quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Tromboembolismo Venoso





TROMBOEMBOLISMO VENOSO



Ocorre quando o sangue coagula nas veias, principalmente de membros inferiores, esse coágulo migra e entope alguma via importante (geralmente no pulmão). O tromboembolismo venoso é a 3ª causa de morte cardiovascular nos países ocidentais e perde apenas para o infarto e para o acidente vascular cerebral (popularmente conhecido como derrame). Pacientes de alto risco para desenvolver tromboembolismo venoso (TEV) são as gestantes, as puérperas (após o parto) e as em uso de terapia hormonal. Em pacientes submetidas a cirurgias, sem profilaxia, o risco de TEV pode chegar a 80%, dependendo do tipo de operação. Em cirurgias ginecológicas de grande porte, este risco pode variar de 15 a 40% e em pacientes com lesão da medula o risco pode chegar até a 80%. A trombose venosa profunda (TVP) tem uma associação de fatores ambientais e genéticos e ainda pode ocorrer na ausência de fatores de risco. Alguns dos fatores de risco são: paralisias, varizes, insuficiência cardíaca, anestesia geral, obesidade, cirurgias ortopédicas, traumas, infecções, tabagismo, idade avançada e alterações genéticas, além das já citadas: parto, terapia hormonal e puerpério. A idade passa a ter influência após os 40 anos e piora após os 60 anos. Metade das pacientes desenvolve o quadro na sala operatória e a outra metade, nos primeiros 3-5 dias de pós-operatório. Em pacientes ginecológicas, metade dos eventos pode ocorrer após a alta. Devemos, então, utilizar de métodos profiláticos de acordo com o grau de risco do paciente. A profilaxia varia de medidas gerais como deambulação precoce e uso de meias elásticas até o uso de medicamentos, os mais usados em ginecologia são as heparinas. Estes métodos têm a função de agilizar o fluxo sanguíneo nas veias para que o sangue não coagule e não vire um trombo. Em cirurgia oncológica e em pacientes com risco elevado de TEV, recomenda-se que a profilaxia farmacológica seja estendida, após a alta hospitalar, por 21 a 28 dias.


Fonte: atualização em terapêutica ginecológica/UNIFESP/1ª ed 2012.


Coluna Saúde da Mulher - assinada pela Dra. Elaine K. Vasconcelos - Ginecologista, Obstetra e Mastologista - CRM: 101324. 





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