quarta-feira, 24 de abril de 2013

Déficit de atenção - Diagnóstico deve ser rigoroso




O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, conhecido como TDAH, é uma patologia psiquiátrica diagnosticável clinicamente e o Parecer CFM 42/12 ressalta que deve ser rigorosamente analisado a partir de critérios médicos. Reconhecido na Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde (OMS) pelo CID 10, o TDAH acomete de 3% a 6% da população de crianças, com incidência maior em meninos, permanecendo esta maior frequência entre homens na população adulta.
Desatenção, hiperatividade e impulsividade são sintomas clássicos de TDAH, devendo ser analisadas tanto a frequência quanto a intensidade com que ocorrem. Para que o transtorno seja diagnosticado é preciso que, no mínimo, seis sintomas do grupo da desatenção ou hiperatividade/impulsividade estabelecidos pela OMS sejam reconhecidos em locais diferentes. Quando há incidência frequente dos sintomas somente na escola ou em casa, por exemplo, não há caracterização de TDAH.
O relator do parecer, Emmanuel Fortes, afirma que "sintomas de hiperatividade ou impulsividade sem prejuízo na vida da criança podem traduzir o temperamento e não um transtorno psiquiátrico. A atividade intensa é característica da fase pré-escolar e o diagnóstico de TDAH anterior aos seis anos de vida deve ser feito com cautela".
Quando diagnosticado clinicamente, o indivíduo com TDAH deve receber tratamento médico, com terapêutica medicamentosa e psicoterápica disponíveis, além de apoio de uma rede psicopedagógica e sociofamiliar. O transtorno de déficit de atenção não tratado adequadamente aumenta no adolescente a propensão a dificuldades de relacionamento, menor rendimento escolar, baixa autoestima, delinquência e uso de drogas.

O documento está disponível no portal do CFM ou pelo link http://bit.ly/WR4KcV

Fonte: Jornal Medicina - Mar/2013
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