terça-feira, 14 de setembro de 2010

Projeto TAMAR



Vale a pena conhecer essa história!

Eram os últimos anos da década de 70. Até então, não havia registro de qualquer trabalho de conservação marinha no Brasil. Mas as tartarugas já integravam a lista das espécies em risco de extinção. Estavam desaparecendo rapidamente, por causa da captura incidental em atividades de pesca, da matança das fêmeas e da coleta dos ovos na praia.

No sul do Brasil, um grupo de estudantes cursava os últimos anos da Faculdade de Oceanografia da Universidade Federal de Rio Grande e organizava expedições a praias desertas e distantes, de preferência aonde ninguém houvesse chegado antes. O importante era desbravar, descobrir, pesquisar, conhecer o litoral do Brasil e as ilhas oceânicas. Ao mesmo tempo, o grupo fazia pesquisa dirigida, com o apoio do Museu Oceanográfico de Rio Grande.

Nos dias e noites em que ficaram no Atol das Rocas, ao amanhecer encontravam rastros e muita areia remexida na praia. Mas não se davam conta de que a mudança no cenário era produzida pelas tartarugas que subiam à praia para desovar, durante a madrugada. Em uma noite dessas, os pescadores que acompanhavam os estudantes mataram onze tartarugas de uma só vez. A imagem foi chocante para os que assistiram à cena, devidamente fotografada.

As expedições acabaram servindo de alerta para a necessidade urgente de proteção do ecossistema marinho. Foi assim que a Faculdade de Oceanografia, onde ainda não se falava em conservação, acabou formando uma geração pioneira de ambientalistas no país, pois todos passaram a se dedicar profissionalmente à conservação marinha.

Esse projeto maravilhoso precisa ser divulgado e cada um de nós tem que fazer a sua parte! Conscientização é tudo! Preservar é preciso! Visite o site do projeto, contribua e divulgue essa marca, seja um voluntário...

Começou este mês a 30ª temporada reprodutiva de tartarugas marinhas sob a proteção do Projeto Tamar/ICMBio na costa brasileira. Estima-se que, até março próximo, quando termina o período 2010/2011, sejam protegidas mais de 19 mil desovas e liberados ao mar cerca de 1,5 milhão de filhotes das cinco espécies que ocorrem no Brasil: cabeçuda (Caretta caretta), de pente (Eretmochelys imbricata), verde (Chelonia mydas), oliva (Lepidochelys olivacea) e de couro (Dermochelys coriacea). Cerca de 1.300 pessoas, entre técnicos, estagiários, pescadores e agentes locais estão envolvidos diretamente nas atividades de proteção às tartarugas marinhas na costa brasileira.
As 15 bases de proteção e pesquisa instaladas no continente devem monitorar mais de 700km de praias, espalhados por cinco Estados brasileiros: Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Sergipe e Rio Grande do Norte. As outras três bases de proteção às áreas de desova mantidas pelo Tamar ficam nas ilhas oceânicas, onde a temporada de reprodução começa só no inicio de dezembro.

by Mari Martins
Fonte de pesquisa - http://www.tamar.org.br/
Imagem by Google: Logo Projeto Tamar


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