segunda-feira, 13 de junho de 2011

Influenza H1N1



A primeira morte provocada pela Influenza H1N1 em 2011 no Brasil, foi registrada pela Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul. Até o momento o estado tem 03 casos confirmados e 87 casos suspeitos, mas alega que está tudo sob controle e que possui estoque de antivirais e insumos para combater a doença.

Devido a proximidade do inverno e a necessidade de prevenção da doença, resolvi passar algumas informações para que aja uma maior conscientização de que a "higiene é fundamental" para evitar uma pandemia.

Os vírus da Influenza A e B possuem vários subtipos que sofrem contínuas mutações, surgindo novas cepas. Em geral, as novas cepas que passam a infectar humanos apresentam diferentes graus de distinção em relação àquelas até então circulantes, devido ao referido processo de mutação, possivelmente por meio da recombinação de genes entre cepas que infectam diferentes espécies animais.
O vírus da Influenza pertence à família Ortomixiviridae. São vírus RNA de hélice única, que se subdividem em três tipos antigenicamente distintos: A, B e C. Os reservatórios na natureza para o vírus são os seres humanos, os suínos, os equinos, as focas e as aves.
O modo mais comum de transmissão é a direta (pessoa a pessoa), por meio de pequenas gotículas de aerosol expelidas pelo indivíduo infectado com o vírus ao tossir, espirrar e falar. Também há evidências de transmissão pelo modo indireto, por meio do contato com as secreções do doente. Nesse caso, as mãos são o principal veículo de contaminação.
Dados produzidos por alguns países afirmam que o período de incubação relacionado ao novo vírus da Influenza Pandêmico (H1N1) 2009, pode variar de 1 a 7 dias, sendo mais comum de 1 a 4 dias e o período de transmissibilidade indica que, para o adulto, o período pode variar de 1 dia antes até o 7º dia após o início dos sintomas e, para menores de 12 anos, 1 dia antes até o 14º dia após o início dos sintomas.

Sintomas - Clinicamente, a doença inicia-se com a instalação abrupta de febre alta, em geral acima de 38ºC, seguida de mialgia, dor de garganta, prostração, cefaleia e tosse seca. A febre é o sintoma mais importante e perdura em torno de 3 dias. As situações reconhecidamente de risco para desenvolvimento de formas graves e de óbito incluem gestação, idade menor do que 2 anos ou maior que 60 anos e presença de comorbidades, como doença pulmonar crônica (asma e doença pulmonar obstrutiva crônica - DPOC), cardiopatias (insuficiência cardíaca crônica, por exemplo), doença metabólica crônica (diabetes, obesidade mórbida, por exemplo) imunodeficiência ou imunodepressão.

Medidas de controle:
  • Higiene das mãos com água e sabão depois de tossir ou espirrar, após usar o banheiro, antes das refeições, antes de tocar nos olhos, boca e nariz;
  • Evitar tocar os olhos, o nariz e a boca após tocar em superfícies;
  • Proteger com lenços descartáveis quando for tossir ou espirrar;
  • Usar máscara cirúrgicas sempre que possível;
  • Utilizar álcool gel para higienização de objetos;
  • Evitar aglomerações;
  • Manter os ambientes ventilados;
  • Ingerir muito líquido;
  • Manter refeições balanceadas;
A vacina é a maior estratégia disponível para a prevenção da Influenza e suas consequências.

by Mari Martins
Fonte de pesquisa: Doenças Infecciosas e Parasitárias - Guia de Bolso - 8ª Edição Revista
Imagem by Google



Nenhum comentário: