quarta-feira, 17 de outubro de 2012

No mistério do sem-fim





No mistério do sem-fim
equilibra-se um planeta.
E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro;
no canteiro uma violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,
entre o planeta e o sem-fim,
a asa de uma borboleta.



Poema by Cecília Meireles
Foto by Mari Martins




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