terça-feira, 3 de agosto de 2010

Telemedicina 2.0

 
Você já ouviu falar em Telemedicina 2.0?
Já imaginou obter informações sobre o coração com ajuda do celular? Pois é, o celular agora é um aliado no monitoramento da saúde.

No Estado de São Paulo isso já é realidade! Desenvolvido pelo engenheiro Luciano Cordelli e pelo médico Carlos Pachón, o Tele ECG envia aos médicos, via celular, informações sobre os batimentos cardíacos dos pacientes. Segundo Cordelli, são 50 unidades em uso, que produzem entre 200 e 300 laudos diários, disponibilizados no site da empresa Cardio Web. “Cada profissional tem uma senha e irá acessar as informações de seu paciente, garantindo o sigilo desses dados”, explica Pachón.
Outro aparelho já em uso permite que um médico a quilômetros de distância do paciente possa receber o resultado de exames do coração do paciente na velocidade da ligação de um celular. O Looper monitora eventos cardíacos por meio de dois eletrodos colocados na pele e envia as informações via celular. Os resultados podem ser acessados à distância pela internet. Esse tipo de exame é especialmente indicado para
pessoas que apresentam sintomas esporádicos de cardiopatia.
Além do diagnóstico, o celular pode servir para aproximar os médicos das pessoas. E não estamos falando de simplesmente ligar para o doutor quando estiver passando mal. O programa MyFoodPhone, da empresa
canadense Myca, por exemplo, permite a diabéticos enviar fotos de suas refeições diárias para analistas nutricionais e receber orientações sobre o volume de insulina que devem usar. A companhia também deve lançar em breve o Doctorphone e o Babyphone, dois serviços que oferecem aos pacientes e suas famílias videoconferências imediatas com médicos via celular.
Esse tipo de interação, já chamado de telemedicina 2.0 – em alusão aos sites colaborativos–, também começa a ser usado pelo Hospital das Clínicas de São Paulo, com o  software GlicOnline, que auxilia pacientes diabéticos. Antes de cada refeição, o usuário mede sua glicemia, acessa o programa e insere o valor encontrado. Também digita o alimento e a quantidade a ser ingerida e, pouco depois, recebe a informação sobre a dosagem de insulina necessária. O sistema pode ser instalado em qualquer aparelho de celular com chip e linguagem Java e tem 600 tipos de alimentos cadastrados.
As inovações no monitoramento não se restringem ao controle de diabetes. No San Mateo Medical Center, nos Estados Unidos, o celular ajuda a controlar o alto índice de crises graves de asma em crianças. O telefone móvel avalia o pequeno paciente em vários momentos do dia por meio de oito questões. A criança responde a perguntas como se tomou o seu remédio ou se a respiração está mais difícil. As informações são transmitidas através do telefone para um gestor e, se necessário, aos médicos. Se os problemas se agravam, o telefone toca no centro médico e um atendente busca a melhor maneira de lidar com o caso.
Além dessas, há inúmeras opções de software para celulares que focam o acompanhamento de saúde, tanto para médicos como para pacientes. Uma consulta no site Itunes Store (que vende ou disponibiliza programas
para o Iphone) mostra pelo menos 820 programas com finalidades médicas. Consulta a bulas de medicamentos, a nomes de doenças e interfaces para calcular dosagens estão entre os mais populares. A popularização dessas soluções, para Carrilho, trará mais do que comodidade. “Temos a possibilidade de levar, via celular, equipamentos aos pontos mais remotos. A população deve passar a ter acesso mais rápido e eficaz aos exames e diagnósticos.”
 
by Mari Martins
Fonte de pesquisa: Revista DNA São Luiz

2 comentários:

Principe Encantado disse...

Muito bom é a tecnologia avançando cada vez mais na ajuda da medicina.
Abraços forte

Beth Muniz disse...

Oi Mari,
Eu já tinha ouvido uma reportagem sobre a nova tecnologia.
Mas, sem esse nível de detalhamento e muito menos sabia que em Sampa já se usa.
Muito bom.
Valeu por partilhar.
Beijão.