quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Coqueluche




Vocês devem estar acompanhando os noticiários e vendo que a internação por Coqueluche aumentou 21% em um ano. O total de casos até agora já supera os do ano passado e foram notificados surtos na Bahia e em Alagoas. Por isso resolvi fazer uma pequena descrição da doença cujo alvo principal são os adolescentes.

A Coqueluche, também conhecida como tosse comprida é mais comum nos meses quentes. Trata-se de uma doença infecciosa aguda, transmissível, de distribuição universal, que compromete especificamente o aparelho respiratório (traqueia e brônquios) e se caracteriza por paroxismos de tosse seca. Ocorre sob as formas endêmica e epidêmica. Em lactentes, pode resultar em número elevado de complicações e até morte. A doença evolui em três fases sucessivas:
  • Fase catarral - Com duração de 1 ou 2 semanas, inicia-se com manifestações respiratórias e sintomas leves (febre pouco intensa, mal-estar geral, coriza e tosse seca), seguidos pela instalação gradual de surtos de tosse, cada vez mais intensos e frequentes, até que passam a ocorrer as crises de tosses paroxísticas.
  • Fase paroxística - Geralmente afebril ou com febre baixa. Em alguns casos, ocorrem vários picos de febre ao longo do dia. A manifestação típica são os paroxismos de tosse seca (durante os quais o paciente não consegue inspirar e apresenta protusão da língua, congestão facial e, eventualmente, cianose com sensação de asfixia), finalizados por inspiração forçada, súbita e prolongada, acompanhada de um ruído característico, o guincho, seguidos de vômitos. Os episódios de tosse paroxística aumenta em frequência e intensidade nas duas primeiras semanas e depois diminuem paulatinamente. Nos intervalos dos paroxismos o paciente passa bem. Essa fase dura de 2 a 6 semanas.
  • Fase da convalescença - Os paroxismos de tosse desaparecem e dão lugar a episódios de tosse comum; esta fase pode persistir por mais 2 a 6 semanas e, em alguns casos, pode se prolongar por até 3 meses. Infecções respiratórias de outra natureza, que se instalam durante a convalescença da Coqueluche, podem provocar reaparecimento transitório dos paroxismos.
O homem é o único reservatório natural e o agente etiológico é o Bordetella pertussis, Bacilo gram-negativo, aeróbio, não-esporulado, imóvel e pequeno, provido de capsula (formas patogênicas) e fímbrias. A transmissão se dá por contato direto da pessoa doente com pessoa suscetível (gotículas de secreção eliminadas por tosse, espirro ou ao falar). O período de incubação é em média de 5 a 10 dias, podendo variar de 1 a 3 semanas e, raramente, até 42 dias. A medida de controle é a vacinação e o tratamento é feito com antibiótico.

by Mari Martins
Fonte: Doenças Infecciosas e Parasitárias - Guia de Bolso - 8ª Edição Revista
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