma enzima crítica para o êxito do empreendimento.
    Isolada, caracterizada e produzida, a enzima mostrou-se compatível com duas fases essenciais da produção do etanol de segunda geração: a fermentação e a sacarificação. A realização simultânea dessas duas etapas oferece a perspectiva de uma grande redução de custos para a indústria sucroalcooleira, uma vez que as reações podem ocorrer em um único reator e há economia de reagentes.
    O estudo mobilizou pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), da Petrobras, da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), e contou com apoio da FAPESP. Artigo assinado pela equipe de pesquisadores foi publicado na Biochimica et Biophysica Acta (BBA) – Proteins and Proteomics.
    “A sacarificação é a etapa mais cara do processo. De 30% a 50% do custo do etanol celulósico é despendido com as enzimas necessárias para transformar os açúcares complexos em açúcares simples. E, atualmente, a eficiência da conversão realizada por essas enzimas está entre 50% e 65%. Isso significa que de 50% a 35% do açúcar disponível na biomassa é ‘perdido’ durante a sacarificação. O grande propósito do nosso estudo foi encontrar biocatalisadores capazes de contribuir para o aumento da eficiência”, disse Mario Tyago Murakami do CNPEM, um dos coordenadores da pesquisa, à Agência FAPESP.
    Segundo o pesquisador, no arsenal de enzimas necessárias, atuando de maneira sinérgica, as beta-glucosidases têm importância fundamental, porque respondem pela última fase da cascata de sacarificação da celulose.
    “Sabemos que, à medida que aumenta o percentual do produto da sacarificação, a taxa do processo de sacarificação cai. Porque a presença do produto inibe a atuação das enzimas. Isso é uma espécie de regra geral. No caso específico, a glicose gerada restringe a atuação das beta-glucosidases. Esse gargalo tecnológico tem sido objeto de estudos exaustivos. Para aumentar a eficiência da sacarificação, é preciso que as beta-glucosidases sejam altamente tolerantes à presença da glicose”, disse Murakami.
    Devido a especificidades genéticas, decorrentes de diferenças no processo evolutivo, enzimas homólogas podem apresentar variados graus de resistência à inibição pelo produto. E o alvo dos pesquisadores no estudo em pauta foi encontrar as beta-glucosidases mais adaptadas à biomassa existente no território brasileiro. Para isso, foram investigados os processos naturais que ocorrem em diferentes biomas do país, tanto na Floresta Amazônica como no Cerrado.
    Flavio Henrique da Silva, da UFSCar, outro coordenador do estudo, foi o responsável por esse processo de bioprospecção. E o achado mais promissor ocorreu no lago Poraquê, na Amazônia, onde amostras da comunidade microbiana não cultivável local apresentaram genes codificadores de beta-glucosidases com o potencial industrial procurado.
    “Em um habitat como o lago Poraquê os microrganismos adaptaram-se a uma alimentação muito rica em polissacarídeos, constituída por resíduos de madeira, folhas de plantas e etc. A enzima beta-glucosidase presente nesses microrganismos é distinta de enzimas homólogas resultantes de pressões evolutivas diferentes”, disse Murakami.
    Sacarificação simultânea à fermentação
    Em seus estudos enzimológicos, Silva verificou que a beta-glucosidase codificada pelos microrganismos do lago Poraquê apresentava eficiência catalítica para a sacarificação do bagaço de cana-de-açúcar e tolerância expressiva à inibição pela glicose. O passo seguinte foi dado pela equipe de Murakami, especializada em biologia estrutural mecanística, que elucidou, em nível molecular e atômico, as bases do funcionamento dessa enzima.
    “Foi um bom exemplo de trabalho em equipe, juntando grupos de prospecção, grupos de enzimologia, grupos de estudos mecanísticos, grupos de bioinformática e etc. Utilizamos equipamentos do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron e de outros laboratórios nacionais”, disse Murakami.
    Em relação à estrutura molecular, o estudo oligomérico evidenciou uma proteína diferente das demais de sua categoria, com uma arquitetura quaternária única.
    “Esse estudo corroborou pesquisas anteriores do grupo a respeito dos determinantes estruturais para a tolerância da enzima ao produto, validando nosso modelo mecanístico. Além disso, verificamos que essa beta-glucosidase atua em condições de temperatura e pH compatíveis com o processo de hidrólise”, disse Murakami.
    Essa informação é muito relevante, porque indica que a enzima encontrada pode vir a compor um processo chamado de SSF: sacarificação simultânea à fermentação. Pelo fato de poder atuar em condições de temperatura compatíveis com o crescimento da levedura, essa beta-glucosidase propicia que a disponibilização do carboidrato resultante da sacarificação e sua fermentação pela levedura possam ocorrer ao mesmo tempo. Tal estratégia ajuda a mitigar o efeito de inibição pelo produto, porque, à medida que o açúcar é produzido, ele também vai sendo consumido pela levedura, o que alivia a enzima da inibição por uma quantidade excessiva de glicose.
    O passo seguinte é fazer estudos de combinação dessa enzima com os coquetéis enzimáticos fúngicos já existentes, visando o ganho de eficiência no aumento da sacarificação.
    “Uma vez extraído o gene de interesse, a partir de bibliotecas gênicas de microrganismos não cultiváveis e de possíveis modificações racionais baseadas no conhecimento da estrutura para aumento de termoestabilidade, ele é transferido para outros hospedeiros por meio de técnicas de biologia molecular. O hospedeiro em questão é o trichoderma, um fungo filamentoso que já possui um arsenal de enzimas ativas sobre carboidratos. Com a adição da beta-glucosidase amazônica, ele terá seu potencial aumentado. Trata-se de potencializar uma plataforma microbiana industrial já existente”, disse Murakami. O objetivo da equipe é patentear o fungo engenheirado com a enzima. 
    Fonte: Agência Fapesp

    Queimadas

    Resultado de imagem para incêndio nas matas de ubatuba

    O Brasil é conhecido por ser o país com o maior número de florestas e sistemas fluviais em um território rico em recursos naturais. Pois bem, é inaceitável que as pessoas ainda pensem que as queimadas trazem algum benefício.
    Tenho observado essa prática para limpeza de terrenos aqui em Ubatuba e fico horrorizada com a falta de fiscalização na cidade. Nos últimos cinco anos, observei que muitos pontos de incêndio resultaram no desmatamento de alguns morros na região das praias das Toninhas, da Enseada, do Perequê Mirim e do Lázaro. São praias próximas umas das outras e mais distantes do centro. As pessoas cortam o mato, amontoam, juntam inclusive com lixo e colocam fogo. Isso se alastra. Muitos pontos de deslizamentos com as chuvas fortes do início do ano, se devem a essa prática, onde houve deslizamento, foi justamente nos morros onde o fogo destruiu toda vegetação. Não podemos esquecer também das enchentes porque o solo não absorve a água.
    É preciso uma ação para conscientização da população. A limpeza dos seus terrenos devem ser feitas e uma caçamba deve ser locada para retirada do lixo e entulhos, juntamente com o mato e não simplesmente botar fogo em tudo. A população sendo carente de recursos, deve ser auxiliada pela prefeitura do município, que precisa estudar uma forma desses entulhos serem recolhidos ou um sistema de compartilhamento de caçambas. A cidade de Ubatuba tem mais de 100 praias e uma área de Mata Atlântica riquíssima e muito extensa e precisamos preservar isso.
    As queimadas no Brasil são provocadas, principalmente, pelo setor agrícola, na limpeza de terreno, cultivo de plantações ou formação de pastos. As cinzas deixadas pelas queimadas deixam o solo mais produtivo, porém esta situação não é permanente, após a incidência do fogo o solo volta ao estado normal e fica mais suscetível a erosões e pragas, por isso, as queimadas não possuem nenhum benefício para natureza.
    As principais consequências das queimadas no Brasil:
    • Aumento da liberação de dióxido de carbono, uma das principais causas do aquecimento global;
    • Destruição de habitats naturais;
    • Erosão no solo;
    • Aumento do buraco na camada de ozônio;
    • Perda da absorção do solo, aumentando os índices de inundações;
    • Poluição de nascentes, águas subterrâneas e rios por meio das cinzas;
    • Extinção de espécies (fauna e flora);
    • Destruição de infraestruturas.

    Texto by Mari Martins
    Imagem by Tamoios News - Incêndio que abrange as praias da Fortaleza, Cedro e Bonete em Ubatuba/SP.