quarta-feira, 26 de junho de 2013

Importação de médicos - CRMs se unem contra proposta do governo





A indignação contra a proposta do governo de importar médicos estrangeiros foi unanimidade entre os conselhos regionais de medicina (CRMs). Durante encontro em Brasília, representantes das 27 entidades expressaram seu repúdio à tese defendida pelo 
ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e informaram a intenção de apoiar o conselho federal em seu movimento de resistência à iniciativa. 
Vários CRMs publicaram notas públicas de repúdio à “importação” de médicos da forma anunciada pelo governo. Para o CRM de Goiás, a decisão pode implicar em séria ameaça à saúde da população. “O exercício ético da medicina e a oferta de uma assistência de qualidade aos pacientes que dependem do SUS exigem recursos e infraestrutura adequados, investimentos que o governo deveria garantir, mas não o faz”, alertou o Cremego. 
O CRM do Paraná fez coro às críticas e ressaltou em sua manifestação pública o descompasso entre anúncios de contratação e o dia a dia dos médicos brasileiros país afora. “Os valores afirmados em reportagens, onde prefeituras pagam até R$ 30.000 para os médicos, não condizem exatamente com a realidade”. A entidade lembra que há várias denúncias de descumprimento de acordos, atrasos de salários e sobrecarga de trabalho. “Os médicos estrangeiros vão enfrentar os mesmos problemas estruturais que os brasileiros, além do agravante da dificuldade com o idioma”, ressaltou o CRM. 
Para o CRM do Rio de Janeiro (Cremerj), este tipo de iniciativa configura uma pseudoassistência à população. O conselho ressalta que o entendimento do governo não foca na forma ideal de resolver o problema do atendimento em áreas distantes, ou seja, na 
contratação de médicos por meio de concursos públicos, com remuneração compatível e condições para o bom exercício profissional. 
Em São Paulo, o conselho regional (Cremesp) afirma que a medida “se, por um lado, resolve o 
problema de seis mil cubanos desempregados, passa longe de atender as necessidades de saúde da população brasileira”. Por meio de nota, a entidade também repudiou o desrespeito à legislação e a implantação no país de “uma prática médica pobre para os mais pobres”.


Imagem by Google
Fonte: Jornal Medicina nº 220




2 comentários:

Atena disse...

Temos de ver os dois lados da questão, se por um lado os médicos estão certos quando falam das más condições das estruturas de saúde, por outro lado temos de saber das dificuldades que a administração pública enfrenta com essa classe que é das mais corporativistas.
Em alguns estados e municípios há dificuldade de alguém aceitar ser Secretário da Saúde de tanto que se incomodam com os médicos que entre outras coisas, se recusam a comprovar motivos de faltas.
Abraços

Atena disse...

Temos de ver os dois lados da questão, se por um lado os médicos estão certos quando falam das más condições das estruturas de saúde, por outro lado temos de saber das dificuldades que a administração pública enfrenta com essa classe que é das mais corporativistas.
Em alguns estados e municípios há dificuldade de alguém aceitar ser Secretário da Saúde de tanto que se incomodam com os médicos que entre outras coisas, se recusam a comprovar motivos de faltas.
Abraços