quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Tuberculose. Ela ainda existe!




Estudos apontam esqueletos humanos de 3.000 a.C., encontrados na Alemanha, como os primeiros portadores conhecidos de sinais de Tuberculose. A doença vem acompanhando o homem em sua existência, e teve um de seus ápices no século 18, quando a epidemia recebeu o nome de Peste Branca devido ao tom pálido que a pele adquire nos processos febris. Deixou um bilhão de mortos entre os anos de 1850 a 1950. Lesões causadas pela TB podem se suceder nos gânglios, rins e outros lugares do corpo, mas os pulmões são os alvos mais comuns. Os sintomas consistem em febre, suor, tosse persistente e perda de peso. A descoberta do primeiro antibiótico eficaz contra a doença, em 1944, aliada ao isolamento em sanatórios, mostrou-se eficaz.
No entanto, a Tuberculose nunca deixou de ser um problema de saúde pública. Com as migrações, casos resistentes podem ser transmitidos para populações que apresentam vulnerabilidade. Situações de pobreza e tratamento inadequado também contribuem para fortalecer o bacilo.
Segundo a médica Laedi Alves Rodrigues dos Santos, do Centro de Vigilância Epidemiológica do Programa de Tuberculose em São Paulo, a Organização Mundial de Saúde (OMS), está preocupada não só com a doença, mas com casos resistentes. A vacina não é totalmente eficaz, não há um grande esforço para erradicar a doença e as pessoas hoje, acham que a doença não existe mais.

by Mari Martins
Imagem by Google
Fonte: Revista Ser Médico - Pag. 32 - História da Medicina



Um comentário:

Gisavasfi disse...

Mari, infelismente esta doença atacou varios de meus parentes.
Na década de 70, eu mesma contrai a doença logo após uma campanha de vacinação em meu colegio.
Por um erro médico, levamos um ano para descobrir que eu estava tuberculosa. O primeiro médico diagnosticou uma alergia severa e eu fui tratada por um ano como se tivesse alergia. Conclusão: o pulmão direito totalmente atingido e 2 anos de tratamento intenso.
E olha que o plano de saude da minha mãe era excelente, já que ela era funcionaria federal.
Enfim, apesar do desconforto do primeiro trimestre de tratamento, até que o tratamento não foi ruim.
Este é um dos riscos do tratamento. Logo que somos medicados, os desconfortos desaparecem e, muitas vezes, os pacientes acabam descuidando do tratamento o que certamente causará resistencia aos antibióticos.
O alerta contra esta doença deve ser sempre repetido, porque, apesar de grave, o tratamento é simples e eficaz.
Abraços.