segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Esterilização Tubárea




ESTERILIZAÇÃO TUBÁREA


A laqueadura ou esterilização tubárea, é um dos métodos anticoncepcionais mais procurados pelas mulheres que já têm a prole constituída. É uma cirurgia realizada nas trompas de Falópio por meio de ligadura (técnica onde a trompa é "amarrada" de ambos os lados); Salpingectomia (onde as trompas são retiradas); Salpingotripsia (onde são retiradas as extremidades das trompas que contêm as frímbrias) ou extração de um seguimento da trompa (a técnica mais utilizada é Pomeroy). Em todos os casos a intenção é interromper as duas trompas por completo impedindo a fecundação. As trompas têm as fímbrias que são como "dedinhos" de uma mão que tem a função de pegar os óvulos produzidos pelos ovários e transportá-los até o útero. Nesse caminho, das trompas ao útero, este óvulo se encontra com um erpermatozóide que o fecunda. As técnicas cirúrgicas são simples e raramente apresentam complicações como hemorragias e infecções. Podem ser realizadas durante o parto cesárea, logo após um parto normal ou fora do parto, por meio de videolaparoscopia ou com uma pequena incisão onde normalmente é feita a incisão da cesárea. As anestesias também podem ser: Raqui; peridural ou mesmo a anestesia geral. No Brasil, as leis para permissão da esterilização tubárea são: ter pelo menos dois filhos vivos e, pelo menos, 25 anos de idade e fornecer um termo de consentimento 60 dias antes do parto, assinado pelo casal e pelo médico, com firma reconhecida em cartório. Com o consentimento a cirurgia pode ser realizada durante o parto ou 60 dias após o parto, dependendo as condições e dos riscos das pacientes. Não há mudanças significativas na vida da mulher que é submetida à laqueadura. Em alguns casos, nota-se um aumento do volume das menstruações. Em outros casos pode ocorrer aderência cirúrgica e dores na pelve. A função sexual fica totalmente preservada. A reversão da laqueadura já é mais complicada e dependendo da técnica utilizada (salpingectomia ou salpingotripsia) não é possível. Nos casos de ligadura, a chance de sucesso com a reversão gira em torno de 30%. As pacientes que não têm sucesso com a reversão e desejam a gravidez podem recorrer às equipes de fertilização.


Coluna Saúde da Mulher - assinada pela Dra. Elaine K. Vasconcelos - Ginecologista, Obstetra e Mastologista - CRM: 101324.
Imagem by Mari Martins




Um comentário:

Bárbara Iglésias disse...

A lei que você cita está errada, a lei vigebte data de 12 de Janeiro de 1996 " Art. 10. Somente é permitida a esterilização voluntária nas seguintes situações: (Artigo vetado e mantido pelo Congresso Nacional - Mensagem nº 928, de 19.8.1997)

I - em homens e mulheres com capacidade civil plena e maiores de vinte e cinco anos de idade ou, pelo menos, com dois filhos vivos, desde que observado o prazo mínimo de sessenta dias entre a manifestação da vontade e o ato cirúrgico, período no qual será propiciado à pessoa interessada acesso a serviço de regulação da fecundidade, incluindo aconselhamento por equipe multidisciplinar, visando desencorajar a esterilização precoce; "