sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Linfomas





Muito se tem falado sobre Linfoma, principalmente nos últimos anos, onde pessoas famosas foram diagnosticadas com a doença. O caso mais rescente no Brasil, é o do ator Reynaldo Gianecchini, que já passou por cirurgia, por quimioterapia e está se submetendo ao autotransplante de medula óssea hoje. Um outro caso, diagnosticado em 2009, foi o da atual presidente da república Dilma Rousseff.
Há alguns anos, minha mãe também teve um tipo de Linfoma, ela foi diagnosticada com Linfoma de Hodgkin e passou por cirurgia e radioterapia.  Já o ator Reynaldo Gianecchini, foi diagnosticado com um outro tipo, o Linfoma Não-Hodgkin, o dele se mostrou mais agressivo, por isso o tratamento está sendo mais rigoroso e invasivo.

O que é o Linfoma?
Linfoma é um termo utilizado para designar qualquer tumor iniciado no sistema linfático e não na medula óssea como as leucemias. O sistema linfático faz parte do sistema imunológico do corpo e é composto por uma rede complexa de órgãos linfáticos, a medula óssea e o baço. O sistema linfático é preenchido com um líquido chamado linfa, que contém nutrientes e células brancas do sangue (linfócitos) que circulam por todo o corpo. Quando os linfócitos se desenvolvem de forma anormal, podem originar tumores.O linfoma de Hodgkin foi nomeado por Thomas Hodgkin, um médico inglês que descreveu diversos casos da doença em 1832.

Os linfomas são divididos em duas categorias principais:
- Linfoma de Hodgkin (LH) - doença de Hodgkin
O linfoma de Hodgkin é distinto de outros tipos de linfoma pela presença de um tipo característico de célula, chamada célula Reed-Sternberg (nomeada pelos cientistas que a descobriram). Embora sejam encontrados dentro dos nódulos da linfa, as células Reed-Sternberg podem não ser linfócitos.
O linfoma de Hodgkin começa geralmente nos nódulos da linfa e tende a espalhar-se de uma maneira razoavelmente previsível, movendo-se de uma parte do sistema linfático para outra. O linfoma de Hodgkin compromete órgãos como os pulmões, o fígado, os ossos e a medula óssea e ele apresenta quatro estágios.
- Linfoma Não-Hodgkin. (LNH) representam 85% dos linfomas e a sua incidência tem aumentado muito nos últimos anos.
O linfoma Não-Hodgkin representa um grupo de linfomas com distinções entre os tipos baseados nas características das células malignas, ou seja, representa um grupo das doenças e não apenas um tipo. Têm diferentes classificações quanto à progressão e incidência. Cada agrupamento histológico é diagnosticado e tratado diferentemente. Cada agrupamento histológico é diagnosticado e tratado diferentemente, e cada um tem fatores prognósticos que o categorizam como mais ou menos favorável.

 
Sintomas e sinais:
- Inchaço sem dor nos nódulos da garganta, no tórax superior, no interior da caixa torácica, na axilas, no abdómen ou nas virilhas. O aparecimento de nódulos da linfa em outras localizações ocorre menos frequentemente.
- Febre, tosse e falta de fôlego.
- Suores noturnos.
- Perda do peso e fraqueza.
- Comichão persistente em todo o corpo.
- Os pacientes podem sentir dor nos nódulos da linfa depois da ingestão de álcool, um sintoma pouco comum mas decisivo no linfoma de Hodgkin.
- O baço pode sofrer um aumento.

O diagnóstico inicial pode ser difícil, porque os sintomas podem ser confundidos com outras doenças. A opção mais segura para o diagnóstico é a biópsia do nódulo linfático aumentado.

Existem hoje em dia múltiplas formas de tratamento de linfomas, que se baseiam essencialmente no uso de medicamentos conhecidos por quimioterapia, associados ou não a radioterapia e há ainda, os medicamentos mais modernos, específicos de células tumorais, como os anticorpos monoclonais. Ao contrário do que se pensa, muitos linfomas podem ser curados ou controlados de forma eficaz, proporcionando um bom prognóstico. Contudo, em outros casos, a cura pode exigir a transplantação de medula óssea.

Estamos torcendo por você Gianecchini. Tenha Fé!

by Mari Martins
Imagem by Google
Fonte de pesquisa: www.apcl.pt


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