quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Hanseníase e o isolamento compulsório




Eu já falei sobre Hanseníase aqui no Blog, mas a postagem foi mais voltada para o perfil da doença, hoje, eu quero falar um pouco sobre a questão do preconceito e sobre a questão social.
O Brasil é o país com a maior incidência de casos no mundo, seguido de Nepal e Timor Leste. Já em números absolutos, somos o segundo país que mais registra novos casos por ano no mundo, ficando atrás apenas da Índia, com cerca de 150 mil novos casos ao ano. Em todo o mundo, são reportados menos de 250 mil casos anualmente.
Existe uma entidade sem fins lucrativos chamada Morhan (Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase), que dedica-se, desde 1981, a divulgar informações sobre como prevenir, identificar e tratar a doença, além de lutar pela qualidade de vida das pessoas atingidas.
Existe um preconceito muito grande com o portador da Hanseníase, isso não é coisa recente, mas perdura por décadas e os portadores da doença e seus filhos sofrem muito com isso, muitos foram separados de seus pais pelo isolamento compulsório.
A Morhan luta pelos portadores da doença e para que seus filhos recebam indenização pelo isolamento compulsório.

Isolamento Compulsório

Por meio da Lei Federal 11.520/2007, as pessoas atingidas pela Hanseníase que foram submetidas a isolamento e internação compulsórios em hospitais-colônia, até 31 de dezembro de 1986, passaram a ter direito a uma pensão vitalícia mensal de R$750, garantia de fornecimento de próteses e realização de intervenções cirúrgicas e assistência à saúde por meio do SUS.
No entanto, o benefício não se estende aos filhos das pessoas submetidas ao isolamento compulsório. Por isso, desde 2010, o Conselho Nacional de Saúde recomenda a aprovação de uma medida provisória que estenda as ações de reparação e indenização aos filhos separados dos pais durante a fase do isolamento compulsório de pacientes com Hanseníase.

Hanseníase tem cura e o tratamento é feito gratuitamente no SUS e o tratamento pode durar entre 6 a 18 meses.

by Mari Martins
Imagem by Google



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