segunda-feira, 2 de maio de 2011

Tireóide, algo para se observar


Localizada no pescoço, na região logo abaixo do "pomo-de-adão" ou "gogó", a Tireóide é uma glândula essencial para o bom funcionamento do corpo humano. Ela tem relação direta com outras estruturas anatômicas como veias arteriais, músculos e nervos, além de ser responsável por produzir hormônios tireoideanos, que são responsáveis por alguns controles do organismo, como batidas cardíacas, movimentos intestinais, tônus muscular, respiração celular e com o poder de concentração cerebral.
A tireóide pode funcionar mais ou menos que o normal. Quando funciona mais que o normal, chama-se hipertireoidismo e quando funciona menos que o normal, chama-se hipotireoidismo, pode aumentar de tamanho (bócio) e apresentar nódulos benignos ou malignos.

Os nódulos de tireóide são um problema frequente e embora não representem riscos sérios à saúde, merecem atenção devido à possibilidade de câncer. Entre 1973 e 2001, os casos de câncer de tireóide passaram de 3 para 7 em cada 100 mil habitantes. Os dados são norte-americanos, mas servem de referência também para o Brasil. Aqui, não se tem uma estatística precisa, mas os especilistas brasileiros, com base na prática clínica, relatam o mesmo crescimento dos Estados Unidos.

A medicina não sabe dizer ao certo, porque a incidência de câncer de tireóide tem aumentado. Para se ter uma idéia, junto com o melanoma maligno - um tipo de tumor de pele -, é a neoplasia que mais cresce no mundo, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Alguns médicos acreditam que o aumento deve-se às mudanças nos hábitos de vida, principalmente alimentares, e outra parcela de médicos acredita que agora, com o avanço da tecnologia e meios de diagnóstico, a doença é mais detectada.

Cerca de 90% a 95% de todos os nódulos da tireóide são provocados por alterações benignas (não contêm câncer) e não são prejudiciais à saúde. O paciente portador, na maioria das vezes nem desconfia que tem o problema, pois é assintomático e as alterações típicas da doença costumam aparecer apenas no estágio avançado. Um dos sintomas é engasgar com facilidade ou sentir dificuldade de engolir, um outro sintoma, é a alteração de voz.

Autoexame da Tireóide:
  1. Segure um espelho e procure em seu pescoço a região do pomo-de-adão ou gogó;
  2. Incline a cabeça para trás para que o pescoço fique mais exposto e focalize esta região no espelho;
  3. Beba um gole de água;
  4. Com o ato de engolir, a tireóide sobe e desce. Observe se existe algum aumento ou saliência (nódulos). Não confunda tireóide com o gogó. Lembre-se que a glândula está logo abaixo dele. Repita este procedimento várias vezes para se certificar.
Ao notar alguma alteração (nódulo), procure um especialista, no caso um Endocrinologista, para diagnosticar o problema e dar andamento ao tratamento.

by Mari Martins
Imagem by Google
Fonte de pesquisa: Atualidades HEBRON

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