terça-feira, 18 de setembro de 2012

O sobrado






O sobrado vazio que me espera
em paredes eternas como a chama
que da praça exterior se transverbera,
e no fundo das almas se derrama.

Mas saberei fazê-lo benfazejo
e de mãos estendidas para o mundo.
A seus paineis contidos de azulejo
andorinhas virão do céu profundo

Terei meu coração neste sobrado,
nosso amor andará nesse arruado
e há de deitar-se em meio ao capim alto

Que dorme nas barreiras no basalto,
e pelas praias, na meiguice quente
das águas, descansar perdidamente.


Poema by Odylo Consta Filho
Foto by Mari Martins




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