quarta-feira, 13 de abril de 2011

O álcool e a violência doméstica no Brasil



Álcool está associado a 30% dos casos de violência doméstica
sexual contra mulheres


Dados inéditos do Ministério da Saúde mostram que a suspeita de ingestão de bebida alcoólica por parte do provável agressor foi relatada por 30,3% das mulheres vítimas de violência doméstica, sexuais e outras, durante todo o ano de 2008. Em 62,7% dos casos de ataques contra mulheres, a agressão ocorreu em residência, sendo que 39,7% delas afirmam já terem sido agredidas anteriormente.
Do total de 8.766 vítimas atendidas em unidades de referência, 6.236 foram do sexo feminino (71,1%), incluindo crianças, adolescentes e pessoas idosas. Mulheres casadas ou que viviam em união estável representaram 25,6% dos casos, enquanto que as solteiras responderam por 38,7% dos registros.

Autoria e local:
Homens foram responsáveis por 70,3% dos casos de violência sexual, doméstica e outras agressões contra mulheres. Os ataques vêm de parceiros com quem elas mantinham relação estável/cônjuge (18,7%), ex-cônjuge (6%), namorado (2,4%) e ex-namorado (2%), o que revela a violência doméstica.
Em 14,2% dos casos, a violência foi praticada pelos pais, o que também evidencia a violência doméstica ou intra-familiar. Pessoas desconhecidas (13,5%) e amigos (13,3%) são outros que figuram entre os principais prováveis agressores, segundo relatos das vítimas.
Depois da residência, a escola foi o segundo local de ocorrência mais relatado (11%) de violência contra mulheres, porém com percentual menor do que as fichas sem informação (21%).

Tipos de violência:
A violência física foi a principal causa de atendimento (55,8%), sendo 52% em pessoas de sexo feminino e (65,1%) no sexo masculino. A violência psicológica ou moral foi responsável por 41,2% dos casos - 49,5% em mulheres e 20,8% em homens.
A agressão sexual foi responsável por 31,7% dos casos (39% em mulheres e 13,9% em homens). Negligência/abandono foi registrado em 13,6% do total de atendimentos (11,1% no sexo feminino e 19,6% no masculino). Em 39,3% dos atendimentos, contudo, não se verificou nenhuma lesão física.
Os dados são do Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (VIVA), estudo realizado em serviços de referência para atendimento de vítimas de violência doméstica, sexual e outras violências, em 18 municípios de 14 estados.

by Mari Martins
Fonte: Ministério da Saúde
Imagem by Google






2 comentários:

Antonio Pereira (Apon) disse...

Olá Mari.

Ainda que lícita, o álcool é uma droga não menos perniciosa e nefasta. Ele está no centro de dramas familiares, em crimes e tragédias diversas e em grande parte dos acidentes automobilísticos. Entre jovens o consumo cada vez mais precoce, prepara para o futuro uma horda de alcoólatras. Mas os “mantras” das cervejarias...

Um abração.

Beth Muniz disse...

Oi Mari,
Que belo post!
Os dados são assustadores, mas infelizmente reais.
Diante deste quadro, me pergunto: O que fazer? Neste momento nada.
Só compartilhar e dissiminar a informação.
Um beijo querida.