quarta-feira, 2 de maio de 2012

Hipocondria




HIPOCONDRIA

O hipocondríaco revela frequentemente o medo de estar doente, mais que isso, acredita ser portador de uma doença grave. Pequenos sinais e sintomas leves, normais no organismo, são interpretados como algo significativo, alguns até crêem que vão morrer por causa desses indícios expressos pelo corpo. Começa então a maratona médica, pois estes pacientes vão peregrinar entre vários profissionais da saúde até encontrarem alguém que confirme suas preocupações. Enquanto suas suspeitas não são ratificadas eles persistem em sua busca, cada vez mais decepcionados e ressentidos.
Principais sintomas do hipocondríaco:

*Grande sensibilidade para identificar movimentos, barulhos e outros sinais do corpo que passariam despercebidos para a maioria das pessoas.
*Dar importância demais a qualquer sinal físico ou dor.
*Impressão de que qualquer dorzinha ou desconforto é sinal de doença grave.
*Tomar remédios com frequência, sem prescrição médica.
*Ter necessidade de consultar vários médicos, apesar de vários deles terem feito o mesmo diagnóstico com base nos resultados dos exames.
*Viver com a suspeita constante de ser portador de alguma enfermidade grave.

O perigo da hipocondria

A maioria das pessoas que sofre de hipocondria são pessoas de personalidade carente e com tendência à depressão e ansiedade. A tendência de se automedicar tende a agravar ainda mais o quadro da doença. Um dos riscos é misturar substâncias que não combinam e, com isso, desencadear vários efeitos colaterais.
O excesso de remédios também pode provocar intoxicações e até matar. A insônia, a enxaqueca e a labirintite, por exemplo, estão entre as queixas mais comuns das pessoas com hipocondria. Por isso, muitos hipocondríacos costumam tomar comprimidos para dormir e antidepressivos. O problema, nesse caso, é criar dependência. A hipocondria não é considerada uma doença pela Organização Mundial de Saúde, porque não apresenta um conjunto claro de sintomas. Classificada como uma disfunção, atinge mais de 1% da população mundial.

A hipocondria e os médicos

Em geral, o hipocondríaco chega no consultório com uma pasta enorme onde guarda seus exames. Ele não sabe o que procura. Busca uma doença. E neste momento o médico pode cometer negligência, a qual se deve às atuais condições de atendimento. Por ter pouco tempo para a consulta, o médico mal ouve o paciente, optando por fazer uma bateria de exames para diagnosticar a "doença". Sem encontrar nada de errado, ele prefere encaminhar o caso para outro especialista. E assim o hipocondríaco inicia a peregrinação por consultórios. Felizmente, há esperança de que isso mude. Pouco a pouco, os médicos estão modificando sua atenção ao paciente, procurando entender toda a dimensão psíquica. A hipocondria vai além do transtorno.
Cada vez mais o corpo se presta a uma forma de representação, um modo de comunicação. Muitas dificuldades na vida se manifestam por via corporal. Quando a pessoa passa a se sentir doente, sem razão para tal, é possível entender o problema como um pedido de atenção. O ideal seria que o médico perguntasse a história de vida desse paciente. Desse modo, o profissional pode descobrir que as queixas nasceram de uma experiência marcante e mal resolvida. Ou seja, se a pessoa evita lidar com o problema, talvez o corpo seja obrigado a se expressar. E na forma de dor.

Tratamentos e Cura

Dependendo da gravidade do caso é aplicado um determinado tratamento, por isso a urgência em procurar um especialista. Quando o psiquiatra ou psicólogo descobre que a disfunção está associada a algum tipo de depressão, pode combinar a psicoterapia com o uso de medicamentos antidepressivos. Os resultados podem vir a médio prazo (1 ano) ou demorar bastante (mais de 2 anos). Tudo vai depender do diagnóstico preciso e da vontade da pessoa de se tratar.
Mesmo quem não sofre de hipocondria pode ficar mais sensível às alterações que ocorrem no organismo e se impressiona com elas em algum momento da vida. São episódios breves, que provavelmente estão relacionados com oscilações de humor ou dos níveis hormonais. As mulheres estão mais sujeitas a esse tipo de comportamento durante a menstruação ou no período que a antecede, quando ficam supersensíveis.

Atitudes e emoções podem influenciar na manifestação da hipocondria.

*Desconfiança permanente em relação às condições gerais da saúde.
*Medo constante de morrer.
*Estados frequentes de profunda ansiedade, tristeza ou depressão.
*Compulsão por conversar com pessoas doentes para comparar sintomas e mal-estares.
*Sensação de segurança ao tomar remédios, mesmo sem a presença de sintomas.
*Sensação permanente de insatisfação, carência e desatenção.
*Negativismo e queixas constantes em relação à vida.
*Não deixe momentos de fragilidade e maior sensibilidade do seu dia-a-dia atingirem seu equilíbrio mental e/ou espiritual.

Coluna No Divã - assinada pela Dra. Marisa Martins - Psicóloga - CRP: 06/30413-0
Imagem by Google


Nenhum comentário: