segunda-feira, 9 de abril de 2012

Exame detecta estreitamento da artéria carótida

 

Ultrassom identifica pessoas com alto risco de sofrer acidente vascular cerebral


Estudo publicado pela American Academy of Neurology revela que um simples teste de ultrassom pode ajudar a identificar pessoas com alto risco de sofrer AVC.
A técnica detecta pessoas com estreitamento da artéria carótida do pescoço, doença conhecida como estenose carotídea assintomática, em que poucos sintomas estão presentes. "Não há debate sobre a melhor forma de tratar as pessoas com essa condição. Um procedimento chamado endarterectomia carotídea pode reduzir o risco de derrame, mas há riscos e custos envolvidos na cirurgia. A detecção de pessoas com essa doença e que estão em maior risco de ter AVC ajudaria a determinar se a operação é necessária", disse o autor do estudo Raffi Topakian, da Academic Teaching Hospital Wagner-Jauregg em Linz, na Áustria.
Para o estudo, 435 pessoas com a condição foram seguidas por dois anos. Elas foram submetidas a ultra-sonografia da artéria carótida e dos vasos sanguíneos no cérebro para determinar se dois marcadores para o risco elevado de acidente vascular cerebral estavam presentes, sinais de coágulos de sangue que passam no cérebro, e um tipo de placa de carótida, chamada placa echolucent, que tem um maior teor de gordura do que outras placas.
Dos participantes, 164 pessoas tinham placa echolucent e 73 pessoas tinham pelo menos um sinal de um coágulo de sangue. Seis por cento, ou 27 pessoas, tinha ambos os marcadores. Durante o estudo, 10 pessoas tiveram AVC e 20 pessoas tiveram ataques isquémicos transitórios.
O estudo descobriu que as pessoas com placa na artéria carótida tinham seis vezes mais probabilidade de ter um derrame do que as pessoas sem a placa, já pacientes com os dois marcadores eram 10 vezes mais prováveis de desenvolver a condição cerebral.
Os resultados permaneceram os mesmos, independentemente da pressão arterial elevada, diabetes, tabagismo e doença vascular. "Com mais estudo, nossos dados podem levar a um método simples e clinicamente aplicável para prever eventos futuros em pessoas com estenose carotídea assintomática. Este método identifica um grupo de alto risco de AVC anual de cerca de 9% e um grupo de baixo risco anual de menos de 1%", disse Topakian.

by Mari Martins
Imagem by Google
Fonte: Isaude.net



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