quinta-feira, 9 de junho de 2011

Cólera



Trata-se de uma infecção intestinal aguda, causada pela enterotoxina do bacilo da Cólera Vibrio cholerae, frequentemente assintomática ou oligossintomática, com diarréia leve. Pode se apresentar de forma grave, com diarréia aquosa e profusa, com ou sem vômitos, dor abdominal e cãimbras. Esse quadro, quando não tratado prontamente, pode evoluir para desidratação, acidose, colapso circulatório, com choque hipovolêmico e insuficiência renal à infecção.
O principal reservatório é o homem. Estudos recentes sugerem a existência de reservatórios ambientais como plantas aquáticas e frutos do mar.
A transmissão se dá pela ingestão de água ou alimentos contaminados por fezes ou vômitos de doente ou portador. A contaminação pessoa a pessoa é menos importante na cadeia epidemiológica. A variedade El Tor persiste na água por muito tempo, o que aumenta a probabilidade de manter sua transmissão e circulação. O período de encubação é de algumas horas a 5 dias. Na maioria dos casos 2 a 3 dias e o período de transmissibilidade dura enquanto houver eliminação do V. cholerae nas fezes, o que ocorre, geralmente, até poucos dias após a cura. Para fins de vigilância, o padrão é de 20 dias. Alguns indivíduos podem permanecer portadores sadios por meses ou até anos, situação de particular importância, já que podem se tornar responsáveis pela introdução da doença em área indene. O diagnóstico é laboratoria e clínico-epidemiológico.
O tratamento de formas leves e moderadas é com soro de reidratação oral (SRO). Formas graves, com hidratação venosa e antibiótico.
No Brasil, a deficiência do abastecimento de água tratada, o destino inadequado dos dejetos, a alta densidade populacional, as carências de habitação, a higiene inadequada, a alimentação precária e a educação insuficiente, favorecem a ocorrência da doença.
by Mari Martins
Fonte de pesquisa: Doenças Infecciosas e Parasitárias - Guia de Bolso - 8ª edição revista
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