quinta-feira, 20 de setembro de 2012

A chuva chove

 
 
 
 
 
 
A chuva chove mansamente... como um sono
Que tranquilize, pacifique, resserene...
A chuva chove mansamente... Que abandono!
A chuva é a música de um poema de Verlaine...

E vem-me o sonho de uma véspera solene,
Em certo paço, já sem data e já sem dono...
Véspera triste como a noite, que envenene

... Num velho paço, muito longe, em terra estranha,
Com muita névoa pelos ombros da montanha...
Paço de imensos corredores espectrais,

Onde murmurem, velhos órgãos, árias mortas,
Enquanto o vento, estrepitando pelas portas,
Revira in-fólios, cancioneiros e missais...
 
 
Poesia by Cecília Meireles
Imagem by Google
 
 
 
 

2 comentários:

Geraldo de Lima disse...

Lindíssimo... E bem apropriado para o clima de hoje (chuva fina no interior do estado de S. Paulo)... Obrigado por compartilhar tão belo poema de Cecília Meireles. Abraço amigo, cuide-se bem....

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