sexta-feira, 27 de julho de 2012

Contracepção na adolescência




CONTRACEPÇÃO NA ADOLESCÊNCIA

 
As adolescentes podem iniciar a contracepção hormonal após a menarca (primeira menstruação). Hoje em dia temos pílulas combinadas com mínima dose hormonal conferindo grande eficácia com diminuição considerável de efeitos colaterais se compararmos com as doses altas das pílulas mais antigas. É importantíssimo o uso associado do preservativo, uma vez que a pílula não protege as pacientes das doenças sexualmente transmissíveis e também, nem o comprimido de anticoncepcional e nem a camisinha têm 100% de eficácia contra a gravidez se usados isoladamente. Sabemos que não há estudos comprovando o aumento de peso com o uso do anticoncepcional, assim como temos evidências de alguns benefícios como a redução da acne, da dismenorréia (cólicas menstruais), da quantidade do fluxo sanguíneo, além de manter a regularidade do ciclo menstrual e a preservação da massa óssea. Os anticoncepcionais não devem ser utilizados em fumantes uma vez que aumentam o risco de tromboembolismo. Estudos comprovam que, mesmo nas não fumantes, o anticoncepcional oral aumenta em 5 vezes o risco de tromboembolismo, mas esse índice ainda não é considerado significativo porque o risco absoluto permanece baixo. Também não indicamos para pacientes com nódulos mamários e, sendo assim, toda paciente que pretende iniciar contracepção hormonal deve ser submetida a exame físico das mamas. Considerando ainda outros benefícios das pílulas podemos incluir a redução do risco de cânceres de endométrio, ovários e cólon, que parecem proteger ainda mais se usadas por longo prazo. A proteção dos ovários parece estar relacionada à anovulação (quem usa anticoncepcional não ovula) e a proteção endometrial provavelmente está ligada à regularidade da fase da progesterona no ciclo de quem faz uso da pílula combinada. Quanto à fertilidade, quem usa anticoncepcionais orais está menos sujeito à doença inflamatória pélvica, mola hidatiforme e gestação ectópica. No que diz respeito a esses quesitos, podemos supor que o anticoncepcional tenha, inclusive, algum papel na preservação da fertilidade. A relação risco-benefício do uso da píloula combinada deve ser levada em conta afim de evitarmos gestações indesejadas em pacientes adolescentes e sempre deve ser enfalizado o uso concomitante do preservativo masculino.

Coluna Saúde da Mulher - assinada pela Dra. Elaine K. Vasconcelos - Ginecologista, Obstetra e Mastologista - CRM: 101324.
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