sexta-feira, 15 de abril de 2011

Proibição da venda de inibidores de apetite



Muito tem se discutido sobre a questão da proibição da venda dos inibidores de apetite no Brasil, mas seria essa a melhor solução realmente? Como ficariam os tratamentos para obesidade sem a ajuda dos remédios?

O Conselho Federal de Medicina (CFM) é contra a proibição da venda dos inibidores de apetite e defende a idéia de que a ANVISA deve atuar fortemente no controle e fiscalização da venda dos medicamentos. O CFM alega que a proibição da venda dos medicamentos fere a autonomia dos médicos e pacientes na escolha do tratamento.
Os médicos brasileiros afirmam ser fundamental, em situações precisas e bem caracterizadas, dispor do arsenal terapêutico dessas medicações para o tratamento da obesidade.

Na minha opinião, os médicos devem dispor "sim" desses recursos para o tratamento da obesidade, desde que ao iniciar o tratamento a primeira informação oferecida pelo médico seja que essa medicação causará efeitos colaterais, explique quais são esses efeitos colaterais e que o medicamento atua no sistema nervoso central. Acho que o problema todo, está sendo causado pelo uso "indiscriminado" das drogas e também pela falta de conscientização por parte do usuário. Todos sabemos que há "médicos" e "Médicos" dispondo desse recurso e abusos e falta de ética, acontecem sempre e estão estampadas nas páginas dos jornais ou sendo exibidas na TV. Acho que tudo é uma questão de bom senso e fiscalização.

Outra questão que eu gostaria de abordar, é que qualquer usuário de internet sabe que essas drogas são vendidas livremente na rede e em países onde o comércio das mesmas já é proibido há anos. Seria essa também a tendência no Brasil? Os norte-americanos também atravessam a fronteira e compram essas drogas no México e os brasileiros, será que vão comprar no Paraguai? Isso é um caso para se pensar, é melhor não proibir a venda e permitir que os médicos e pacientes façam uso de forma legalizada e tenham mais essa opção de tratamento, do que proibir e dar crédito ao comércio ilegal e indiscriminado da medicação. E o pior, sem prescrição e acompanhamento médico.

by Mari Martins
Imagem by Google


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