quinta-feira, 1 de março de 2012

Geraldo Carneiro no Atemporal





Os fogos da fala


a fala aflora à flor da boca
às vezes como fogos de artifício
fulguração contra os terrores do silêncio
só espada espavento espelho
ou pedra ficção arremessada
ou canção para cantar as graças
as virilhas as maravilhas da amada
a deusa idolatrada do amor:
essa outra voz quase jazz
que subjaz ventríloqua de si mesma

Poema by Geraldo Carneiro
Foto by Mari Martins




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