quinta-feira, 7 de março de 2013

Acretismo Placentário





ACRETISMO PLACENTÁRIO


A placenta é um órgão endócrino importante na gravidez. É através dela que ocorrem as trocas entre mãe e feto, é por onde o feto respira, alimenta-se e excreta. Fica dentro do útero, "colada" à parede do mesmo. Durante o parto, após a saída do bebê, ocorre o que chamamos de dequitação da placenta, ou seja, a saída da mesma. Essa eliminação da placenta é feita, naturalmente, pelo próprio organismo, através das contrações uterinas. Algumas vezes a placenta não sai sozinha e deve ser feita uma dequitação manual da mesma. Nenhum "pedaço" da placenta pode permanecer no útero após o parto porque dá hemorragia. O útero deve estar completamente limpo após a saída da placenta. Se partes da placenta ficam no útero, tentamos tirar com as mãos ou através de uma curagem, que é a retirada com gazes ou até mesmo através de uma curetagem uterina, onde é utilizada uma cureta (uma espécie de colher comprida) para a limpeza completa do útero. Nem sempre as placentas ocupam o útero de uma forma fisiológica. Existem patologias que acometem essa implantação da placenta no útero. As placentas com localizações anormais podem ser de três tipos: acreta, percreta e increta. Em quaisquer dessas situações a gestação é considerada de alto risco porque pode haver hemorragia, pode ser necessária a retirada do útero e deve haver reserva de sangue e de UTI para possíveis complicações. A placenta acreta atinge o músculo do útero (miométrio) mais superficialmente. A increta atinge mais profundamente o miométrio e a percreta chega a atingir a camada serosa do útero (mais externa). As anormalidades de implantação placentária podem estar relacionadas às cicatrizes de cesáreas anteriores. A indicação do parto é obstétrica, ou seja, pode ser parto normal ou cesariana. Quando a placenta não sai totalmente deve ser feita a curagem, a curetagem ou até mesmo a histerectomia dependendo da gravidade do caso. O acretismo placentário ocorre em um a cada dois mil e quinhentos partos.


Coluna assinada pela Dra. Elaine K. Vasconcelos - Ginecologista, Obstetra e Mastologista - CRM: 101324. 
Imagem by Mari Martins




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