segunda-feira, 15 de abril de 2013

Síndrome do Anticorpo Antifosfolípide





SÍNDROME DO ANTICORPO ANTIFOSFOLÍPIDE


Esta síndrome está associada a  um conjunto de sinais e sintomas como tromboses arteriais e venosas, abortos de repetição e trombocitopenia (diminuição das plaquetas no sangue), além de alterações cutâneas, neurológicas e cardíacas. Os anticorpos podem ser detectados em dois testes: ELISA, onde é encontrado um anticorpo chamado anticardiolipina ou testes de coagulação, onde é encontrado o inibidor lúpico. Para se fazer o diagnóstico desta síndrome, o paciente deve apresentar pelo menos um sintoma clínico e uma alteração laboratorial. Pode ser primária, quando não há doenças prévias ou secundária a doenças auto-imunes como lúpus ou outras colagenoses (doenças do tecido conjuntivo) ou ainda secundárias a neoplasias como leucemia e linfomas ou a doenças infecto contagiosas. Lembramos que o anticorpo é encontrado em grande número (70%) de pacientes HIV positivos. Está presente em 50% dos pacientes com Lúpus e em até 5% da população saudável. O tratamento consiste em prevenção dos efeitos tromboembólicos com uso de heparina, doses pequenas de ácido acetilsalicílico e warfarin. Por ser teratogênico (causar malformações nos fetos), o warfarin não é utilizado em gestantes. Os pacientes com altos títulos de anticorpo antifosfolípide devem ser orientados a evitar fatores que podem piorar ou desencadear os fenômenos tromboembólicos como o tabagismo, a hipercolesterolemia, a obesidade, os anticoncepcionais hormonais. Aproximadamente 10% das pacientes com história de abortos de repetição têm o anticorpo antifosfolípide no sangue. Portanto, é um exame importante na investigação das causas de abortos de repetição.


Coluna Saúde da Mulher - assinada pela Dra. Elaine K. Vasconcelos - Ginecologista, Obstetra e Mastologista - CRM: 101324.
Imagem by Mari Martins




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