segunda-feira, 11 de julho de 2011

Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come




Na semana passada eu escrevi um post com esse mesmo título, falando sobre a falta de planejamento na urbanização da cidade de São Paulo. Falei sobre a redução da velocidade permitida nos corredores da cidade para 60 KM/h, do aumento do número de carros, do aumento do número de motos, do aumento do número de acidentes e também do aumento da violência e assaltos nos congestionamentos.
Hoje eu quero passar dados concretos sobre o assunto e para isso, fui pesquisar no Jornal da Associação Médica Brasileira, inclusive para saber o que as entidades médicas pensam sobre o assunto e encontrei uma matéria muito interessante dizendo que a AMB (Associação Médica Brasileira) criou um Fórum Permanente de Segurança na Condução de Motocicletas.
A matéria informa ainda que entre 1998 e 2008, os óbitos por acidentes de trânsito aumentaram 23,9%. Enquanto as mortes de ocupantes de automóvel duplicaram, de caminhão triplicaram e de ciclistas quadruplicaram, as mortes de motociclistas aumentaram 754%. Homens representam 75% dos compradores e as ocorrências fatais concentram-se na faixa etária dos 16 aos 30 anos.
Em 1970, as 62 mil motocicletas registradas no país representavam 2,4% do total de veículos motorizados. No ano passado, eram 16,5 milhões de unidades, representando 25,5% dos veículos motorizados. Segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares, 86% do mercado é formado por motos que custam até R$ 6 mil com cilindrada inferior a 150cc. É exatamente aí que eu queria chegar, as motos são de baixa cilindrada, são motos pequenas e o que está causando acidentes é a falta de perícia e treinamento e colocar-se em situações delicadas de condução, a disputa pelo espaço físico é fatal e a questão não é a velocidade, a questão é a falta de infraestrutura, a falta de planejamento e criação de faixas exclusivas para motos e a inexistência de ciclovias na cidade. A redução da velocidade nos corredores não resolve esse problema, é preciso investir em infraestrutura e treinamento da condução do veículo automotor. O GOVERNO precisa investir em faixas, corredores exclusivos, só assim deixaremos de fazer parte dessa triste estatística. Já não basta estarmos reduzindo em dias, meses, anos a nossa expectativa de vida devido à poluição. Como diria minha saudosa mãe: - Pare o mundo que eu quero descer!!!
Bem, voltando a falar da AMB, o que achei interessante, foi que vendo o caos instalado, surgiu a preocupação de criar esse Fórum e também de chamar um pouco da responsabilidade para si, o pensamento da entidade é: O que os médicos podem fazer para reduzir o peso dessa tragédia? Achei nobre a idéia e o intuito de obter uma visão mais clara de todos os aspectos envolvidos no problema. Isso inclui a percepção do médico que, cuida das vítimas de acidentes de trânsito nos pronto-socorros, salas de cirurgia e nas unidades de reabilitação. Outra coisa interessante é que a AMB considera importante ouvir a opinião dos motociclistas que diariamente se expõem a esses riscos.

Quantos anos luz teremos que esperar por uma solução?




by Mari Martins
Fonte de pesquisa: JAMB
Imagem by Google

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