segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Tétano





O Tétano é uma toxi-infecção grave, não contagiosa, causada pela ação de exotoxinas produzidas pelo bacilo tetânico, as quais provocam um estado de hiperexcitabilidade do sistema nervoso central. Clinicamente o Tétano Acidental se manifesta com febre baixa ou ausente, hipertonia muscular mantida, hiperreflexia e espasmos. Assim, o paciente apresenta dificuldade de deglutição (disfalgia), contratura dos músculos masséteres (trismo e riso sardônico), do pescoço (rigidez de nuca) e da região dorsal (opistótono). A rigidez muscular é progressiva, atingindo os músculos reto-abdominais (abdome em tábua) e diafragma, levando à insuficiência respiratória, podendo evoluir com contraturas generalizadas. As crises de contraturas, geralmente, são desencadeadas por estímulos luminosos, sonoros, alterações de temperatura e manipulações do doente. Em geral, o paciente mantém-se consciente e lúcido.
O agente etiológico é o Clostridium tetani, bacilo gram-positivo, anaeróbio esporulado e a transmissão se dá pela introdução dos esporos na pele e mucosas (ferimentos superficiais ou profundos de qualquer natureza), contaminados com terra, poeira, fezes de animais ou humanas. Seu período de incubação varia de 1 dia a alguns meses, mas geralmente é de 3 a 21 dias. Quanto menor for o tempo de incubação, maior a gravidade e pior o prognóstico e o tétano não é uma doença contagiosa, portanto, não é transmitida diretamente de pessoas para pessoa.

Complicações da doença:
  • Parada respiratória e/ou cardíaca;
  • Disfunção respiratória;
  • Infecções secundárias;
  • Disautonomia;
  • Crise hipertensiva;
  • Taquicardia;
  • Fratura de vértebras;
  • Hemorragias digestiva e intracraniana;
  • Edema cerebral;
  • Flebite;
  • Embolia pulmonar.
Tratamento:
  • Internação em quarto individual;
  • Manter o doente em local silencioso, local pouco iluminado e com temperatura estável e agradável;
  • Nos casos mais graves deve-se internar o doente em unidade de terapia intensiva;
  • Será feita a sedação do paciente;
  • Será feita a neutralização da toxina;
  • Será aplicada a antibioticoterapia.
A vacinação é a medida de controle mais eficaz. A higiene e o cuidado com ferimentos são primordiais. Não deixe nenhum ferimento exposto e lave sempre com muita água e sabão. Nunca circule com ferimentos abertos em locais contaminados com fezes de animais ou humanas, locais com muita poeira ou até mesmo terra. Mantenha o ferimento sempre limpo e procure um médico caso tenha problemas de cicatrização ou observe algum sintoma da doença.

by Mari Martins
Imagem by Google
Fonte: Doenças Infecciosas e Parasitárias - Guia de Bolso - 8ª edição revista


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