quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Pandemia de Dengue



A Dengue está se tornando um problema muito sério, não só em nosso país, ela já está atravessando fronteiras e há possibilidade de ocorrer uma pandemia, então, a questão é prevenir, para não ter que remediar...

A doença é acometida de febre aguda que se caracteriza por um início repentino, permanecendo por 5 a 7 dias. O doente apresenta dor de cabeça intensa, dores nos olhos e sensibilidade a luz, dores nas articulações e musculares, seguidas de erupções cutâneas 3 a 4 dias depois. Surge sob a forma de grandes epidemias, com grande número de casos.

Existem quatro tipos diferentes de sorotipos do vírus da dengue, denominados dengue 1, 2, 3 e 4. Algumas manifestações da dengue são hemorrágicas, isto é, o paciente apresenta hemorragia severa e choque. Nestes casos, após um período de febre, o estado do paciente piora repentinamente, com sinais de insuficiência circulatória, apresentando pele manchada e fria, lábios azulados e, em casos graves, diminuição da pressão do pulso. Instala-se então uma síndrome de choque da dengue podendo levar o paciente ao óbito. Os casos de dengue hemorrágico ocorrem mais freqüentemente quando o paciente é acometido pela segunda vez da doença, mas com exposição a diferentes sorotipos da doença.

A FIOCRUZ/Farmanguinhos desenvolveu uma arma contra o mosquito da dengue (Aedes aegypti) que não faz mal à saude ou ao meio ambiente. O novo bioinseticida atua nas larvas do mosquito, impedindo que elas consigam se alimentar e causando infecções. As formulações são diferentes para atacar os vários focos onde os mosquitos se reproduzem. Nas caixas d'água, por exemplo, deverão ser usadas pastilhas, cada uma limpa até 50 litros. Em 48 horas, o produto acaba com as larvas e protege o ambiente por até 21 dias. Para locais maiores como piscinas, lagos, reservatórios, o bioinseticida é usado em forma de comprimido hidrossolúvel. O bioinseticida deverá ser produzido em breve e lançado junto com outros 6 inseticidas desenvolvidos pelo instituto, mas enquanto isso não acontece, vamos tomar medidas de prevenção.

Prevenção:
  • Evitar água parada.
  • Sempre que possível, esvaziar e escovar as paredes internas de recipientes que acumulam água.
  • Manter totalmente fechadas cisternas, caixas d'água e reservatórios provisórios tais como tambores e barris.
  • Furar pneus e guardá-los em locais protegidos das chuvas.
  • Guardar latas e garrafas emborcadas para não reter água.
  • Limpar periodicamente, calhas de telhados, marquises e rebaixos de banheiros e cozinhas, não permitindo o acúmulo de água.
  • Jogar quinzenalmente desinfetante nos ralos externos das edificações e nos internos pouco utilizados.
  • Drenar terrenos onde ocorra formação de poças.
  • Não acumular latas, pneus e garrafas.
  • Encher com areia ou pó de pedra poços desativados ou depressões de terreno.
  • Manter fossas sépticas em perfeito estado de conservação e funcionamento.
  • Colocar peixes barrigudinhos em charcos, lagoa ou água que não possa ser drenada.
  • Não despejar lixo em valas, valetas, margens de córregos e riachos, mantendo-os desobstruídos.
  • Manter permanentemente secos, subsolos e garagens.
  • Não cultivar plantas aquáticas.
Uma receita caseira e barata, também pode ajudar muito no combate à Dengue, anote:

  • Para fazer a solução que pode ser aplicada em pratos, plantas ou até mesmo jardins e hortas que acumulem água você vai precisar de 2 colheres das de sopa de borra de café misturadas em meio copo de água. Depois de pronto você já pode começar a aplicar o conteúdo. Se precisar de mais, faça sempre na proporção indicada, ou seja, 2 colheres de borra de café para cada meio copo de água.
  • Outra receita com a borra de café é usá-la diretamente nos vasos, sem a diluição em água. Desta maneira você estará também adubando de forma ecológica as plantas. A diluição da borra de café vai acontecer naturalmente, na medida em que a planta for regada.
  • Não se esqueça que a borra de café pode ser aplicada também em outros locais da casa que acumulem água como, por exemplo, nos ralos e até mesmo na terra do jardim ou poças que se formam com a água da chuva.
A descoberta que revelou que a borra de café combate com eficiência o Aedes aegypti é da cientista e bióloga Alessandra Laranja. Ela é pesquisadora do Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), campus de São José do Rio Preto. Os testes realizados em laboratório comprovaram que a borra de café - que fica depositada no coador, é uma arma muito eficiente contra o mosquito transmissor da dengue. A borra depositada nos pratinhos e reservas de água de plantas impede que o mosquito transmissor da dengue ponha seus ovos. Se o Aedes aegypti já tiver desovado, mesmo assim, a borra de café consegue impedir que os ovos se desenvolvam em larvas. Em seu estudo, a bióloga mostrou que a cafeína da borra de café altera as enzimas chamadas esterases, responsáveis por processos fisiológicos fundamentais como o metabolismo hormonal e da reprodução do Aedes aegypti.

by Mari Martins
Imagem by Google
Fontes de Pesquisa:
Revista Herbarium e Apromac www.apromac.org.br


Um comentário:

Samanta disse...

Olá queridíssima Mari !!!

Realmente é preocupante o crescimento deste problema, eu mesma já tive Dengue e foi muito penoso !
Excelente texto, muito esclarecedor e as dicas são além de simples, muito importantes ! todos devemos aplicá-las em nossos lares para evitar os focos.
Obrigada por compartilhar !

Um super beijo !