segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Parto normal sem dor




PARTO NORMAL SEM DOR


A analgesia de parto tem ganhado importância nas últimas décadas por encorajar as mulheres a vivenciar um parto normal sem o inconveniente das dores intensas. Os três tipos mais comumente utilizados de anestesia são a peridural (única ou contínua); A raquianestesia e a combinada (raqui com peridural). Em todos os casos é preciso um ambiente hospitalar equipado e a presença do anestesista. A peridural contínua consiste na instalação de um cateter epidural na espinha da paciente, são administradas baixas doses de anestésicos e pode ser utilizada durante todo o trabalho de parto. Os anestésicos locais mais utilizados são a bupivacaína, a levobupivacaína e a ropivacaína. Os opióides mais utilizados são: sufentanil e fentanil. A peridural tem sido utilizada para aliviar as dores do parto normal desde 1962. A raquianestesia é utilizada quando o parto já está avançado, período expulsivo, É utilizada a bupivacaína hiperbárica e também são utilizados os opióides. A analgesia de parto propriamente dita soma a raqui com a peridural e também é chamada de duplo bloqueio ou anestesia combinada. Esta tem as vantagens de ambas as anestesias proporcionando maior analgesia para o parto. Para os partos feitos na água é necessária a proteção do cateter com um plástico. O fórceps e o vácuo extrator podem ser necessários para alívio no final do trabalho de parto quando o feto já está bem baixo, mas ainda não ocorreu a expulsão. O vácuo extrator é uma campânula de plástico parecido com um sino que é acoplado na cabeça do feto para este ser puxado para fora do canal vaginal. Os efeitos colaterais dos anestésicos locais são: zumbidos, abalos musculares, convulsões e apnéia. Os opióides podem provocar náuseas, vômitos e prurido. Para quaisquer tipos de anestesia de parto a paciente deve ser submetida a uma entrevista com o anestesista antes do parto e deve estar concordante com o procedimento. Com este recurso pode haver um maior incentivo para o parto vaginal, diminuindo os altíssimos índices de cesarianas.


Coluna Saúde da Mulher - assinada pela Dra. Elaine K. Vasconcelos - Ginecologista, Obstetra e Mastologista - CRM: 101324.
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