segunda-feira, 5 de julho de 2010

Psicografia


Hoje eu vou fazer uma confissão:
Eu não sou um poeta.
Eu, na verdade,
- e por favor, segure o riso -
eu nasci um poema,
desses de improviso.
À noite, quando me sento
para escrever,
ouço os suspiros
de Vinicius;
A certeza incerta
de Drummond;
Dou gargalhadas com Quintana;
Paulo Leminski me observa:
- Que bom, que bom!
E de vez em quando,
muito sutilmente,
sinto a mão de Gil Vicente sobre minha mão.

Poema by Priscila Lopes
Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos

2 comentários:

Jackie Freitas disse...

Oi Mari, minha querida!
Muito bacana esse poema!
Que bom poder ser "influenciada" por tão talentosos e consagrados poetas, hein?
Gostei do humor no poema. Isso mostra que para ser belo, nem sempre precisa carregar o peso da responsabilidade dos temas "profundos".
Grande beijo, amiga!
Jackie

Marianne disse...

Mari! Que poema lindinho!
Não sei se acredita no espiritismo, mas eu sim e adorei, de verdade :)
Sinto muito pela ausência nos comentários, estive muitissimo ocupada com coisas da faculdade... Com férias, poderei voltar :)

Grande Abraços,
Mari