terça-feira, 26 de junho de 2012

Aneurisma Cerebral




O aneurisma é um alargamento ou inchaço anormal de uma secção de um vaso sanguíneo. Quando o aneurisma ocorre no cérebro, ele é denominado aneurisma cerebral. Os aneurismas no cérebro surgem quando há uma região enfraquecida na parede de um vaso sanguíneo e ele pode estar presente desde o nascimento (congênito) ou pode se desenvolver mais tarde.
Existem vários tipos de aneurismas. Um aneurisma sacular pode variar no tamanho, podendo ter desde alguns milímetros até um centímetro. Os aneurismas saculares gigantes podem ter mais de 2 centímetros. Eles são mais comuns em adultos. Os aneurismas saculares múltiplos são herdados com mais frequência do que os outros tipos de aneurismas.
Outros tipos de aneurismas cerebrais consistem no alargamento de um vaso sanguíneo inteiro; ou ainda podem parecer um "balão" na parte externa de um vaso sanguíneo. Tais aneurismas podem ocorrer em qualquer vaso sanguíneo que alimente o cérebro. Traumas e infecções, podem lesionar a parede do vaso e causar esses aneurismas.
Cerca de 5% da população têm algum tipo de aneurisma no cérebro. Os fatores de risco incluem histórico familiar de aneurismas e certos problemas médicos, como doença renal policística e coartação aórtica.
Os aneurismas geralmente não apresentam sintomas a menos que se rompam e resultem em sangramento no cérebro. Geralmente, um aneurisma é descoberto quando se realiza tomografia computadorizada ou ressonância magnética por alguma outra razão. Os sintomas aparecem quando o aneurisma pressiona estruturas vizinhas no cérebro.
 
 
Os sintomas dependem de qual estrutura o aneurisma está comprimindo, podem ser:
  • Visão dupla;
  • Perda da visão;
  • Dores de cabeça;
  • Dores nos olhos;
  • Dores no pescoço.


Uma dor de cabeça forte e súbita (frequentemente descrita como "a pior dor de cabeça da sua vida") é um sintoma de que o aneurisma se rompeu.

Outros sintomas de rompimento de um aneurisma:
  • Confusão, letargia, sonolência ou estupor;
  • Queda da pálpebra;
  • Dores de cabeça acompanhadas de náusea e vômito;
  • Fraqueza muscular ou dificuldade de mobilidade de qualquer parte do corpo;
  • Dormência ou diminuição da sensibilidade de qualquer parte do corpo;
  • Convulsões;
  • Movimento lento, letárgico e vagaroso;
  • Fala prejudicada;
  • Rigidez no pescoço (ocasionalmente);
  • Irritabilidade súbita, impulsividade ou perda de controle do humor;
  • Alterações na visão (visão dupla, perda de visão)

Um exame ocular pode mostrar pressão elevada dentro do cérebro (pressão intracraniana elevada), incluindo inchaço do nervo óptico ou sangramento na retina.

Os seguintes testes podem ser usados para diagnosticar aneurisma cerebral e para determinar a causa do sangramento no cérebro: 
  • Tomografia computadorizada da cabeça;
  • Exame de líquido cérebro-espinhal;
  • Ressonância magnética da cabeça (as tomografias podem ser a melhor opção para visualizar um sangramento cerebral);
  • Angiografia cerebral ou angiografia por tomografia computadorizada da cabeça para revelar a localização e o tamanho do aneurisma;
  • Eletrencefalograma(EEG) em casos de convulsões

Os sintomas costumam surgir após a ocorrência do sangramento. Um aneurisma cerebral rompido é um quadro de emergência. O objetivo do tratamento é controlar os sintomas e prevenir sangramentos futuros. A redução da pressão arterial pode diminuir o risco.
A neurocirurgia é o principal tratamento para o aneurisma cerebral. A base do aneurisma é fechada com parafusos, suturas ou outros materiais que impeçam o fluxo sanguíneo pelo aneurisma.
Em muitos casos, uma alternativa à cirurgia é a implantação de bobinas ou stents dentro do aneurisma através das artérias, formando um coágulo e impedindo sangramentos futuros. Esta abordagem é considerada menos invasiva do que a cirurgia cerebral e, nas circunstâncias adequadas, é considerada a melhor forma de tratamento.
Assim que o aneurisma é tratado, pode ser necessário iniciar medidas preventivas contra derrames decorrentes de espasmos dos vasos sanguíneos. Isso pode incluir líquidos intravenosos e certas medicações e pode provocar a elevação da pressão arterial.
Os pacientes que entram em coma profundo após o rompimento de um aneurisma geralmente não se recuperam tão bem, quando comparados a pacientes com sintomas menos graves.
Normalmente, a ruptura dos aneurismas cerebrais são fatais. Cerca de 25% das pessoas morrem em 24 horas, e outras 25% morrem em cerca de 3 meses. Além disso, dos sobreviventes, mais da metade apresenta algum tipo de incapacidade permanente.
 
 
Complicações:
  • Aumento da pressão de líquido no crânio;
  • Perda de movimento em uma ou mais partes do corpo;
  • Outros problemas neurológicos (tais como alterações na visão, dificuldade na fala ou declínio cognitivo);
  • Perda permanente de sensibilidade de qualquer parte da face ou do corpo;
  • Convulsões, epilepsia;
  • Acidente Vascular Cerebral (AVC);
  • Hemorragia subaracnoide.

Não há como prevenir a formação de um aneurisma cerebral. Se descobertos à tempo, aneurismas não rompidos podem ser tratados antes de causarem problemas.
A decisão de reparar um aneurisma cerebral não rompido é baseada no tamanho e na localização do aneurisma e na idade e condição de saúde do paciente. Os riscos dessa decisão devem ser muito bem ponderados.


Caso sinta uma dor de cabeça muito forte ou súbita, acompanhada de náusea, vômito, convulsões ou qualquer outro sintoma neurológico, procure atendimento médico imediatamente.

by Mari Martins
Imagem by Google
Referências:
- Bederson JB, Connolly ES Jr, Batjer HH, Dacey RG, Dion JE, Diringer MN, Duldner JE Jr, Harbaugh RE, Patel AB, Rosenwasser RH: American Heart Association Guidelines for the management of aneurysmal subarachnoid hemorrhage: a statement for healthcare professionals from a special writing group of the Stroke Council, American Heart Association. Stroke. 2009;40:994-1025.
- Meyers PM, Schumacher HC, Higashida RT, Barnwell SL, Creager MA, Gupta R, McDougall CG, Pandey DK, Sacks D, Wechsler JR: American Heart Association. Indications for the performance of intracranial endovascular neurointerventional procedures: a scientific statement from the American Heart Associatino Council on Cardiovascular Radiology and Intervention. Stroke Council, council on Cardiovascular Surgery and Anesthesia, Interdisciplinary Council on Peripheral Vascular Disease, and Interdisciplinary Council on Quality of Care and Outcomes Research. Circulation. 2009;119:2235-2249.
- Patterson JT, Hanbali F, Franklin RL, Nauta HJW. Neurosurgery. In: Townsend CM, Beauchamp RD, Evers BM, Mattox KL, eds. Sabiston Textbook of Surgery. 18th ed. Philadelphia, Pa: Saunders Elsevier;2007:chap 72.

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