quarta-feira, 27 de março de 2013

Autodefinição




Na folha branca de papel faço o meu risco
Retas e curvas entrelaçadas
E prossigo atento e tudo arrisco
na procura das formas desejadas
São templos e palácios soltos pelo ar,
pássaros alados, o que você quiser
Mas se os olhar um pouco devagar,
encontrará, em todos, os encantos da mulher
Deixo de lado o sonho que sonhava
A miséria do mundo me revolta
Quero pouco, muito pouco, quase nada
A arquitetura que faço não importa
O que eu quero é a pobreza superada,
a vida mais feliz, a pátria mais amada.


Poema by Oscar Niemeyer
Imagem by Google




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