quarta-feira, 11 de março de 2015

Brasileiras receberão prêmio internacional para mulheres cientistas


Duas pesquisadoras brasileiras tiveram seus trabalhos reconhecidos pela 17ª edição da premiação internacional Para Mulheres na Ciência, iniciativa da multinacional francesa de cosméticos L’Oréal em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
Thaisa Storchi Bergmann, do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), foi escolhida por suas pesquisas sobre buracos negros; já Carolina Horta Andrade, da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Goiás (UFG), pelas suas contribuições no desenvolvimento de um medicamento multifunção contra a leishmaniose.
Bergmann é a única latino-americana entre as cinco pesquisadoras premiadas na categoria principal. Elas foram selecionadas em cinco regiões do mundo por um júri independente formado por 12 cientistas internacionais proeminentes, escolhidos por Ahmed Zewail, ganhador do Nobel de Química em 1999.
Entre os membros do júri internacional está a brasileira Beatriz Barbuy, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP), ganhadora do Para Mulheres na Ciência em 2009. Barbuy coordena o Projeto Temático Evolução química e populações estelares galácticas e extragalácticas, por espectroscopia e imageamento, realizado com apoio da FAPESP.
Entre os trabalhos de Bergmann que levaram à sua premiação estão pesquisas sobre como os buracos negros influenciam a evolução das galáxias via acreção (acumulação) e ejeção de matéria ao seu redor. A pesquisadora foi a primeira a discernir o movimento orbital de uma matéria em torno de um buraco negro supermassivo no centro de uma galáxia próxima.
Já Andrade é a única brasileira entre as 15 jovens pesquisadoras que receberão o prêmio na categoria “International Rising Talents”. O reconhecimento se deu por conta de suas pesquisas para o desenvolvimento de medicamentos multifunções contra a leishmaniose.
Em vez de atacar apenas uma das funções vitais do parasita, o novo medicamento o ataca em vários lugares, o que aumenta as chances de mata-lo ao mesmo tempo em que diminui sua resistência. Andrade foca no desenvolvimento de uma versão de baixo custo do medicamento, acessível a populações mais pobres, onde a prevalência da doença é maior.
A entrega dos prêmios será feira no dia 18 de março, na Universidade de Sorbonne, na França. 

Fonte: Agência Fapesp

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