terça-feira, 14 de junho de 2011

A Decadência e a Vanguarda da Rua Augusta


A Rua Augusta em São Paulo é sinônimo de Vanguarda.
Tem horas que eu adoro a Rua Agusta e tem horas que eu a odeio, rs. Resido próximo e sei muito bem o inferno que é o barulho nos finais de semana por causa das baladas, mas sei também que ela oferece comodidade por causa do comércio, que por sinal é bem eclético, encontra-se de tudo na Rua Augusta e por oferecer agências de quase todos os bancos, pelos cinemas e pela gastronomia, eu dou um desconto.
A Augusta tem um lado decadente e um outro lado que é pura vanguarda. Quem anda por ela vê bordéis (hoje não muitos), vê lojas de todos os tipos, inclusive de roupas para profissionais do corpo, sim, garotas de programa, vê lojas com roupas exóticas para transformistas ou drag's, vê antigas lojas de boinas e chapéus, vê a loja Au Bottier que fabrica, restaura e vende calçados e botas desde a década de 60, vê bares e restaurantes, vê boites underground, vê cineclubes, vê cabeleireiros que funcionam 24 horas e atende o público das baladas, etc. A Augusta já abrigou um dos melhores hoteis do mundo, o prédio do Ceasar Park ficava quase na esquina com a Av. Paulista, a Augusta tem teatros como o Procópio Ferreira, tem faculdades, tem o famoso Ballet Stagium, tem uma das melhores rotisserias da cidade, o Bologna oferece seus petiscos há 79 anos e tem a fama de oferecer a melhor coxa creme de frango da cidade e muito mais. A Augusta é pura história!

Balada Super Fashion Pop Night X História

A Rua Augusta faz parte da história de São Paulo e acho que por esse fato, muitas coisas deveriam ser mais preservadas nela. Não é raro você andar por ela nos sábados, domingos ou mesmo na segunda-feira pela manhã e tropeçar em garrafas, lixo, caixas de cigarro vazias, cacos de vidro, copos de plástico, etc. A rua fica em petição de miséria e acho isso vergonhoso. Acho que diversão, cultura, gastronomia não combinam com esse tipo de comportamento em nenhum lugar do mundo.
A rua oferece baladas alternativas, tem programa para todos os gostos, para o pessoal underground, para os indies, para os roqueiros, para os aficcionados por gastronomia e cinema e isso tem que ser valorizado.

Onde fica a educação dessas pessoas quando elas saem de casa para uma noite de diversão?

by Mari Martins
Imagem by Google



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