segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Vacina contra o mal de Alzheimer


Você sabe o que é o mal de Alzheimer?

A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência. As demências, popularmente conhecidas como "esclerose", são um grupo de doenças que afeta o cérebro, principalmente as áreas da memória e da linguagem, levando a um progressivo prejuízo dessas funções.
A doença de Alzheimer é responsável por mais da metade dos casos de demência, o que significa que toda vez que vemos uma pessoa "esclerosada" existe uma chance em duas de que apresente a doença.

Qual a causa?

A causa da doença de Alzheimer é desconhecida. Sabe-se que os neurônios morrem pelo acúmulo de proteínas em formas que não são normalmente encontradas no cérebro, tanto dentro - a proteína tau, como fora dos neurônios - a proteína beta-amilóide. O que não se sabe é porque se inicia esse processo. No início da doença, essa perda das células cerebrais não acontece de forma homogênea, ocorrendo principalmente nas áreas responsáveis pela memória e funções executivas, isto é, pelo planejamento e implementação de ações complexas. Depois, outras regiões são atingidas, comprometendo cada vez mais o estado mental da pessoa.
A doença envolve um fator genético; quem tem um familiar próximo como pai ou mãe com a doença tem maior chance de desenvolvê-la. Entretanto, devem haver outros fatores além do genético, porque mesmo entre gêmeos idênticos é possível que um desenvolva a doença e outro não, o que sugere que fatores ambientais também devem ser importantes.

A luz no final do tunel!

Uma vacina desenvolvida pela empresa AFFIRiS contra o mal de Alzheimer, o tipo mais comum de demência no mundo, está na segunda fase de testes clínicos e pode ter eficácia comprovada até 2012. O estágio da pesquisa avança após cinco meses de finalização da fase I, que envolveu estudos de doses e vias de administração.
A vacina AD02, desenvolvida pela empresa AFFIRiS AG, será testada na Áustria, Alemanha, França, República Tcheca, Eslováqui e Croácia, envolvendo 420 pacientes.
Pesquisas anteriores mostraram que a vacina é segura. Agora, os pesquisadores desejam avaliar sua eficácia. Ela estimula o organismo a produzir anticorpos contras proteínas beta-amiloides, que formam as placas senis no cérebro e causam a morte de células cerebrais.
A vacina poderia reduzir consideravelmente o risco de uma pessoa desenvolver a doença, além de ser terapêutica, ou seja, ter o poder de auxiliar pacientes que já sofrem de Alzheimer.
A doença degenerativa que geralmente afeta pessoas com mais de 65 anos de idade atinge mais de 30 milhões de pessoas no mundo atualmente. Entre os sintomas mais comuns estão a perda de memória, confusão, agressividade, alterações de humor e falhas cognitivas. Em estágios avançados a doença compromete as funções motoras, levando à morte.

Fonte:
Imagem by Google


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