quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Dignidade Humana



Hoje, eu quero conversar com vocês sobre uma questão muito delicada. Quem nunca passou por uma situação, onde um ente querido ficou doente, sofreu e chegou na fase terminal de uma doença? Que sentimentos povoaram sua mente e seu coração diante de tal situação?
Em certos momentos a sensação é de dor, em outras sentimos impotência, em outras sentimos raiva por não poder fazer nada, nos revoltamos "até com Deus" vendo  todo sofrimento, em outras horas, somos povoados por muitas dúvidas, nos perguntamos até que ponto vale a pena e em outras horas, o egoísmo nos possui, querendo manter aquela pessoa viva de qualquer maneira, mesmo que ela esteja sofrendo muito e nem queira mais viver com aquele sofrimento. Tudo isso é absolutamente normal, é da nossa natureza o zêlo e a preservação, mas em certas horas, não há mais o que preservar, a não ser o amor, o respeito e a dignidade por aquele ser que sofre.

Nesse momento, a revolta passa e nos desculpamos com DEUS e esse momento, dá lugar às orações, o pensamento volta-se apenas para o ser que amamos e está doente. Esse momento é o verdadeiro momento de amor e respeito e deixá-lo ir não significa desistência, significa doação...pois a ajuda que ele precisa é outra! O que ele precisa nesse momento é sentir-se acolhido, amado, seguro, confortável e o principal: não sentir dor.
Não é fácil sentir a dor da perda, mas não é fácil ver quem amamos doente e sofrendo. Por isso temos que estar preparados espiritualmente para tudo.

by Mari Martins

Os Conselhos de Medicina alcançaram importante vitória nos campos  ético e jurídico. Dia 1º
de dezembro, o juiz Roberto Luis Luchi Demo emitiu sentença considerando improcedente o pedido do Ministério Público Federal de decretação de nulidade da Resolução 1.805/06, que trata de critérios para a prática da ortotanásia. A decisão da 14ª Vara da Justiça Federal coloca ponto final em disputa que se arrastou por mais de três anos.
Em sua sentença, o magistrado afirma que chegou “à convicção de que a resolução, que regulamenta a possibilidade de o médico limitar ou suspender procedimentos e tratamentos que prolonguem a vida do doente na fase terminal de enfermidades graves e incuráveis, realmente não ofende o ordenamento jurídico posto”. Essa possibilidade está prevista desde que exista autorização expressa do paciente ou de seu responsável legal.

Competência

– O juiz Roberto Demo citou a manifestação inclusa no processo pela procuradora da República Luciana Loureiro Oliveira. Na opinião do MPF, o CFM tem competência para editar norma deste tipo, que versa sobre ética médica e consequências disciplinares. Outra premissa surge na avaliação da procuradora, acatada pela sentença final: a ortotanásia não constitui crime de homicídio, interpretado o Código Penal à luz da Constituição Federal. A sentença afirma ainda que a resolução do CFM não determinou modificação significativa no dia a dia dos médicos que lidam com pacientes terminais. Não gera, portanto, os efeitos danosos alardeados na ação proposta. Segundo a decisão, a regra, ao contrário, permite maior transparência e possibilita maior controle da atividade médica.

Cuidados paliativos

A decisão avança mais ao entender que a ortotanásia (tema central da ação civil) se insere num contexto científico da medicina paliativa. “Diagnosticada a terminalidade da vida, qualquer terapia extra se afigurará ineficaz. Assim, já não se pode aceitar que o médico deva fazer tudo para salvar a vida do paciente (beneficência), se esta vida não pode ser salva. Desse modo, sendo o quadro irreversível, é melhor – caso assim o paciente e sua família o desejem – não lançar mão de cuidados terapêuticos excessivos (pois ineficazes), que apenas terão o condão de causar agressão ao paciente. Daí se pode concluir que, nessa fase, o princípio da não maleficência assume posição privilegiada em relação ao princípio da benefi cência – haja vista que nenhuma medida terapêutica poderá realmente fazer bem ao paciente”, cita o documento.

Para a Justiça, a Resolução 1.865 representa a manifestação de nova ética nas ciências médicas, que quebra antigos tabus e decide enfrentar outros problemas realisticamente, com foco na dignidade humana.

by Mari Martins
Fonte de pesquisa: Jornal Medicina Dez/2010 - CFM
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