quarta-feira, 11 de junho de 2014

Cinco municípios concentram casos de dengue no Estado



Campinas registra pior epidemia da doença, com 18.484 casos,
de janeiro a abril


As cidades de Americana, com 5.550 casos confirmados; Jaú, com 2.801 incidências; e Votuporanga, com 1.834 pessoas infec­tadas – além de Campinas e São Paulo – juntas concentram dois terços dos casos registrados da doença entre janeiro e abril deste ano, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde.


Mas Campinas apresenta o maior índice de casos no Estado, vivendo a pior epidemia da doença. De janeiro a abril, foram relatados 18.484 casos no mu­nicípio. Para controlar a situação, equipes do Exér­­cito e agentes de saúde e de controle ambiental vistoriam casas abandonadas, piscinas e caixas d’água para combater os focos da doença. Segundo o Ministério da Saúde (MS), o indicativo de epidemia é de 300 casos para cada 100 mil habitantes, podendo apresentar variação de acordo com o tamanho do município e de sua população.

Já a Capital paulista registrou 4.973 casos de dengue nos quatro primeiros meses do ano e já apresenta quatro óbitos por complicações da dengue – o que representa o dobro de mortes causadas pela doença durante todo o ano passado. A região Oeste apresenta o maior índice de pessoas infectadas, e enfrenta um surto da doença.

Até abril, São Paulo apre­sentou 54.423 casos de transmissão da dengue que aconteceram dentro do Estado, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde. No mesmo período de 2013, o número de casos registrados da doença foi de 169.956. Segundo a Secretaria, a diminuição do número de casos no Estado é de 68%, entre todos os 645 municípios, 297 não apresentaram nenhuma incidência da doença.

O Sistema de Informação de Agravo de Notificação (Sinan) oferece em seu site um esquema de classificação de risco e manejo de paciente, disponível no link: http://sinan. saude.gov.br/sinan/login/login.jsf.

Mosquito transgênico
Uma alternativa para o combate da dengue  é o cruzamento de mosquitos geneticamente modificados com as fêmeas do Aedes aegypti, gerando filhotes que não conseguem chegar até à fase adulta. A iniciativa foi testada em algumas regiões e apresentou uma diminuição de 80% nos focos da doença. Para ser liberado e utilizado em campanhas de saúde pública, o projeto – que é viabilizado pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CtnBio), do Ministério da Ciência e Tecnologia – precisa ser aprovado pela Anvisa.


Fonte: Jornal do Cremesp nº 314



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