quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Entenda melhor o que é o Câncer de Endométrio





CÂNCER DE ENDOMÉTRIO

Endométrio é a camada interna que reveste o útero. Essa camada fica no corpo do útero e é responsável, também, pela menstruação. O útero tem duas partes principais: o corpo e o colo. Os fatores de risco para o câncer de endométrio são, principalmente: Idade, o risco de uma mulher ter câncer de endométrio aumenta com a idade; Aumento dos níveis de estrogênio; Uso do estrogênio isolado, sem a proteção da progesterona; Falta de menstruação por longo tempo, como na Síndrome dos ovários policísticos; Obesidade e uso de tamoxifeno (que é um quimioterápico via oral usado no tratamento do câncer de mama). Os fatores que diminuem o estrogênio circulante no organismo, como os anticoncepcionais, diminuem o risco de câncer endometrial. O tabagismo não é considerado um fator de risco para o câncer de endométrio. O principal sintoma do câncer endometrial é o sangramento vaginal pós menopáusico. Portanto, todos os sangramentos vaginais em mulheres na pós menopausa devem ser investigados. O ultrassom transvaginal vai nos mostrar um espessamento do eco endometrial e a colpocitologia oncológica (Papanicolaou) vai nos dar um diagnóstico diferencial de câncer de colo uterino (que também pode dar sangramento vaginal). Uma vez confirmado o espessamento endometrial, o próximo passo é a biópsia de endométrio. Esta é realizada por meio de histeroscopia ou curetagem uterina. O anátomo patológico da biópsia vai nos dizer se o espessamento é um câncer, uma hiperplasia, uma atrofia, um pólipo, etc. Se confirmado o câncer, o tratamento é cirúrgico. A retirada do útero e dos ovários e trompas pode ou não ser acompanhada de procedimentos adicionais como a retirada do omento e a dissecção de linfonodos. Uma biópsia intra-operatória por congelamento vai nos mostrar se há invasão e qual o grau de acometimento. As metástases do câncer endometrial tendem a ocorrer, primeiramente, nos ovários. A sobrevida em 5 anos é superior a 70% com tratamento adequado. Quanto mais linfonodos forem acometidos, menor será a sobrevida. Segundo a revisão em ginecologia e obstetrícia do johns Hopkins, fascículo 3, mulheres sem quaisquer achados intra-operatórios que devam indicar uma dissecção dos linfonodos têm uma taxa de sobrevida em 5 anos maior do que 90% apenas com uma pan-histerectomia.
 
 
Coluna Saúde da Mulher - assinada pela Dra. Elaine K. Vasconcelos - Ginecologista, Obstetra e Mastologista - CRM: 101324.
Imagem by Mari Martins
 
 
 
 
 
 

Nenhum comentário: