segunda-feira, 20 de junho de 2016

O uso de drogas no tratamento de estresse pós-traumático



O estresse pós-traumático é um transtorno psiquiátrico que pode afetar pessoas que sofreram algum tipo de trauma como, por exemplo, um assalto, um ato de violência extrema ou a perda repentina de um ente querido. O transtorno acontece quando, diante de uma situação de medo ou de ansiedade, o doente responde de forma desproporcional, voltando a experimentar os mesmos sentimentos de tristeza, pavor, dor ou pânico que sentiu quando passou pela violência ou tragédia original.
Uma das formas de tratamento do transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) é buscar, por meio de uso de medicação, aliviar as sensações de medo e de dor nos momentos em que elas reaparecem. Descobrir quais seriam as drogas capazes de surtir efeito contra os sintomas da TEPT é o primeiro passo no caminho do desenvolvimento de novas terapias.
Este é o objeto de pesquisa da farmacologista Cristina Stern, atualmente na Universidade Federal do Paraná. Ela investiga os efeitos do uso de canabinoides em ratos que sofrem de TEPT e acaba de publicar um trabalho no periódico European Neuropsychopharmacology.
A pesquisa foi supervisionada pelo professor Leandro Bertoglio, da Universidade Federal de Santa Catarina, e também contou com a colaboração do professor Francisco Silveira Guimarães, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (USP). Guimarães coordena o Projeto Temático “Mecanismos celulares e moleculares envolvidos no papel de neurotransmissores atípicos em transtornos neuropsiquiátricos” apoiado pela FAPESP, que investiga o uso de canabinoides nos transtornos mentais e rendeu, nos últimos quatro anos, quase 40 publicações científicas.

Confira: http://agencia.fapesp.br/o_uso_de_drogas_no_tratamento_de_estresse_postraumatico/23408/ e o artigo de Cristina A.J. Stern e outros, “Δ9-Tetrahydrocannabinol alone and combined with cannabidiol mitigate fear memory through reconsolidation disruption”, publicado em European Neuropsychopharmacology 25 (6): 958-965 pode ser lido em http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0924977X15000279
Fonte: Agência Fapesp



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