segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Acompanhamento emocional do casal infertil





ACOMPANHAMENTO EMOCIONAL DO CASAL INFERTIL


Para a maioria das pessoas, ter filhos e formar uma família são metas em determinado momento de suas vidas. O procriar parece ser algo muito natural, bastando apenas suspender o método contraceptivo em uso. Alguns casais, ao iniciarem as tentativas para engravidar, se deparam com o resultado negativo que se repete mês após mês, e isto muitas vezes gera no casal sentimentos de frustração, angústia e ansiedade. Após um período de tentativas, que gira em torno de 12 a 18 meses, o casal se sente incapaz de conseguir uma gravidez espontânea e, geralmente, procura ajuda médica. Após uma bateria de exames, o casal pode se deparar com um diagnóstico de infertilidade, cujo fator pode ser masculino, feminino ou sem causa aparente. Este é um momento muito difícil para o casal, e costuma envolver diversas reações emocionais, como negação, culpa, ansiedade, desesperança, baixa de auto-estima e desilusão. Em alguns casos, pode produzir uma crise que afeta principalmente o bem-estar psíquico, interferindo na relação do casal, nas relações familiares e sociais e no desempenho profissional. A sexualidade também pode ficar comprometida, porque o que deveria propiciar uma troca prazerosa, acaba se convertendo na busca de um rendimento fisiológico: a gravidez. Toda a situação pode levar à diminuição da espontaneidade, satisfação e intimidade entre os parceiros. O casal costuma passar por um processo muito fragilizante até chegar a uma ajuda especializada. Este é o motivo de considerarmos de fundamental importância o atendimento de cada casal por uma equipe multidisciplinar, que leve em conta que, por traz da questão orgânica existe um sujeito, ou um casal, único em seus sentimentos, com uma história e projetos, que deve ser tratado de um modo integrado e individualizado.
O casal procura uma clínica de reprodução assistida para iniciar um dos tratamentos oferecidos, durante o período do tratamento as necessidades médicas muitas vezes determinam a rotina do casal. Esta realidade, muitas vezes excessivamente técnica e rigorosa, aponta para a necessidade de criar um espaço para humanizar o tratamento, oferecer uma escuta, um pensar/falar sobre o que está mais consciente em relação ao problema orgânico, bem como as dúvidas, medos, fantasias e expectativas com relação ao tratamento. O apoio emocional feito por um profissional de psicologia, se faz necessário, para acolher estes casais neste momento particularmente delicado de suas vidas, onde muitas vezes diagnosticamos estresse emocional e psíquico e alterações em suas redes de relações.
Este fato deve ser reconhecido e compreendido para que um suporte adequado seja oferecido a cada casal portanto, sempre é recomendado: Acompanhamento Psicológico dos Casais Submetidos a Programa de Reprodução Assistida.


Coluna No Divã - assinada pela Dra. Marisa Martins - Psicóloga - CRP: 06/30413-0.
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