segunda-feira, 16 de abril de 2012

Ansiedade, medo e fobia



Ansiedade, Medo e Fobia

O medo é um sentimento que proporciona um estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado, tanto fisicamente como psicologiacamente. O medo pode provocar reações físicas como descarga de adrenalina, aceleração cardíaca e tremor. Pode provocar atenção exagerada a tudo que ocorre ao redor. Medo é uma reação obtida a partir do contato com algum estímulo físico ou mental (interpretação, imaginação, crença) que gera uma resposta de alerta no organismo. Esta reação inicial dispara uma resposta fisiológica no organismo que libera hormônios do estresse (adrenalina) preparando o indivíduo para lutar ou fugir.
A ansiedade é a resposta anterior ao medo, a ansiedade é um estado de apreensão diante do contexto de ameaça que não está muito claro ou diante de situação de conflito. Na ansiedade o indivíduo teme antecipadamente o encontro com a situação ou objeto que lhe causa medo.
O medo pode se transformar em uma doença, a fobia, quando passa a comprometer as relações sociais e a causar sofrimento psíquico.

Fobias são formas especiais de medo que apresentam as seguintes características:

  • São reações desproporcionais ao perigo;
  • Não tem explicação razoável, lógica;
  • Não há controle voluntário;
  • Tendência a evitar a situação temida;
  • Na maioria dos casos ocorre prejuízo acentuado do funcionamento global da pessoa.
Fobia, é um medo irracional, percebido pelo próprio individuo como exgerado e desproporcional, mas que, quando diante da situação temida, não consegue deixar de sentir, muitas vezes reconhece que não há perigo, mas não consegue avaliar devidamente a situação quando se defronta com ela. Diante de uma situação temida, o fóbico apresenta todos os sintomas físicos e psicológicos do medo real, mas desencadeado por objetos ou situações inofensivas; do ponto de vista da realidade exterior.

Entre as fobias mais comuns, diversas envolvem o meio ambiente, os animais, ou situações específicas como:

  • Aracnofobia - Medo de aranha - Tende a afetar mais as mulheres do que homens;
  • Ofidiofobia - Medo de cobra - Muitas vezes atribuídas a causas evolutivas, experiências pessoais, ou influências culturais;
  • Acrofobia - Medo de altura - Pode levar a ansiedade e evitar ataques de lugares elevados;
  • Agorafobia - Medo de situações em que é difícil escapar - Isso pode incluir áreas superlotadas, espaços abertos, ou situações que são susceptíveis de desencadear um ataque de pânico. As pessoas começam a evitar acionar esses eventos, até ao ponto que deixam de sair de casa. Aproximadamente um terço das pessoas com transtorno do pânico desenvolvem agorafobia;
  • Cinofobia - Medo dos cães - Esta fobia é frequentemente associada com experiências pessoais específicas, tais como ser mordido por um cão durante a infância;
  • Astrofobia - Medo de trovão e raio, também conhecida como Brontofobia, Tonitrofobia, ou Ceraunofobia;
  • Tripanofobia - Medo de injecções - Essa fobia faz com que a pessoa evite alguns tratamentos medicamentosos;
  • Fobia Social - Relaciona-se ao medo de enfrentar situações sociais e relacionamentos - Em muitos casos, estas fobias podem se tornar tão graves que as pessoas evitam eventos externos, lugares e pessoas que são susceptíveis de desencadear um ataque ansiedade;
  • Aerofobia - Medo de voar - Muitas vezes tratado através de exposição terapêutica, em que o cliente será gradualmente e progressivamente introduzido a voar;
  • Misofobia - Medo dos germes ou sujeira - Pode estar relacionado com o transtorno obsessivo-compulsivo.
A técnica mais utilizada pelos psicólogos para tratar o medo se chama Dessensibilização Sistemática. Com ela se constrói uma escala de medo, da leve ansiedade até o pavor, e, progressivamente, o paciente vai sendo encorajado a enfrentar o medo. Ao fazer isso o paciente passa, gradativamente, por um processo de reestruturação cognitiva em que ocorre uma re-aprendizagem, ou ressignificação, da reação que anteriormente gerava a resposta de alerta no organismo para uma reação mais equilibrada.

Coluna No Divã - assinada pela Dra. Marisa Martins - Psicóloga - CRP: 06/30413-0
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