sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Biocurativo



Estou muito contente por divulgar esta notícia, primeiro porque sei que essa descoberta vai ajudar muita gente, segundo porque foi feita na minha terra natal e isso me envaidece muito.
Sou de Botucatu, interior do estado de São Paulo, uma cidade com aproximadamente 120 mil habitantes, a economia gira em torno de um polo industrial com empresas como a CAIO que fabrica carrocerias de ônibus, da Hidroplas, da Staroup, da Duratex, da Eucatex e em torno da UNESP (Universidade Estadual Paulista). Quando eu era pequena me lembro que todos brincavam que quem nasce em Botucatu, trabalha na UNESP ou na FEPASA, não havia esse excelente polo industrial que há hoje e a FEPASA nem existe mais, foi desativada. Meu pai, meus tios aposentaram-se na FEPASA e boa parte das pessoas que conheço trabalham ou se aposentaram na UNESP.

Bem, mas a excelente notícia é que a UNESP desenvolveu um novo curativo à base de sangue que acelera o processo de cicatrização de feridas de difícil tratamento.
O Hemocentro do Hospital das Clínicas de Botucatu, liderado pela professora Elenice Deffune se incomodava com o grande volume descartado de plasma e plaquetas, dois dos componentes do sangue, para os quais há pequena demanda e prazo de validade baixo. Em 2001, ela começou a pesquisar sobre o tema para poder aproveitar esse material. E o projeto começou a se concretizar em 2010. O produto ainda não está disponível no mercado, pois está sendo patenteado, mas em breve será liberado.
A partir das pesquisas, nasceu uma linha de curativos bioativos, que interagem com a pele e criam um procedimento de cicatrização natural. São três os produtos desenvolvidos: a cola de fibrina, batizado de Biofibrin, o gel de plaquetas e o Gel Mix, que se destina a pacientes com feridas de difícil tratamento. O elevado poder de cicatrização é uma das vantagens dos novos curativos, que, além de recuperarem totalmente a pele machucada, também são de fácil aplicação.
Existem feridas crônicas, que demoram décadas para cicatrizar. Quando o paciente passa a usar o novo produto, consegue a cicatrização em 13 meses. Os produtos já foram testados em aproximadamente dois mil pacientes das regiões de Botucatu, São Paulo, Brotas e Uberaba (MG). Desde 2008 funciona no Hemocentro de Botucatu um ambulatório destinado apenas a oferecer o tratamento aos moradores da região. São tratados pacientes diabéticos, com hanseníase, com lesões causadas por tumores, etc. Cada um com o biocurativo específico para aquele tipo de lesão.

by Mari Martins


Um comentário:

Juliana Doerner disse...

Que descoberta maravilhosa!! Tem que ter orgulho mesmo.. bjs